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sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Do modo ON para o modo OM


Que as redes sociais controlam o comportamento das pessoas nos tempos modernos todos nós já sabemos. O Sociólogo Zygmunt Bauman fala sobre seu conceito da era líquida e da curta duração dos relacionamentos. E nós fazemos aquele velho papel de telefonista das antigas: ligando e desligando cabos toda hora. Só que esses cabos não são mais assim. Nem a voz é mais o meio de comunicação mais eficiente entre dois pontos, entre duas pessoas, entre dois corações. Os motivos de “desligamento” agora são baseados no "curtir or not curtir".

Será mesmo que as pessoas estão deixando de se relacionar por causa dos cliques e postagens? Será que nós ficamos mesmo tão superficiais assim? Tem muita gente catalogando seus amigos para deixar sempre à mão caso precise de alguma coisa do universo alheio. Se a pessoa é importante ou tem certo interesse que poderá servir algum dia, fica com lugar garantido no perfil. Se não, pode até ser útil para não ficar por baixo da quantidade de seguidores ou para não perder o seu lugar no ranking  pop virtual.

Claro que as pessoas que a gente realmente convive estão em alta nas nossas interações virtuais se curtindo e se compartilhando a todo instante. Será? E será que quando, realmente, vivemos momentos reais nós temos tanta preocupação em registrá-los no meio virtual? Sabe aquela história de que “foi tão bom nosso momento juntos que até nos esquecemos de tirar fotos!”? Acho que ninguém nunca imaginou que o hábito banal de clicar em "Curtir" poderia influenciar tanto nas relações humanas. Há pouco tempo atrás as pessoas enviavam correntes por e-mail e mesmo assim não se distanciavam umas das outras. Hoje o próprio e-mail está ficando obsoleto.

Tenho pensado muito nessa questão enquanto faço meu processo de equilíbrio do virtual para o analógico. E isso não requer deletar ou adicionar pessoas on/offline. Tão pouco migrar para uma cabana no Himalaia. É um processo quase telepático! É um processo de identificação, de reciprocidade. Nos últimos anos aconteceram comigo alguns encontros que são a toda prova de qualquer curtida ou solicitação de amizade second edition. Tenho amigos que vejo a cada um ou dois anos e sempre quando os encontro é a mesma coisa, somos os mesmos de sempre. Talvez varie a cor do cabelo ou a quantidade de rugas, mas o sentimento é o mesmo. O ambiente virtual não afeta em nada esse tipo de relacionamento, mesmo se o tempo distante for ainda maior. E foi esse mesmo ambiente virtual que me proporcionou novos vínculos incríveis também.

Tem aqueles que só conseguimos manter se estivermos conectados virtualmente. E isso não quer dizer que a pessoa está distante de você por causa de distanciamento de curtidas ou compartilhamentos. Embora, algumas pessoas acreditem nesse tipo de seleção byte-natural, o que acontece é uma confusão, é o excesso de informação que deixa a gente maluco. O meio digital cria obrigações e deveres nas redes sociais para nos manter socializados, onde só é bem relacionado quem cumpre as regras do script. 

Usamos as redes como válvula de escape pra desabafar, para fazer propaganda, para pregar religião e ideologias, para ter liberdade de expressão. Vender coisas, fazer novos amigos, encontrar um amor. E quando tudo isso é genuíno, sim, as coisas acontecem muito bem! Existe uma vida virtual que fornece pedaços de nossa história que não são necessariamente verdades ou mentiras. Quem sabe um pouco dos dois em diversas proporções - dentro de algoritmos. Apesar do objetivo subentendido no nome “redes sociais” o foco parece não ser mais as relações. As redes estão se tornando um grande mercado de interesses. O velho ditado agora é “Mente vazia, vá postar alguma coisa para ver se ganha alguma coisa”. E assim consolidamos desencontros nas relações reais.

Indo mais além. Em breve estará disponível uma opção nas redes sociais onde a pessoa poderá delegar outra para administrar seu perfil online póstumo! Dá pra ter uma noção sobre isso?! Há poucos meses atrás, um amigo meu faleceu quando eu estava fora do país. Receber uma notícia dessas através da timeline dele foi uma das sensações mais tristes e estranhas que já senti na vida. Então fico me perguntando que diabos o ser humano está fazendo com seus sentimentos e relacionamentos apostados e postados no mundo virtual.

Não é contraditório? Criamos eventos virtuais para promover encontros reais, para que as pessoas possam ficar cara a cara uma com outra por alguns minutos. Um desafio para Confort Zoners de carteirinha e um novo respiro para quem tem a coragem de se colocar frente a frente e sentir na pele um olhar verdadeiro, um abraço. Como se refere o mesmo Zygmunt Bauman, a zona de conforto das relações pode ser criada online e não offline. Só precisamos de um device e um dedo para deslizar. Porém, ficamos sem poder nos deslizar pelos modos orgânicos da vida.

E quem disse que é fácil sair do modo ON para o modo OM??? Eu poderia estar escrevendo um novo livro, ou fazendo outra coisa, mas estou de frente ao notebook criando esse texto para falar sobre a desvirtualidade do virtual! Tenho ficado muito mais em casa e isolado do que fora e conectado. Razões são diversas e problemas também. É bom olhar com cuidado para não mergulharmos de vez no excesso de conforto do mundo virtual. Equilibrar as nossas relações exige um grande desafio: sair da confusão dos excessos do ambiente virtual. O tsunami de informações que chegam nas nossas telas pode inundar nossas mentes, levando junto nossas relações.

Te convido a fazer um exercício de conexão. Ao invés de curtir ou descurtir algo de alguém, mentalize esta pessoa e sinta a vibração real entre vocês. Faça isso sem filtros! Desabilite o filtro da religião, das crenças e dos valores. Desabilite os filtros da concorrência e dos ressentimentos. Desabilite o filtro do passado e do futuro. Desabilite o filtro principal: o filtro dos julgamentos. Pronto! Agora você fez uma conexão com o outro. Aconteceu um curtir vibracional. Sentiu alguma coisa? Mesmo antes da Internet os links entre nós sempre existiram. Links feitos e conexões estabelecidas, então vamos às sinapses!


terça-feira, 10 de novembro de 2015

Como uma viagem internacional muda nosso olhar sobre as pessoas


Quem já morou fora do Brasil vai concordar comigo ao dizer que as pessoas parecem bem mais receptivas quando a gente retorna ao nosso país de origem. Acredito que é unanimidade, não sei. Cada experiência é única. A certeza absoluta que tenho é que o nosso olhar muda. E muda bastante, pois expandimos nossa consciência. Nesta expansão temos a oportunidade de aprender sobre o amor incondicional, um vislumbre da igualdade do ser humano.

De fato, voltei da Nova Zelândia e apesar da suposta crise instalada no Brasil, qualquer um que eu tenha contato está sendo muito mais receptivo: nas conversas ocasionais, nos diálogos dentro do ônibus, com amigos, parentes, conhecidos ou não. E mesmo que eu vá numa loja onde o vendedor está com a cara feia ele me atende com empatia. Isso está acontecendo principalmente com desconhecidos. Estranho não? Talvez.

Percebi uma coisa. Existe uma grande diferença entre viver num país miscigenado e viver num país onde várias raças convivem. Na miscigenação parece existir uma necessidade de inclusão de origens a, b ou c. E se não há maturidade suficiente sobre nossa própria identidade, a tendência é o julgamento do que é aceitável; adequado ou não. Em um país onde há o encontro de várias raças, você aprende a aceitar todas elas de forma inquestionável, digamos assim. Está mais aberto a conhecer as diferenças entre os povos e ainda fica curioso em saber como cada um se comporta. Quando vê, percebe que não tem lá tanta diferença assim de uma raça para outra. O próprio termo raça nem deveria existir.

Claro que os costumes, cultura e hábitos têm sim grandes contrastes. Só que, no fundo somos todos seres humanos iguais. Conviva um tempo com um chinês, um indiano e um inglês, ou qualquer pessoa de outro país, todos ao mesmo tempo. Estude junto, trabalhe junto e você vai perceber que tem sempre aquele mais chato, o mais risonho, o namorador, a patricinha, a tímida, o zangado, o anfitrião. Todos tem seus sonhos e querem ser felizes.

Logo, existe uma grande troca que, sem querer, faz a gente ser empático com o outro e incluir suas diferenças ao invés de excluir divergências. Não há nada melhor que você presenciar a interação entre pessoas de raças diferentes tentando se comunicar, com aquele cuidado para entender o que o outro quer expressar. Vivi isso em sala de aula entre alunos, vendo mães de países diferentes interagindo no parque, enquanto seus filhos brincavam nos playgrounds; durante o expediente no trabalho ao lado dos funcionários de vários países. Além de várias outras ocasiões.

É uma ótima maneira se sentir um pouco do que possa ser o amor incondicional. As pessoas estão unidas por um motivo em comum e com isso tornam-se mais abertas a aceitar o outro como ele é. Morar fora é dar um aceite no contrato da fraternidade. Esta aceitação faz as pessoas se oferecerem para ajudar uns aos outros nas dificuldades que possam surgir, e uma vez que você recebe ajuda te dá uma vontade tremenda de ajudar também. Cria-se um ciclo do bem!

Nas dificuldades que passei por lá fui ajudado de forma inesperada e outras vezes fui inesperado em ajudar outras pessoas que precisavam. Tudo de forma espontânea. É muito impressionante a motivação que se cria em querer ajudar o outro. Talvez nem todos os países sejam assim. Acho que acontece mais em lugares onde muitas raças se encontram. Por essa razão aumentou muito dentro de mim o sentimento de amar o outro de forma incondicional. Isto me ajudou muito a reduzir meus julgamentos internos. E é aí que está a cambalhota do gato!


Depois de passar um tempo vivendo dessa forma, seu eu aprende a aceitar muito mais as pessoas, independente de qualquer coisa, e isto se reflete de alguma maneira em torno da sua pessoa. Se você vibrava em uma frequência de desconfiança, agora passa a vibrar na confiança, na receptividade, e assim todos passam a ser mais receptivos com você. Todos passarão a ter empatia porque o sentimento de aceitação é amor incondicional. E esse amor quebra qualquer badvibe!

E você? Conta aí nos comentários como foi sua experiência. Sentiu algo parecido? E se você ainda não viajou pra fora, considere a possibilidade de voar! :D

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Para os que agora possuem Fé em Eus


Te convido se destralhar da exclusividade da fé e a descobrir o divino que há em cada um de nós. As pessoas dizem crer em Deus, Jesus, Budas, Santos, Orixás e quaisquer outras Divindades. Devotam qualquer outra figura de autoridade espiritual, mas não conseguem ter fé nos Eus que o rodeiam. Como podemos acreditar e adorar espécies de deus-persona se não conseguimos enxergar o próximo como o Deus que ele é? O Deus ou a Deusa, ora, já parou pra pensar que a desigualdade começa aí? O machismo e o sexismo divino! Cada um de nós é parte da divindade que interage uma com a outra; que compõe a orquestra do Universo. Olha o tamanho da beleza da raça humana, sua capacidade de criar e amar! Quantas coisas divinas alguém já te proporcionou na vida? Aposto que muitas! Um orgasmo, não é divino? Seus pais que te deram a vida, não é divino? Aquele amigo que te ama incondicionalmente, não é divino? E aquela criança que sorriu pra você sem pedir nada em troca? Quem nunca provou uma comida feita por alguém e não falou: divino! A gente se nutre!

Somos nós mesmos que precisamos ser adorados e louvados! Somos nós mesmos que merecemos muito amor! Muitas provas de amor. Tá cheio de Deuses e Deusas por aí que precisam ser amados e louvados. Os Deuses estão a todo momento ao nosso lado. E não é lá em cima no cosmos ou em algum reino hipotético apoteótico. É do seu lado! Porque não amar o Deus que é você? Porque não amar a Deusa que é a sua amiga? Sua mãe, suas irmãs, seu filho? Para amar de verdade não é necessário nenhum líder. O amor nunca precisou de hierarquias. O amor não se ensina. Amar não se ensina. Amor não tem critério de louvor nem tem saldo devedor. Não se coloca o amor numa tabela. Amor não é débito nem crédito. Amor é desrespeitar a razão e priorizar o coração, porque o coração nunca erra.

Terceirizaram a fé em Deus como se não fosse permitido que pudéssemos colocar a fé em Eus, nas pessoas, no próximo e no anterior. Porque achamos nossos irmãos tão pequenos? Porque nos achamos tão impuros e indignos de amor? Se o Deus dentro de cada um de nós parece pequeno demais para ser amado e louvado é porque ainda não sabemos o real significado do amor. Amar um ser perfeito e que é dono de tudo é fácil demais. E os seres humanos tendem a querer tudo assim fácil demais. Qual ego não quer se beneficiar da perfeição, não é mesmo? O amor maior vem de Eus, dessa necessidade fundamental que temos um Eu de outro Eu. E de outro Eu e mais outro Eu. Porque meu Eu assim como seu Eu é um Deus, porque os Eus Delas são Deusas. E a única qualidade e não condição para que exista o amor é a de que ele seja incondicional.

domingo, 1 de novembro de 2015

5 coisas grátis incríveis que você pode fazer na Nova Zelândia



Quem sai de seu país de origem pra ir conhecer o mundo lá fora, volta outra pessoa. Você jamais volta com o mesmo olhar sobre as coisas, o ser humano, a vida e o mundo. Quem vai, especificamente, para a Nova Zelândia volta ainda mais diferente. Eles tem um jeito de viver bem particular. Existe um tipo de integração com o todo que não tem explicação, só vivendo. Não conheço ainda muitos países, ou melhor sobram dedos nas minhas mãos se eu contar, mas este país é indescritível! Lá você pode ter experiências incríveis e o mais legal quase sem custo. Olha algumas delas.

Alugar uma campervan por 1 dólar por dia



Muitas empresas de aluguel de carros disponibilizam seus veículos por apenas 1 dólar por dia! Você pode conhecer o país de cabo a rabo de forma extremamente barata. É só alugar uma campervan completamente equipada com cozinha, cama, um monte de coisas e aí pegar a estrada para ver as mais deslumbrantes paisagens, conhecer a cultura e tudo mais. E não é só isso! Às vezes tem até tanque cheio com direito a transporte de ferry de uma ilha para a outra. Parece brincadeira, mas não é. O motivo é simples. Muitas pessoas alugam os carros apenas para o trecho de ida da ilha norte para a ilha sul ou vice-versa, então, é necessário retornar estes veículos para as empresas. A demanda de locação nunca é suficiente para retornar todos os carros para suas origens aí é que entra esse sistema chamado Relocation. Demais! (Detalhe: às vezes este serviço é 100% free!)

Fazer curso de inglês por um mês gratuitamente



Algumas escolas de inglês oferecem um intensivo de 1 mês de aula totalmente gratuito, com certificado e tudo. Professores recém-formados juntamente com as escolas promovem o curso para que eles mesmos sejam avaliados para o mercado de trabalho. Nada mais nada menos que professores cheios de energia se revezando durante as aulas para passar pra você o melhor conteúdo possível em menos tempo. É incrível e custo zero!

Usar WiFi de graça no centro da cidade em qualquer lugar



Na capital Wellington, é possível usar wi-fi a qualquer momento, 24 horas por dia, no centro da cidade. As principais áreas centrais contam com o serviço que é mantido pelo governo em tempo integral. Já aconteceu de eu ir para uma praça da cidade às duas da manhã, sentar no banco, abrir o notebook e navegar na internet free para falar com o Brasil. Na feira de domingo ao ar livre, na beira da praia, no estacionamento do supermercado. Isso sem contar nas diversas outras redes free de lojas e estabelecimentos espalhados por toda a cidade. Você pode estar conectado sem gastar um centavo com operadora de celular.

Curtir 30 dias ininterruptos de shows musicais de graça



Todo mês de janeiro acontece na capital um festival de música com diversos artistas locais e internacionais no Jardim Botânico da cidade (um dos lugares mais bonitos de Wellington). Durante os trinta dias do mês a cidade para das 17h às 21h para curtir a vida com muita música e arte. A cada dia artistas e bandas se revezam para tocam para o público confortavelmente sentado na grama de frente ao palco ou de qualquer lugar do jardim, junto a natureza regado a ótima infraestrutura do local. Pessoas de todas as idades, classes, raças e credos se juntam para curtir. Levam suas almofadas, cadeiras, lençóis para sentar no chão, lanchinhos, vinhos e o resto é deleite. Realmente eu não queria sair mais de lá!

Se sentir conectado com a vida



Existem muitas outras coisas que se pode fazer por lá sem pensar em termos econômicos. Mas uma das coisas que não posso deixar de falar aqui, apesar de não ser palpável assim, é a oportunidade que o país proporciona de se sentir integrado a natureza. Existem lugares de fácil acesso na NZ que permanecem quase intocados pelo homem, e isso nos traz uma sensação muito gratificante, algo meio que inexplicável. É um sentimento de pertencimento ao todo. A Nova Zelândia faz a beleza de sua natureza refletir a beleza dentro da gente. É um lugar de fácil reconexão com a vida!