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segunda-feira, 13 de abril de 2015

Viajar sozinho é desbravar os próprios horizontes


Viajar sozinho é uma das melhores coisas a se fazer para destralhar. Você já começa se desgarrando de raízes geográficas para pisar em outros solos e respirar novos ares. Deixa para trás suas coisas, amigos e família. Independente do tempo que vai ficar fora, esquece um pouco das contas do mês e das preocupações sobre manutenção da sua casa, do seu carro ou qualquer outra coisa que você tenha muito apego. É uma retirada estratégica para fora do cotidiano e para dentro de si mesmo.

Temos medo do desconhecido e dentro de cada um de nós existe um grande território para ser descoberto. Dificilmente viajamos sozinhos. Mas acredite, fazer uma viagem só é a oportunidade para desbravar os nossos próprios horizontes. Como deixamos pra trás nossas coisas para rodar por aí afora, nos desapegamos do comum; mesmo que temporariamente. Isto abre espaço, areja nossa mente para reconhecer as coisas e pensar sob novos aspectos. Pensar fora da caixinha chamada rotina. Se o dia não está pré-programado, e você está em um lugar desconhecido, a sua criatividade vai ser estimulada e você será quase obrigado a agir de modo diferente do confortável e previsível. Eis aí o pulo do gato!

Ao viajar só, você fica mais na companhia de si mesmo. Querendo ou não, se conhece um pouco mais. Puro autoconhecimento! Esta experiência o coloca em cheque-mate sobre quanto você consegue ficar afastado das suas "coisas" e prestar mais atenção em si mesmo, saber mais quem você é. E se você conseguir direcionar sua viagem para refletir sobre a vida, pode descobrir novos valores, novas visões e encontrar um novo significado para quem você deseja ser.

Toda essa "renúncia" em nome de viajar sozinho pode ser o começo de uma grande jornada de desapego dos excessos. A maioria das pessoas vivem em função do que elas tem e não no que elas são. O senso comum da sociedade nos diz para sermos bem sucedidos e isso implica abrir mão da nossa prioridade genuína de ser criativo e adotar o "ter" como máxima. É o famoso "se dar bem na vida"... "quanto mais se tem, mais se é alguém".

Quase sem querer, saímos da nossa zona de conforto. Deixamos nosso endereço pra ficar em algum outro provisório, novo e muitas vezes desconhecido. Deixamos amigos e família para trás, e se for o caso até bicho de estimação. A diferença de não estar com alguém durante uma viagem é que exige de você uma atenção especial consigo. Exige se cuidar. Muitos dos melhores momentos da minha vida foram em viagens sozinho. Passei perrengues, me senti solitário e até já viajei para fugir. Às vezes é preciso. E se for por isso vá mesmo. Fuja. Viajar é um dos únicos momentos em que fugir é se encontrar.  De uma forma ou de outra isso vai te transformar.

domingo, 5 de abril de 2015

Toda a riqueza de um casamento em Miami


PELAS RUAS DE MIAMI... descobrimos algo SURREAL!!! Acho que pouquíssimos já ouviram falar de uma comunidade que vive no meio da cidade, numa espécie de "fazenda" do tamanho de um quarteirão. Essa comunidade é preocupada com sustentabilidade e busca uma maneira de viver mais alternativa. Criam animais, cuidam de hortas, pomares e constroem até mesmo casas em árvores!!! Pois é, o tipo de cenário que não se imagina encontrar bem no coração Miami...

E foi pelas ruas que a história começou… Estávamos perdidos procurando um endereço quando pedimos informação para um sujeito que estava passando. Ele estava indo para aquela direção e nos acompanhou. Papo vai, papo vem conhecemos Craig, um americano super simpático, ex-executivo do mercado financeiro de Nova York que depois do crash da bolsa em 2008, resolveu trocar a vida “adrenada" por uma vida mais saudável na Flórida. Na época um parceiro que trabalhava junto no Banco cometeu suicídio e foi aí que Craig decidiu rever a vida. Em Miami mudou de hábitos radicalmente. Emagreceu 50 dos 120 kg que tinha, inclusive, estava saindo de uma aula de ioga quando o conhecemos. A conversa foi ótima e nos despedimos sem imaginar que nos próximos dias, coincidentemente, o encontraríamos outras vezes pelas ruas da cidade. Assim começou uma bela amizade. Ele nos convidou para o Thanksgiven na casa de uma amiga e lá conhecemos Bill.

 

Pronto, viramos amigos do Bill, que acabou nos hospedando em sua casa por uma temporada. Um belo dia ele falou que iria em um casamento mas não queria ir sozinho. Lá fomos nós para uma interessante cerimônia judaica na tal comunidade alternativa em meio à “urbanicidade" de Miami.

Parecia que estávamos em um sonho. A comunidade era cheia de cores, gente interessante, uma deliciosa comida orgânica, casas na árvore super elaboradas… Nunca pensei encontrar um local assim bem em Miami. Aliás, falando nas casas na árvore, soubemos que é possível aluga-las para curtas temporadas! Tá aí uma opção inovadora e descontraída de hospedagem para quem está com viagem marcada.

 

E tudo começou pelas ruas! Isso acontece com todos nós, podemos conhecer alguém, que nos apresenta a outro e outro... e de repente, vamos parar nos lugares mais inusitados!! Essa viagem nos mostrou o que estar de peito aberto pode nos proporcionar!

Por Danilo España

Idealizadores do projeto Walk and Talk, a atriz e apresentadora Luah Galvão e fotógrafo Danilo España, viajaram por mais de 2 anos e visitaram 28 países nos 5 continentes – para entender o que move, motiva e inspira pessoas das mais variadas raças, credos, culturas e cores. Saiba mais sobre o novo projeto #PELASRUASDOMUNDO em www.walkandtalk.com.br