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terça-feira, 22 de dezembro de 2015

O maior presente de Natal que você pode dar é caríssimo, mas você tem


O maior presente de Natal que você pode dar é tão caro que não dá pra botar preço. O mais interessante é que você tem esse presente pra dar. E são vários tipos de presentes que você tem e talvez não saiba, que se você fosse comprar nem todo dinheiro do mundo pagaria. Não, não... não é aquela conversa daquele pessoal que se diz iluminado ou espiritualizado acima de qualquer suspeita. Falo de pessoas comuns. De nós mesmos, do pai, da mãe, do filho, do namorado, da esposa, do amigo e do conhecido. O presente caríssimo é você, é seu tempo, é seu raciocínio. É a sua vontade de se doar dando a quem você quer presentear uma Experiência e não uma Coisa Material.

Esta Experiência pode ser qualquer coisa que você e a outra pessoa façam juntos. Pode ser uma viagem, mas não o bilhete. A viagem é você e seu presenteado vivendo a emoção de ir na montanha russa de um parque pela primeira vez. Seu presente de Experiência pode ser ficar o dia todo com seu pai que você só vê uma vez por ano. Você pode até trazer um belo sapato, mas do que você acha que ele vai gostar mais? Um ingresso para o show de uma banda preferida, talvez. Não porque seja numa área VIP, mas porque você estará lá com a pessoa porque sabia que ela era fã do cantor e queria participar do momento com ela.

Uma festa surpresa, e nem precisa ser uma festa. Uma presença surpresa! Uma simples carta escrita a próprio punho dizendo o quanto a pessoa significa para você. Qualquer criança vai preferir uma história contada por você a uma boneca da moda, ou um brinquedo da propaganda. Nem é preciso ter filhos para saber disso. Você pode dar um produto de marca que aos poucos vai sendo esquecido, ou você pode ser a marca no coração de alguém. Aquela lembrança boa que ninguém tira, não envelhece e muito menos sai de moda. Cinco minutos de conversa inesperada pode ser uma Experiência de presente. Aquela lembrancinha que, de fato, vai servir para alguma coisa: ser lembrada sempre como um momento especial.

Experiências, definitivamente, são melhores que coisas. Você tem muito mais possibilidades de chorar de felicidade e não tem marca genérica, nem pirataria; são todas autênticas. Você pode comparar um iPhome com um Sanguesung, mas não dá pra comparar com um voucher de vocês dois fazendo algo legal juntos.  Como um picnic, por exemplo. Sim, hoje cada vez mais está se tornando difícil estar presente, estar na presença. E é isso que está fazendo a gente ficar cada vez mais sintético e digital. Produtos, tecnologia são coisas muito boas e nos ajudam muito, desde que a gente as use e não que deixe elas nos usarem.

Nem precisa ficar restrito a se doar dessas formas. A gente pode doar solidariedade. Vários projetos estão bombando no mundo para cuidar de causas onde o presente é fazer as pessoas felizes através da participação colaborativa e voluntariado. O PortalSuperação é um deles. O trabalho é fornecer apoio mútuo para as pessoas que lidam o câncer e outros temas delicados, quebrando paradigmas ao criar uma rede múltipla de colaboração que beneficia a todos os envolvidos. Você pode saber mais aqui: http://www.portalsuperacao.org.

Seu tempo, sua experiência, seu conhecimento e a sua presença. É muito mais simples doar-se do que se imagina. Dinheiro, coisas materiais também são importantes e contribuem, porém nada melhor do que agregar isso tudo com o propósito de uma Experiência. Porque isto envolve conhecer o outro e a troca com reciprocidade. Não só de coisas palpáveis; de coisas imateriais e bens memoráveis! E da gratidão sempre.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Porque fechar o ano com chave de ouro se você pode abrir os caminhos da sua vida com o coração


Nossa vida é repleta de ciclos. Quando chega o final do ano as pessoas fazem um balanço do que foi aquele período para elas. Geralmente, ficamos na ânsia de que acabe logo e comece o tal "Ano Novo". É como se a vida proporcionasse uma nova chance para ser feliz. Tem gente que gosta de passar a virada vendo os fogos de artifício tomando champagne como num ritual de descarrego. Outros preferem passar a virada dormindo, na ilusão de que quando acordar tudo de ruim tenha ficado para trás e esteja pronto para recomeçar. Assim, como num passe de mágica, tentamos de todas as formas fechar o ano com chave de ouro. Mas antes que você coloque aquela roupa branca para dar sorte, vou te dar uma dica, caso seu ano não esteja sendo fechado com alguma chave dourada.

A dica é: ao invés de fechar o ano, abra o coração! Uma vez um cara me disse: “Nunca se fecha uma porta”. Esqueça a ideia de fechar alguma coisa. Fechar o ano com chave de ouro, prata ou bronze. Quando paro pra pensar nos meus anos já fechei uns com chave de ouro e outros chave de metal barato. Não tem essa de abrir os trabalhos com chaves mágicas e depois fechar com ouro. Abre, fecha, abre, fecha e nada flui. Vamos fluir entre os anos sem segredos ou chaves enigmáticas! Tantas interrupções apenas cortam o fluxo das coisas. Permaneça aberto. O seu “ano passado” por mais down que possa ter sido, teve coisas up também. É só olhar com gratidão.

E o que é abrir o coração? Um processo simples e difícil. Mas a existência não te dá nada que você não possa resolverAbrir o coração é parar de aguentar pressões. É fazer o que você quer fazer e tem medo do que as pessoas vão achar. É ser você mesmo. É mudar sua profissão. É terminar um relacionamento esgotado. É declarar seus sentimentos para quem quer que seja sem esperar retorno certo. Abrir o coração é desobedecer a conveniência. Não adianta nada ter um casamento seguro se ambos não tem mais objetivos em comum. Não adianta nada trabalhar pela grana pra depois se aliviar através de hobbies. Não adianta passar no concurso primeiro e depois fazer a faculdade que gosta. Não adianta nem ficar na zona de conforto para viver sossegado, pois o confortável demais é a própria morte.

No filme, Sociedade dos Poetas Mortos, o jovem Neil Perry suicida ao não suportar a agonia de ter que ser quem ele não era. O pai o obrigava a ser médico e tudo que ele queria era ser ator. Nosso coração pode se tornar fechado de tanto ser contrariado na vida: sentimentos guardados, escolhas feitas por conveniência, o famoso aguentar as coisas calado. Sem perceber vamos fechando os anos com sucata e chaves de portas perdidas. Desse jeito, nem a chave mais reluzente conseguirá fechar um ciclo com sucesso. Pouco tempo atrás, num momento de sofrimento agudo me dei conta de tudo e comecei uma desconstrução, abrindo meu coração. Ainda estou no processo e faço questão de dizer que não é fácil; é árduo. Pode haver crenças profundas que nem sequer identificamos conscientemente. Você terá que substituí-las através de vários processos que virão, caso decida desamarrar seu coração.

Abrindo o coração você começa a entender a gratidão. Descobri que a vida tem um valor muito além do que podia imaginar. E não descobri apenas como se estivesse lendo uma notícia no jornal. Não tive nenhum momento de iluminação. Descobri vivendo, descobri em ação. Descobri criando consequências. Descobri colocando para fora emoções recônditas e recebendo retorno de outras pessoas sobre essas emoções. Foi pela interação direta entre as pessoas, através da empatia e da compaixão. Deixei as coisas acontecerem naturalmente sem querer estar no controle de tudo. Algo ruim acontece eu aceito como algo que vai me transmutar para uma pessoa melhor. Se algo te muda pra melhor, você só pode querer agradecer, não é?

Se a gente for parar o sofrimento para tentar combatê-lo ele vai empatar a fila da vida. Ou seja, vai atrasar os momentos de felicidade que estão por vir logo em seguida. Basta você observar a natureza, tudo é cíclico. Você já viu a primavera querer começar antes que acabe o inverno? Se acontecesse isso talvez o inverno durasse um pouco mais numa próxima estação... Há um profundo respeito aí, tudo é exato. Então, se você aceitar, os dias ruins vão passar, fazendo com que não se acumule tempos de sofrimento. Já reparou porque os momentos felizes passam tão rápido? É a mesma lógica. É que a felicidade aceitamos logo de cara, sem hesitar.

Consegui sentir gratidão pelas coisas ruins que aconteceram comigo este ano. Porque não aceitei só as coisas boas; aceitei a natureza, aceitei o todo. E por aceitar tudo que vem até mim como a possibilidade de evoluir, me faz querer aproveitar mais ainda este ciclo que está acabando daqui a poucos dias. O mais gratificante é que depois de pensar assim, olho pra trás e as coisas boas que aconteceram me parecem bem maiores do que foram. E na verdade, não são elas que aumentaram de tamanho, apenas as reconheci me aproximando e vendo tudo mais de perto. Enxergando a vida mais de perto! Porque os caminhos se abrem para os que seguem de coração aberto.

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Do modo ON para o modo OM


Que as redes sociais controlam o comportamento das pessoas nos tempos modernos todos nós já sabemos. O Sociólogo Zygmunt Bauman fala sobre seu conceito da era líquida e da curta duração dos relacionamentos. E nós fazemos aquele velho papel de telefonista das antigas: ligando e desligando cabos toda hora. Só que esses cabos não são mais assim. Nem a voz é mais o meio de comunicação mais eficiente entre dois pontos, entre duas pessoas, entre dois corações. Os motivos de “desligamento” agora são baseados no "curtir or not curtir".

Será mesmo que as pessoas estão deixando de se relacionar por causa dos cliques e postagens? Será que nós ficamos mesmo tão superficiais assim? Tem muita gente catalogando seus amigos para deixar sempre à mão caso precise de alguma coisa do universo alheio. Se a pessoa é importante ou tem certo interesse que poderá servir algum dia, fica com lugar garantido no perfil. Se não, pode até ser útil para não ficar por baixo da quantidade de seguidores ou para não perder o seu lugar no ranking  pop virtual.

Claro que as pessoas que a gente realmente convive estão em alta nas nossas interações virtuais se curtindo e se compartilhando a todo instante. Será? E será que quando, realmente, vivemos momentos reais nós temos tanta preocupação em registrá-los no meio virtual? Sabe aquela história de que “foi tão bom nosso momento juntos que até nos esquecemos de tirar fotos!”? Acho que ninguém nunca imaginou que o hábito banal de clicar em "Curtir" poderia influenciar tanto nas relações humanas. Há pouco tempo atrás as pessoas enviavam correntes por e-mail e mesmo assim não se distanciavam umas das outras. Hoje o próprio e-mail está ficando obsoleto.

Tenho pensado muito nessa questão enquanto faço meu processo de equilíbrio do virtual para o analógico. E isso não requer deletar ou adicionar pessoas on/offline. Tão pouco migrar para uma cabana no Himalaia. É um processo quase telepático! É um processo de identificação, de reciprocidade. Nos últimos anos aconteceram comigo alguns encontros que são a toda prova de qualquer curtida ou solicitação de amizade second edition. Tenho amigos que vejo a cada um ou dois anos e sempre quando os encontro é a mesma coisa, somos os mesmos de sempre. Talvez varie a cor do cabelo ou a quantidade de rugas, mas o sentimento é o mesmo. O ambiente virtual não afeta em nada esse tipo de relacionamento, mesmo se o tempo distante for ainda maior. E foi esse mesmo ambiente virtual que me proporcionou novos vínculos incríveis também.

Tem aqueles que só conseguimos manter se estivermos conectados virtualmente. E isso não quer dizer que a pessoa está distante de você por causa de distanciamento de curtidas ou compartilhamentos. Embora, algumas pessoas acreditem nesse tipo de seleção byte-natural, o que acontece é uma confusão, é o excesso de informação que deixa a gente maluco. O meio digital cria obrigações e deveres nas redes sociais para nos manter socializados, onde só é bem relacionado quem cumpre as regras do script. 

Usamos as redes como válvula de escape pra desabafar, para fazer propaganda, para pregar religião e ideologias, para ter liberdade de expressão. Vender coisas, fazer novos amigos, encontrar um amor. E quando tudo isso é genuíno, sim, as coisas acontecem muito bem! Existe uma vida virtual que fornece pedaços de nossa história que não são necessariamente verdades ou mentiras. Quem sabe um pouco dos dois em diversas proporções - dentro de algoritmos. Apesar do objetivo subentendido no nome “redes sociais” o foco parece não ser mais as relações. As redes estão se tornando um grande mercado de interesses. O velho ditado agora é “Mente vazia, vá postar alguma coisa para ver se ganha alguma coisa”. E assim consolidamos desencontros nas relações reais.

Indo mais além. Em breve estará disponível uma opção nas redes sociais onde a pessoa poderá delegar outra para administrar seu perfil online póstumo! Dá pra ter uma noção sobre isso?! Há poucos meses atrás, um amigo meu faleceu quando eu estava fora do país. Receber uma notícia dessas através da timeline dele foi uma das sensações mais tristes e estranhas que já senti na vida. Então fico me perguntando que diabos o ser humano está fazendo com seus sentimentos e relacionamentos apostados e postados no mundo virtual.

Não é contraditório? Criamos eventos virtuais para promover encontros reais, para que as pessoas possam ficar cara a cara uma com outra por alguns minutos. Um desafio para Confort Zoners de carteirinha e um novo respiro para quem tem a coragem de se colocar frente a frente e sentir na pele um olhar verdadeiro, um abraço. Como se refere o mesmo Zygmunt Bauman, a zona de conforto das relações pode ser criada online e não offline. Só precisamos de um device e um dedo para deslizar. Porém, ficamos sem poder nos deslizar pelos modos orgânicos da vida.

E quem disse que é fácil sair do modo ON para o modo OM??? Eu poderia estar escrevendo um novo livro, ou fazendo outra coisa, mas estou de frente ao notebook criando esse texto para falar sobre a desvirtualidade do virtual! Tenho ficado muito mais em casa e isolado do que fora e conectado. Razões são diversas e problemas também. É bom olhar com cuidado para não mergulharmos de vez no excesso de conforto do mundo virtual. Equilibrar as nossas relações exige um grande desafio: sair da confusão dos excessos do ambiente virtual. O tsunami de informações que chegam nas nossas telas pode inundar nossas mentes, levando junto nossas relações.

Te convido a fazer um exercício de conexão. Ao invés de curtir ou descurtir algo de alguém, mentalize esta pessoa e sinta a vibração real entre vocês. Faça isso sem filtros! Desabilite o filtro da religião, das crenças e dos valores. Desabilite os filtros da concorrência e dos ressentimentos. Desabilite o filtro do passado e do futuro. Desabilite o filtro principal: o filtro dos julgamentos. Pronto! Agora você fez uma conexão com o outro. Aconteceu um curtir vibracional. Sentiu alguma coisa? Mesmo antes da Internet os links entre nós sempre existiram. Links feitos e conexões estabelecidas, então vamos às sinapses!


terça-feira, 10 de novembro de 2015

Como uma viagem internacional muda nosso olhar sobre as pessoas


Quem já morou fora do Brasil vai concordar comigo ao dizer que as pessoas parecem bem mais receptivas quando a gente retorna ao nosso país de origem. Acredito que é unanimidade, não sei. Cada experiência é única. A certeza absoluta que tenho é que o nosso olhar muda. E muda bastante, pois expandimos nossa consciência. Nesta expansão temos a oportunidade de aprender sobre o amor incondicional, um vislumbre da igualdade do ser humano.

De fato, voltei da Nova Zelândia e apesar da suposta crise instalada no Brasil, qualquer um que eu tenha contato está sendo muito mais receptivo: nas conversas ocasionais, nos diálogos dentro do ônibus, com amigos, parentes, conhecidos ou não. E mesmo que eu vá numa loja onde o vendedor está com a cara feia ele me atende com empatia. Isso está acontecendo principalmente com desconhecidos. Estranho não? Talvez.

Percebi uma coisa. Existe uma grande diferença entre viver num país miscigenado e viver num país onde várias raças convivem. Na miscigenação parece existir uma necessidade de inclusão de origens a, b ou c. E se não há maturidade suficiente sobre nossa própria identidade, a tendência é o julgamento do que é aceitável; adequado ou não. Em um país onde há o encontro de várias raças, você aprende a aceitar todas elas de forma inquestionável, digamos assim. Está mais aberto a conhecer as diferenças entre os povos e ainda fica curioso em saber como cada um se comporta. Quando vê, percebe que não tem lá tanta diferença assim de uma raça para outra. O próprio termo raça nem deveria existir.

Claro que os costumes, cultura e hábitos têm sim grandes contrastes. Só que, no fundo somos todos seres humanos iguais. Conviva um tempo com um chinês, um indiano e um inglês, ou qualquer pessoa de outro país, todos ao mesmo tempo. Estude junto, trabalhe junto e você vai perceber que tem sempre aquele mais chato, o mais risonho, o namorador, a patricinha, a tímida, o zangado, o anfitrião. Todos tem seus sonhos e querem ser felizes.

Logo, existe uma grande troca que, sem querer, faz a gente ser empático com o outro e incluir suas diferenças ao invés de excluir divergências. Não há nada melhor que você presenciar a interação entre pessoas de raças diferentes tentando se comunicar, com aquele cuidado para entender o que o outro quer expressar. Vivi isso em sala de aula entre alunos, vendo mães de países diferentes interagindo no parque, enquanto seus filhos brincavam nos playgrounds; durante o expediente no trabalho ao lado dos funcionários de vários países. Além de várias outras ocasiões.

É uma ótima maneira se sentir um pouco do que possa ser o amor incondicional. As pessoas estão unidas por um motivo em comum e com isso tornam-se mais abertas a aceitar o outro como ele é. Morar fora é dar um aceite no contrato da fraternidade. Esta aceitação faz as pessoas se oferecerem para ajudar uns aos outros nas dificuldades que possam surgir, e uma vez que você recebe ajuda te dá uma vontade tremenda de ajudar também. Cria-se um ciclo do bem!

Nas dificuldades que passei por lá fui ajudado de forma inesperada e outras vezes fui inesperado em ajudar outras pessoas que precisavam. Tudo de forma espontânea. É muito impressionante a motivação que se cria em querer ajudar o outro. Talvez nem todos os países sejam assim. Acho que acontece mais em lugares onde muitas raças se encontram. Por essa razão aumentou muito dentro de mim o sentimento de amar o outro de forma incondicional. Isto me ajudou muito a reduzir meus julgamentos internos. E é aí que está a cambalhota do gato!


Depois de passar um tempo vivendo dessa forma, seu eu aprende a aceitar muito mais as pessoas, independente de qualquer coisa, e isto se reflete de alguma maneira em torno da sua pessoa. Se você vibrava em uma frequência de desconfiança, agora passa a vibrar na confiança, na receptividade, e assim todos passam a ser mais receptivos com você. Todos passarão a ter empatia porque o sentimento de aceitação é amor incondicional. E esse amor quebra qualquer badvibe!

E você? Conta aí nos comentários como foi sua experiência. Sentiu algo parecido? E se você ainda não viajou pra fora, considere a possibilidade de voar! :D

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Para os que agora possuem Fé em Eus


Te convido se destralhar da exclusividade da fé e a descobrir o divino que há em cada um de nós. As pessoas dizem crer em Deus, Jesus, Budas, Santos, Orixás e quaisquer outras Divindades. Devotam qualquer outra figura de autoridade espiritual, mas não conseguem ter fé nos Eus que o rodeiam. Como podemos acreditar e adorar espécies de deus-persona se não conseguimos enxergar o próximo como o Deus que ele é? O Deus ou a Deusa, ora, já parou pra pensar que a desigualdade começa aí? O machismo e o sexismo divino! Cada um de nós é parte da divindade que interage uma com a outra; que compõe a orquestra do Universo. Olha o tamanho da beleza da raça humana, sua capacidade de criar e amar! Quantas coisas divinas alguém já te proporcionou na vida? Aposto que muitas! Um orgasmo, não é divino? Seus pais que te deram a vida, não é divino? Aquele amigo que te ama incondicionalmente, não é divino? E aquela criança que sorriu pra você sem pedir nada em troca? Quem nunca provou uma comida feita por alguém e não falou: divino! A gente se nutre!

Somos nós mesmos que precisamos ser adorados e louvados! Somos nós mesmos que merecemos muito amor! Muitas provas de amor. Tá cheio de Deuses e Deusas por aí que precisam ser amados e louvados. Os Deuses estão a todo momento ao nosso lado. E não é lá em cima no cosmos ou em algum reino hipotético apoteótico. É do seu lado! Porque não amar o Deus que é você? Porque não amar a Deusa que é a sua amiga? Sua mãe, suas irmãs, seu filho? Para amar de verdade não é necessário nenhum líder. O amor nunca precisou de hierarquias. O amor não se ensina. Amar não se ensina. Amor não tem critério de louvor nem tem saldo devedor. Não se coloca o amor numa tabela. Amor não é débito nem crédito. Amor é desrespeitar a razão e priorizar o coração, porque o coração nunca erra.

Terceirizaram a fé em Deus como se não fosse permitido que pudéssemos colocar a fé em Eus, nas pessoas, no próximo e no anterior. Porque achamos nossos irmãos tão pequenos? Porque nos achamos tão impuros e indignos de amor? Se o Deus dentro de cada um de nós parece pequeno demais para ser amado e louvado é porque ainda não sabemos o real significado do amor. Amar um ser perfeito e que é dono de tudo é fácil demais. E os seres humanos tendem a querer tudo assim fácil demais. Qual ego não quer se beneficiar da perfeição, não é mesmo? O amor maior vem de Eus, dessa necessidade fundamental que temos um Eu de outro Eu. E de outro Eu e mais outro Eu. Porque meu Eu assim como seu Eu é um Deus, porque os Eus Delas são Deusas. E a única qualidade e não condição para que exista o amor é a de que ele seja incondicional.

domingo, 1 de novembro de 2015

5 coisas grátis incríveis que você pode fazer na Nova Zelândia



Quem sai de seu país de origem pra ir conhecer o mundo lá fora, volta outra pessoa. Você jamais volta com o mesmo olhar sobre as coisas, o ser humano, a vida e o mundo. Quem vai, especificamente, para a Nova Zelândia volta ainda mais diferente. Eles tem um jeito de viver bem particular. Existe um tipo de integração com o todo que não tem explicação, só vivendo. Não conheço ainda muitos países, ou melhor sobram dedos nas minhas mãos se eu contar, mas este país é indescritível! Lá você pode ter experiências incríveis e o mais legal quase sem custo. Olha algumas delas.

Alugar uma campervan por 1 dólar por dia



Muitas empresas de aluguel de carros disponibilizam seus veículos por apenas 1 dólar por dia! Você pode conhecer o país de cabo a rabo de forma extremamente barata. É só alugar uma campervan completamente equipada com cozinha, cama, um monte de coisas e aí pegar a estrada para ver as mais deslumbrantes paisagens, conhecer a cultura e tudo mais. E não é só isso! Às vezes tem até tanque cheio com direito a transporte de ferry de uma ilha para a outra. Parece brincadeira, mas não é. O motivo é simples. Muitas pessoas alugam os carros apenas para o trecho de ida da ilha norte para a ilha sul ou vice-versa, então, é necessário retornar estes veículos para as empresas. A demanda de locação nunca é suficiente para retornar todos os carros para suas origens aí é que entra esse sistema chamado Relocation. Demais! (Detalhe: às vezes este serviço é 100% free!)

Fazer curso de inglês por um mês gratuitamente



Algumas escolas de inglês oferecem um intensivo de 1 mês de aula totalmente gratuito, com certificado e tudo. Professores recém-formados juntamente com as escolas promovem o curso para que eles mesmos sejam avaliados para o mercado de trabalho. Nada mais nada menos que professores cheios de energia se revezando durante as aulas para passar pra você o melhor conteúdo possível em menos tempo. É incrível e custo zero!

Usar WiFi de graça no centro da cidade em qualquer lugar



Na capital Wellington, é possível usar wi-fi a qualquer momento, 24 horas por dia, no centro da cidade. As principais áreas centrais contam com o serviço que é mantido pelo governo em tempo integral. Já aconteceu de eu ir para uma praça da cidade às duas da manhã, sentar no banco, abrir o notebook e navegar na internet free para falar com o Brasil. Na feira de domingo ao ar livre, na beira da praia, no estacionamento do supermercado. Isso sem contar nas diversas outras redes free de lojas e estabelecimentos espalhados por toda a cidade. Você pode estar conectado sem gastar um centavo com operadora de celular.

Curtir 30 dias ininterruptos de shows musicais de graça



Todo mês de janeiro acontece na capital um festival de música com diversos artistas locais e internacionais no Jardim Botânico da cidade (um dos lugares mais bonitos de Wellington). Durante os trinta dias do mês a cidade para das 17h às 21h para curtir a vida com muita música e arte. A cada dia artistas e bandas se revezam para tocam para o público confortavelmente sentado na grama de frente ao palco ou de qualquer lugar do jardim, junto a natureza regado a ótima infraestrutura do local. Pessoas de todas as idades, classes, raças e credos se juntam para curtir. Levam suas almofadas, cadeiras, lençóis para sentar no chão, lanchinhos, vinhos e o resto é deleite. Realmente eu não queria sair mais de lá!

Se sentir conectado com a vida



Existem muitas outras coisas que se pode fazer por lá sem pensar em termos econômicos. Mas uma das coisas que não posso deixar de falar aqui, apesar de não ser palpável assim, é a oportunidade que o país proporciona de se sentir integrado a natureza. Existem lugares de fácil acesso na NZ que permanecem quase intocados pelo homem, e isso nos traz uma sensação muito gratificante, algo meio que inexplicável. É um sentimento de pertencimento ao todo. A Nova Zelândia faz a beleza de sua natureza refletir a beleza dentro da gente. É um lugar de fácil reconexão com a vida!

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Você acha que está sofrendo?


O ego é tão inteligente e manipulador que até para falar sobre sofrimento ele estabelece concorrência. Quando eu falo para as pessoas que tenho depressão, as reações são as mais variadas possíveis. A mais comum é o julgamento comparado, digamos assim. Todo mundo acha que já sofreu mais que o outro aí julga quem está deprimido, pois o transtorno não mostra feridas visíveis a olho nu. Você pode estar bem num dia, mal no outro e não vai aparecer no exame de sangue nem nas radiografias. Sendo assim, baseadas em suas histórias de sofrimento, as pessoas que nunca tiveram contato próximo com a depressão logo lançam a pergunta: “Você acha que está sofrendo?”

Ninguém nunca sabe o tamanho da dor do outro. Isto vale pra qualquer sofrimento, doença, transtorno, a dor que seja. Não existe medidor para aferir sofrimentos e compará-los. Mesmo se houver um diálogo bem explicadinho, a outra pessoa nunca irá entender se não tiver passado pela situação. Se tiver passado, ainda assim não saberá exatamente como a outra se sente ou o tamanho da sua dor. Porque as experiências de vida são únicas, o acúmulo de dores e contrariedades é único. Julgar o estado do outro tomando sua própria vida como referência é apenas imaturidade, falta de empatia e de compaixão. Fazemos isso quando o ego está no comando. Temos até boas intenções, afinal queremos que as coisas fiquem bem. É muito difícil não julgar porque estamos acostumados a entender que todos somos iguais. O que serve pra um tem que servir para outro. Então, o ego pensa que contar seu “sofrimento maior” para um deprimido vai fazer com que ele se sinta melhor, pois em sua teoria, o que ele sofreu na vida, é muito mais que uma depressão – tá de frescura.

É absurdo pensar que comparar sofrimentos traz alívio para quem sofre alguma coisa. Você está reclamando que terminou com o namorado, mas o namorado da fulana morreu num acidente terrível. Enquanto você está trancado no quarto com depressão, ciclano não pode andar para o resto da vida. Tem gente trabalhando com o pé machucado, com tendinite e você aí de atestado médico. Não faltam exemplos de julgamento comparado do sofrimento. Pensar em quem tem câncer terminal não me faz sentir melhor; me faz ter compaixão. Sei que cada um tem ou já teve um grande sofrimento e isso não me faz querer comparar, julgar e depois disso ficar bem. Porque cada ser humano tem sua própria história de vida e não existem parâmetros de medição. Quando temos um dilema em nossa vida ele é só nosso, não está num mercado para barganhas e negociações de valor. Ou do certo e do errado, do maior ou do menor. Não dá pra ficar medindo sofrimento em balança, se ele é embalado a vácuo ou a granel.

O que dá pra gente fazer é resgatar a empatia dentro da gente. Ao invés de explicar, tentar convencer, comparar e julgar; estar perto somente. As pesquisas dizem que mais de 90% da comunicação é não verbal. E se você estiver disposto a ajudar alguém que passa por algum sofrimento, nenhuma retórica é necessária. Apenas a empatia e a compaixão. Essas duas palavras parecem simples, já seus significados são até um pouco difíceis de explicar e acho que o motivo é que elas andam cada vez mais esquecidas na sociedade moderna. Empatia não é pegar para si o problema do outro. Compaixão não é sentimento de dó nem piedade.

Quando presenciar o sofrimento de alguém, ou mesmo o seu próprio, deixe o ego pra lá junto com seus julgamentos e segundas intenções. Quando somos empáticos com o sofrimento logo sabemos o que é compaixão. A partir daí podemos permitir não que o sofrimento pare, mas que ele passe.

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

O BRASILEIRO É FODA!


Estamos em crise, dizem os jornais. E aí pensamos no pior. Política, educação, governo, leis arbitrárias, violência, qual será a coisa pior que o Brasil tem? A questão é difícil de responder, não é mesmo? Talvez seja o governo, quem sabe o velho jeitinho brasileiro. Agora, buscando lá no fundo do coração a gente sabe a resposta. Ao contrário do que poderiam pensar os nacionalistas partidários revoltados e revolucionários de plantão, a resposta é: a baixa autoestima do brasileiro.

Depois de 10 meses fora, cheguei aqui e estou vendo nosso país com outros olhos. Sim, parece que muita coisa mudou para pior. E maior problema ainda não mudou: NÓS não mudamos. É duro reconhecer porque isso nos fere, nos expõe. O sentimento é de que estamos acima da testa de tanta falta de amor. Brasileiro gosta de carro, de futebol, de comprar em Miami, de churrasco no fim de semana, mas brasileiro parece não gostar de ser brasileiro. Ouvi muito entre a comunidade brasileira nesse período na Nova Zelândia a frase “BRASILEIRO É FODA”. E foda no sentido ruim. Digo isso com minha própria parcela de culpa. Também falei brasileiro é foda por lá. Que a hipocrisia deixe de reinar em nossos corações! O brasileiro é foda seja porque uns querem se dar bem em cima de você, ou querem se achar mais do que os outros na gringa, ou porque o carinha que roubou no mercado era brasileiro, ou então porque o deus dele era superior ao de qualquer um. Ou seja, pelos vários motivos de competição ou de ter a razão.

É quando a gente sai do país e volta é que conseguimos fazer reflexões que mostram um pouco da verdade de nós mesmos. Não é preciso dizer que isso não é com todo mundo e tal. Conheci brasileiros que me fizeram sentir orgulho verde e amarelo, orgulho de ser humano. Pessoas que vivem a honestidade, humildade, criatividade, inteligência e calor humano que só o Brasil tem. Infortunadamente, a maioria está cheia de complexos de inferioridade, de traumas, medos e revoltas dentro de si. Carência, pouca autoestima, falta de amor próprio e de amor apropriado. Nunca procuramos tanto sobre fórmulas da felicidade, remédios que curam e livros de autoajuda. É o mal do mundo? Sim. E a parte desse mal que cabe ao Brasil é nossa falta de cuidado. Cuidado com a gente mesmo, falta de reconhecimento, de gratidão. E antes de tornar este texto um Tratado da Vitimização, vamos aos fatos.

Falta de autoestima pode ser falta de união

Talvez para se proteger da nossa própria toxidade de emoções, muitos brasileiros se afastam de outros brasileiros porque alguns acabam trazendo problemas para os outros. São numerosos os que querem ser os mais descolados, os com mais tempo de casa, os com mais experiências de vida e blábláblá. Comparando nosso povo com o povo de fora, a maioria das pessoas de outras nacionalidades são extremamente unidas: Russos, Afegãos, Ingleses, Indianos, Europeus, Chineses e os vários países asiáticos. É incrível a relação de união que eles mantêm. A união dos brasileiros é muito baseada em religião e no achismo um do outro. Enquanto os gringos formam um time, os brasileiros competem entre si. Talvez agimos assim porque nunca tivemos motivos suficientes para uma união pós-guerra. E no cada um por si, o deus parece ser diferente com todos.

Religião, a forma destorcida de compartilhar o amor

Muitos brasileiros chegam na gringa querendo converter a todos, multiplicar igrejas. Parece acontecer muito, principalmente em países ateus como a Nova Zelândia. Tem sempre alguém com um discurso de salvação e entendido dos mistérios da vida, mas que não conseguem entender o porquê o país onde ele está é de primeiro mundo e o Brasil continua no terceiro. Porque não exercitar o amor de pessoa para pessoa, antes de perguntar qual religião ela é, ou falar o tipo de deus que ela precisa? Nenhum muçulmano veio me falar sobre a crença dele, ou algum budista, ou xintoísta. Nenhum gringo tentou me convencer sobre qualquer dogma, seita ou até mesmo filosofia de vida dele ou de seu país. Em contrapartida, brasileiros me abordavam com o tema religião. Não só abordavam outros brasileiros como também os estrangeiros. Os estrangeiros querem sempre saber sobre a cultura dos países, sobre a comida, compartilhar os bons hábitos; não sobre as crenças religiosas.

Crise, matar a Dilma e toda a bancada petista

Leiga e particularmente, não acredito em crise propriamente dita. Quem já não viu esse filme antes? A política e a economia podem estar sim em crise e tudo o mais. Mas matar a Dilma não vai resolver, prender o Lula tão pouco. Dilma é um ser humano, e todos aqueles políticos também. A questão é que tudo começa naquele jeitinho inocente de querer levar vantagem em tudo, que se introjeta no brasileiro desde a infância. Usar o jeitinho brasileiro tornou-se quase obrigatório como alternativa para ser menos prejudicado, uma espécie de compensação. O levar vantagem em tudo é só uma forma imatura de defesa contra o sofrimento. Jeitinho brasileiro é no fundo uma espécie de autoproteção baseada na falta de amor. Já está no DNA, e não apenas como metáfora. Nosso DNA guarda comportamentos que podem esclarecer qualquer aspecto social e econômico da nossa vida e da sociedade. Crenças errôneas através das gerações criaram o jeitinho brasileiro. E se você procurar sobre Epigenética vai saber que é possível sim alterarmos nosso DNA, eliminando determinadas crenças que nos impedem de evoluir.

Abandonar o barco

Quase fiquei de vez por lá. A liberdade e segurança que se tem na Terra do Senhor dos Anéis são impressionantes! A gente fica apaixonado por qualquer lugar onde o respeito é de praxe, onde se é sempre bem tratado e as coisas realmente funcionam. Não é à toa que existe uma grande diversidade de raças migrando para a Nova Zelândia. Tem gente que não troca a Aotearoa por nada. Amigos, família, praia, calor humano... nada mesmo. Outros abriram mão de todas as qualidades de um país desenvolvido para enfrentar os problemas do Brasil, com todo o seu ônus. A questão de “abandonar o barco” é muito particular de cada um. A Terra Média também tem coisa ruim que não se fala por aí. Todo lugar tem o ônus e o bônus. O Japão, outro exemplo de civilidade, é referência em educação, tecnologia e coisas mais. Mas de que adianta tanta disciplina e oportunidade se ele se tornou um dos países onde há mais suicídios no mundo? Será que as pessoas estão realmente vivendo bem? Para se ter ideia, os asilos de lá estão contratando os próprios internos para trabalharem porque não tem gente para ocupar os cargos. A taxa de natalidade é baixíssima.

Seja na Suécia, Dinamarca ou Noruega, eleitos os países top na balada global, todos tem seus podres e poderes. Talvez a sua missão seja no seu país, ou em outro que se identifique, se adapte melhor. O que fica bem claro nessa coisa toda é a falta de unidade entre brasileiros. Competição em detrimento da união. Daí a tamanha vontade de abandonar o barco. Quem vai querer ficar no seu país pra competir um com o outro ao invés de se tornar um grande time? E nessa onda, nos perdemos sem aproveitar o que nossa identidade tem de melhor. Tanto se fala em calor humano do brasileiro, e tanto nos queimamos uns aos outros.

O Brasileiro é realmente FODA, DUCARALEO, TUDODEBOM, quando se está bem resolvido consigo mesmo, quando o amor próprio exala do coração, quando cuida do próprio ego de forma saudável, sem competição. Quando ele está disposto a servir. A gente está se protegendo do quê? De amar, de ser amado, de compartilhar o que temos de melhor? Baixa autoestima é quando a gente não acredita em nós o suficiente para confiar em si mesmo e nos outros. Somos o povo mais caloroso do mundo porque o amor está fervendo dentro. Se todo brasileiro, ao invés do ego, colocasse todo amor que tem dentro de si pra fora, não haveria nenhuma crise. Pois a única crise que sempre existiu foi a crise do amor.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Como mudar radicalmente sua vida em 3 passos


Já está ficando pra lá de batida essa história de textos na internet com "10 passos pra isso", "5 passos pra aquilo...", "Como ser feliz em 314 passos e não perca o número 300 que é o fundamental" etc... E no final, o conteúdo não é nada mais que o que sempre foi falado a vida inteira, mas no formato marqueteiro da era digital. Por isso, listei 3 passos (de verdade) que vão mudar, realmente, sua vida. E claro, se você se permitir. Sem mais, olha aí:

1. Parar de acumular coisas
Ao invés de acumular coisas materiais utilize seus recursos para ter experiências, viver coisas memoráveis. O que é mais marcante pra você: ter uma casa grande para administrar, cuidar, fazer manutenção para o resto da vida, pagando altos impostos, ou usar parte da grana que você ia gastar com ela para fazer uma volta ao mundo e conhecer os quatro cantos do planeta? Prefere ter aquele carrão bonito para lavar e encerar todo fim de semana ou alugar um carro diferente a cada lugar novo que você conhecer? Pode até aprender a dirigir na mão contrária, como nos países ingleses!

2. Fazer uma viagem para fora do seu país

Definitivamente, viajar não é para poucos. É para todos. Saia um pouco do lugar onde você está para sentir e respirar outros ares. Isto vai levar você a situações tão diferentes que verá as anteriores com muito mais clareza. Além de dar uma lavada na sua alma. Quanto mais longe, maior a dimensão da nova visão que você terá da sua vida e da de todas as outras pessoas. O mundo nunca mais será o mesmo para você. Você não será mais o mesmo para o mundo. Ou melhor, o mundo será o mesmo globo que gira, como aquele que você via na infância em cima da mesa do professor. Porém , você o terá visitado ao vivo.

3. Aprenda um novo idioma

"Se eu nem sei minha língua direito, vou aprender outra pra quê?" Eu poderia listar diversos benefícios sobre aprender uma nova língua, mas prefiro destacar apenas um: conversar com pessoas do mundo todo, conhecer a realidade delas. E não se subestime! Especialmente nós que somos brasileiros: a língua portuguesa é uma das mais difíceis do mundo (todos os gringos falam isso). Acredite, não será tão difícil falar outro idioma.

Pronto! E aqui não prometemos nada, você é que vai se garantir. A certeza é de que esses passos mudarão sua vida radicalmente! Tire a prova. Acabei de ter uma experiência como esta e assim que estou mudando minha vida para melhor. Passos são iguais para todos, mas a pegada é exclusivamente sua!

Me conta na volta?

Abração e gratidão! Sempre!


terça-feira, 11 de agosto de 2015

A “desimportância” das redes sociais


Parece até que foi ontem que estávamos todos nós redescobrindo a interação dos relacionamentos na internet através do finado orkut. O que mudou até hoje com a multiplicação das redes sociais? Apesar de seu lado saudável, continuam roubando nosso tempo de forma bem sutil. Seja promovendo o consumismo ou até mesmo controlando o emocional da gente através da timeline, como constatado nas últimas pesquisas sobre comportamento humano nas redes. Mais malefícios que benefícios? Depende. As redes sociais estreitam” as relações nos dois sentidos. Podem unir e afastar. A questão é importância demasiada que damos a estas plataformas virtuais de comunicação. Te convido a dar um tempo na linha do tempo, pensar sobre a desimportância das redes sociais e até onde elas são fundamentais na sua vida.

Faz um pouco mais de dez dias que deixei cair meu smartphone no chão de modo que sua tela se estatelou e acabei ficando sem meu brinquedo para interagir nas redes sociais. Era um hábito acordar e dormir com uma toucheada básica no display para saber as novidades. Para não ficar sem contato, comprei um daqueles celulares baratos que só tem função de voz e SMS. Aqui na NZ não tem assistência da marca do meu aparelho e nem sei por quanto tempo mais ficarei sem o ditomal smartphone. Devo consertá-lo mais pra frente. O importante é que isso me fez refletir ao invés de querer ter um novo de última geração.

Como deixarei de ter sempre a mão as atualiazações do facebook? E se pintar uma ocasião legal pra fazer um selfie no instagram? E se eu precisar usar um daqueles apps mão na roda para fazer alguma coisa? Será que as pessoas vão pensar que estou as evitando porque deixei de responder o whatsapp na hora? Ou mesmo pensarão que algo aconteceu por diminuir a frequência de postagens na minha timeline? Quantas dúvidas! Pois é, isto mesmo, o que esta grande importância que atribuímos ao meio digital nos proporciona são dúvidas, muitas dúvidas. Nós nunca conseguiremos perceber as nuances reais dos relacionamentos na forma digital.

Em muitas noites que dormi em hostels aqui na Nova Zelândia, as pessoas sempre passavam mais de uma hora no celular deitadas na cama antes de dormir. Fuçando, postando e atrapalhando o sono de cada um com suas telinhas reluzentes na escuridão do quarto. Que urgência é esta de clicar a todo instante? Porque nossos momentos não podem ficar mais apenas em nossas memórias?

Já parou pra pensar nisso? Em quanto tempo você gasta com redes sociais, facebook, programinhas de bate-papo ao invés de simplesmente viver o momento sem foto, sem selfie, sem neuras de botãozinhos que pipocam na linha do tempo? Imagine quantos quilômetros você já rolou com o mouse na linha do tempo? E já pensou se essa quilometragem rodada fosse (de verdade) na estrada? Muita gente provavelmente já teria ido do Oiapoque ao Chuí. Ou pelo menos teria tempo e movimento suficientes para ir visitar um amigo em sua casa. Quem sabe até, parado pra bater um papo despretensioso com o vizinho ao invés de passar o tempo todo fazendo makeup de bits.

A enorme capacidade de enxergar dos nossos olhos, hoje focam muito mais tempo em uma telinha de pouco mais de 5 polegadas. Desse jeito que vai, damos uma importância tremenda a redes sociais, que se formam com menos consistência que uma teia de aranha, daquelas que se alimentam de moscas domésticas. Não seria bom estarmos mais na presença física, sentir mais os beijos, os cheiros, os abraços e apertos de mão? Vamos gastar mais saliva, mais sola de sapato e sentir o real e verdadeiro touch!


Rica Matsu
Escritor e agora tem um celular com MP3 que tem função de voz e até manda SMS


terça-feira, 4 de agosto de 2015

A simplicidade que faz valer a vida: de Córdoba para os Lençóis Maranhenses


Bom demais passar uns dias desconectados. Sem rede de celular, sem internet, sem água quente e sem luz algumas vezes, mas em troca, tivemos dias lindos de céu turquesa, noites estreladíssimas com uma lua-sorriso-de-gato, envoltos por rios de água doce e limpa, lagoas no meio de dunas, muito peixe fresco e plânctons no mar. São as compensações que só uma vida rústica pode nos presentear.

O descritivo sobre esse lugar pitoresco, não serve para despertar aquele sentimento de “Poxa, o que estou fazendo aqui que não estou lá...”, mas sim para entrar no espírito da nossa próxima história.

Federico, argentino de Córdoba, era um advogado de sucesso com uma vida estável e promissora. Sete anos atrás foi pra Atins de férias. Ao pisar lá descobriu o quanto era estressado, workaholic e estava deixando ser engolido pelo tempo. Ao conhecer aquele pequeno-paraíso-distante e desconectado do mundo, voltou a sentir algo que há muito não sentia: MARAVILHAMENTO. E foi esse sentimento simples mas absoluto, que o fez tomar a decisão de largar tudo no grande centro e mudar de peito aberto para o coração dos Lençois Maranhenses. Nos contou que nem lembrava há quanto tempo não sentia algo parecido, algo que em sua opinião, faz valer a vida.

Decisão tomada, demorou um ano para se organizar, encaminhar os processos e fazer sua mudança (um capítulo à parte pois móveis e objetos só chegam em Atins pelo Rio Preguiça ou pelas Dunas).


No início decidiu tirar um período sabático, apenas curtir as belezas e encantos do local. Mas logo a vontade de empreender apareceu. Convidou seus 4 melhores amigos para conhecerem seu novo pico e juntos decidiram investir em um terreno que possibilitasse a construção de algumas casas. Dito e feito, os 5 inseparáveis argentinos que como Federico diz são “Um punho” (pois os 5 dedos das mãos simbolizam cada um dos amigos juntos), compraram uma área batizada de Alto Atins que hoje conta com 3 casas. De 2 anos pra cá resolveram abrir os imóveis para hospedar turistas que visitam o local. Quem administra o espaço é Federico, o único que vive por lá. O usufruto do que o local rende fica sob sua administração é reinvestido todo o tempo em melhorias.

Mas Federico foi mais além e resolveu retribuir com a pequena aldeia de pescadores que escolheu como lar. Empreendeu mais um projeto, dessa vez social, chamado “Eco Atins – mantendo limpo nosso paraíso”, juntou esforços com outros empreendedores locais e criou a primeira coleta seletiva do Maranhão. Pois é, Atins, apesar de minúscula, é a única localidade em todo o estado a coletar o lixo de forma seletiva... e haja lixo!! Como todo o local pequeno e muito afastado, há uma grande dificuldade para efetuar a remoção dos dejetos. O Eco Atins transformou o vilarejo, atuando com pulso firme no dia-a-dia e também nas escolinhas da comunidade; educando as crianças para uma vida mais consciente. Não é à toa que percebemos o quanto Federico é querido por lá...


Dois anos e pouco atrás, visitando seus parentes em Córboba, conheceu Sara, uma equatoriana que estava estudando moda em uma Universidade da região. Se apaixonaram. Por sincronicidade do destino, ela, que já havia morado em muitos lugares, tinha como foco passar sua próxima temporada no Brasil. Coincidência perfeita para que Sara partisse de mala e cuia para Atins. Hoje adaptada como se aquela vila sempre tivesse sido parte dela, recebe os clientes do Alto Atins e prepara jantares coletivos maravilhosos, servidos à luz de vela.

Os dois são felizes, mesmo distantes de sua cultura, família e amigos. Acreditam que a distância não separa os sentimentos e amor verdadeiros. Quanto ao futuro não sabem. E como Federico afirma “Faz 7 anos que me sinto maravilhado todos os dias, seja pela natureza ao meu redor, pela simplicidade das pessoas, pela vida que levo. O dia que perder isso saberei que é hora de partir.” Quando isso vai acontecer?! Talvez nunca. E que seja eterno enquanto dure.

Não importa se nos grandes centros ou numa vila de pescador, em Singapura ou no Jalapão, cada vez temos mais certeza de que cada um tem o seu lugar no mundo. Um lugar onde a alma pulsa, se maravilha e quer estar. Temos que confessar que nossas almas também pulsaram por lá... deu aquela vontadinha de ficar.

Por Luah Galvão
Fotos: Danilo Epaña


Idealizadores do projeto Walk and Talk, a atriz e apresentadora Luah Galvão e fotógrafo Danilo España, viajaram por mais de 2 anos e visitaram 28 países nos 5 continentes – para entender o que move, motiva e inspira pessoas das mais variadas raças, credos, culturas e cores. Saiba mais sobre o novo projeto #PELASRUAS

domingo, 5 de julho de 2015

A diferença de salários na Nova Zelândia


Quando decidi vir para a Nova Zelândia tinha uma ideia sobre o minimalismo que o país pratica. Hoje, daqui, vejo - na real - o quando o país é desapegado de muitas coisas. E um dos fatos que mais me surpreenderam foi a diferença entre os salários dos cargos mais baixos e dos mais altos. Feliz e simplesmente, a diferença é mínima.

Atualmente, trabalho em um emprego bem básico, formal, braçal em uma empresa aqui da Nova Zelândia. Esse é um jeito muito eficiente de se aprender uma nova língua, ter ótimas experiências e conhecer o povo de um país; entre muitas outras coisas importantes para quem quer viajar pelo mundo. Na prática, meu salário é pago de acordo com a quantidade de horas trabalhadas na semana, ou seja, ao contrário do nosso Brasilzão, onde se recebe por mês, na NZ é por semana. Então vamos lá.

O que ganho é em torno de 15.50 dólares por hora de trabalho. Isto é apenas um pouco a mais que o salário mínimo daqui que é 14.75. Vamos arredondar para 15 para simplificar. Basicamente, o cargo acima do meu, no organograma da empresa, ganha apenas uns dólares a mais por hora. E isso vale para qualquer outro cargo dentro da estrutura das empresas neozelandesas. Por exemplo, do mais baixo cargo até o mais alto (mesmo em uma grande empresa) a diferença entre os salários gira em torno de no máximo 10 doláres em média. Ainda assim, apenas em situações bem específicas.

Até onde eu pude constatar aqui, não existe empresa na Nova Zelândia onde o "chefe" ganha o dobro ou mais do que o funcionário do cargo mais básico. Simples assim. E se você contar as responsabilidades das atribuições de cargos mais altos, vai chegar a conclusão que se você está num cargo de chefia, acaba ganhando menos que o salário mais baixo da empresa. É impressionante, não?

Tudo isso faz daqui um dos países com maior igualdade social em todos os sentidos. O dono da empresa consome os mesmos produtos que o funcionário da limpeza. O gerente frequenta a mesma padaria que o dono, que por sua vez, pode ter o mesmo carro que o carinha que é ajudante de cozinha. E não para por aí. Se por um acaso, faltar algum funcionário da empresa não houver ninguém para cobrí-lo, o próprio gerente vai lá e faz a função dele... o gerente, o líder acima do gerente e, inclusive, os próprios donos!


Acima de qualquer coisa, minimalismo no trabalho é um jeito inteligente de se administrar sem a vaidade de cargos e discrepância de salários. O resultado disso são pessoas mais felizes e empresas mais consistentes. É o resultado da administração e da remuneração conduzidas de forma igualitária.


terça-feira, 12 de maio de 2015

3 passos para relembrar a gratidão interior


Se você começar a agradecer ao invés de reclamar verá uma mudança acontecer na sua vida. Quando a gente reclama de alguma coisa ficamos concentrados intimamente com as energias negativas da escassez, da pobreza de espírito, da falta. É o tal do mi mi mi. E para não ficar no blá blá blá vou descrever aqui em 3 passos o que faço a respeito disso, baseado no que tenho experimentado sobre o sentimento de gratidão. Destralha toda sua reclamação. Isso vai mudar sua realidade para melhor. É simples.

01. Se observe

Perceba o momento em que você vai reclamar de alguma coisa e antes de botar toda a sua vitimização para trabalhar, toda a sua mimimização, pense em alguma coisa que você sempre foi grato. Seu pai ou a sua mãe, alguma conquista que você teve, até um simples sorriso, por exemplo. Vale tudo.

02. Reviva a memória da sua gratidão

Com o tempo o sentimento de gratidão fica esquecido dentro de nós por causa da cultura do pessimismo, de que existe uma grande busca da felicidade, da concorrência pessoal, da busca pelo sucesso, por um ideal etc. Acredite, apenas um motivo de ser grato pode ser suficiente para que volte a sua atenção para todas as coisas boas que a vida te oferece.

03. Coloque os pensamentos gratos na sua Área de Trabalho Interna

Uma vez que você recuperou seu senso de gratidão, coloque estes pensamentos e emoções em evidência, como se fossem ícones na área de trabalho do seu computador. Seja pensando, escrevendo, postando coisas na Internet, o que seja. Acesse-os sempre!

Costumo escrever sobre o que aconteceu que posso ser grato dia após dia. E isso se tornou um hábito, ou seja, na minha mente as vibes positivas ficam sempre em maior porcentagem! Elas são as maiores acionistas da empresa chamada Eu Mesmo. Elas que comandam! Se meu sentimento de felicidade é frequentemente mais intensificado, mais ele cresce, mais energia boa atrai.

Fica minha pergunta no ar: sobre o que você se sente grato agora, neste momento?

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Destralha sua caixinha de remédios


Tempos atrás, a farmácia era apenas um local onde você poderia encontrar remédios para aliviar a sua dor, recomendados pelo médico da família. Receitava-se um xarope pra tosse, uma aspirina para resfriado, ou aquela injeção que todo mundo temia. Hoje as coisas são bem diferentes. No lugar do xarope (que a gente fazia careta depois da colherada :P), vários kits vitamínicos de caixas coloridas. Aspirinas evoluíram para toda a sorte de comprimidos: efervescentes, de mascar, colocar embaixo da língua etc. E amparados pelos não-mais-médicos-da-família, estão os diversos vendedores de laboratório espalhados pelos ambientes hospitalares como promotores de venda das pílulas mágicas da cura, do emagrecimento e da felicidade. Remédio virou bem de consumo diário. Infortunadamente, uma triste realidade.

Sem rodeios. A indústria de medicamentos virou um livre comércio de promessas e retroalimentação de doenças. Já vi em anúncios publicitários em portas de farmácias assim: "Tudo o que você precisa para o dia-a-dia!", e então uma pequena lista com analgésico e antitérmico, antialérgico, complexo vitamínico e algum outro que não me recordo agora. Só faltou no pacote algum estimulante sexual. Claro que necessitamos de algum medicamento, mas em casos pontuais. Remédio não é nutrição! E o que a indústria tem estimulado nos últimos anos nos fez criar maus hábitos.

A "caixinha de remédios" se transformou em uma espécie de item de nutrição. Os hipocondríacos ficaram felizes pois ganharam mais adeptos. Estão menos sozinhos e a mania de remédio começou a se transformar em hábito comum. Coisa normal para quem cuida da sua saúde... Há remédios da moda, edições melhoradas, novas fórmulas e embalagens chamativas. Houve até uma medida do governo para que as farmácias parassem de expor medicamentos em displays, como em banca de feira. Lamentável a criação desse comércio indiscriminado. A boa notícia é que podemos nos reeducar destralhando nossa caixinha de remédios, com a consciência de que podemos utilizar alternativas mais naturais e menos agressivas. Além de procurar nossas curas através da origem dos nossos problemas. Levando ao pé da letra o antigo ditado que diz que é melhor prevenir do que remediar.

O que fazer então? Ir atrás da fonte dos nossos problemas. Muitos estudos científicos, holísticos e até espirituais nos dizem que um problema físico só acontece depois de ter acontecido em um plano emocional, astral, o que seja. O que importa é ter consciência de que nossas atitudes e comportamentos em relação a nós mesmos "startam" dores e doenças físicas. Como a falta de cuidados com nossas emoções, a falta de respeito das nossas vontades, as repressões emocionais que nos causamos por intermédio de valores ou crenças, traumas não curados ou incompreendidos, enfim.

O emocional e psicológico é o foco para a gente cuidar bem e evitar todo o azar de dores crônicas, maus súbitos e doenças diversas. Tive depressão que me causou dores físicas também. E conheço outras pessoas que estiveram em situações semelhantes e acabaram nos hospitais com diagnósticos de vários tipos de enfermidades, dores e sintomas físicos. Você também deve conhecer alguém que reclama de dores ou que passam mal em determinadas situações; que tomam remédios controlados para ansiedade, insônia e outros distúrbios. E o que dizer sobre aquelas dores que são frequentes e nunca aparecem nos exames? Isso não acontece por acaso. Aliás, nada acontece por acaso, nós sabemos. É um processo. E o exagero de remédios e medicamentos na tentativa de sanar os problemas em seus efeitos, só contribui para a perpetuação desses males.

O caso dos ansiolíticos e antidepressivos é o maior dos exemplos. Alguns profissionais, praticamente, são publicitários que vendem a pílula da felicidade. Descontos em laboratórios e milagres em forma comprimidos são oferecidos como grandes vantagens. Medicamentos para transtornos psicológicos estão no TOP 5 das vendas. E como ainda existe preconceito sobre esse tipo mal, muitas pessoas mantêm em segredo o consumo desses remédios para não ser considerados "loucos" diante dos outros. Já que quem toma "remédio para cabeça" pode ser considerado "anormal".

Utilizar com consciência qualquer medicamento é a chave para nunca mais precisar deles. E o que é essa consciência? É a noção de que um remédio serve apenas de apoio temporário para que você tenha forças e sabedoria para encontrar a verdadeira causa do que provoca suas dores, sejam elas quaisquer forem. Ter consciência disso é expor os seus males, se observar bastante, procurar se conhecer para se curar com sua própria energia de vida. Quem já não ouviu falar também, de alguém que melhorou de uma dor de um dia para o outro, depois que começou um relacionamento saudável, por exemplo?

Entre outras coisas, pode ser uma relação mal resolvida com alguém, com a família, um perdão, um perdoar. Muitas coisas que agora confundem nossa mente pode estar provocando ou estão a ponto de provocar alguma dor física. E ao invés disso, ao invés de procurar alívio na caixinha de remédios, tente encontrar o verdadeiro motivo da dor. Quando prestei mais atenção em mim mesmo, percebi que muitas vezes o uso de remédios e medicamentos sintéticos era um tipo de fuga momentânea da realidade e da real causa da dor, que muitas vezes eu mesmo desconhecia. Então que tal destralhar a caixinha do remédio, a caixinha da dor? Existem várias caixinhas dentro da gente, de poderes tão incríveis que talvez nunca tenhamos aberto!