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domingo, 12 de outubro de 2014

Sujeira nas eleições


Trabalhei bastante tempo como designer gráfico. E uma das principais atividades na profissão era a criação de arte gráfica para trabalhos em mídia impressa. Cartazes, banners, convites, panfletos, cartões, impressos em geral. Tudo que você imaginar de publicidade em impressão física. Na semana da eleição, quando vi nas ruas a quantidade descomunal de santinhos, impressos e adesivos de políticos jogados no chão, tomei uma decisão. Vou reduzir qualquer tipo de impressão ao máximo, beirando ao extremo.

Qual a real necessidade de produzir material impresso, na era digital? Você vai num evento e recebe aquele monte de panfletinhos, cartilhas e coisas impressas pra depois jogar tudo no lixo. Ou você guarda tudo? Acho difícil. Aqueles inúmeros cartões de visita derramando da gaveta, certificados para provar que fez tal curso, faturas, boletos, bilhetes de passagens aéreas, nossas caixas de correio abarrotadas de políticos photoshopados e campanhas eleitoreiras.

Papelada pra comprovar assinaturas, trocentas mil vias de cada uma delas. Enquanto isso no Japão a rubrica é simplesmente um carimbo com o sobrenome da pessoa. Assinatura de jornal impresso só para pedir pro seu cão ir buscar no início da manhã. Aqueles livretos de programação de eventos que você pega e nunca lê. Flyers com cheiro insuportável que te entregam no farol. Quanto desperdício! Usar papel reciclado ajuda, mas não faz tanta diferença. São bem mais caros que o convencional e passíveis ao descarte do mesmo jeito.

Comprovantes de residência, xerox de qualquer coisa, ímãs de geladeira com o telefone do gás, bilhetinhos de igrejas com a palavra de deus, jornaizinhos da comunidade que perambulam pelo ar, entopem bueiros e mofam na portaria do seu prédio. Canhotos, tickets, vouchers, bulas de remédio. "Quer a segunda via, senhor?" Você compra produtos pela internet e ainda vem a nota fiscal impressa. Calendários de bolso, folhinhas do ano que ganhamos da padaria (ainda existem), e tem gente que acredita que está ajudando alguém dando emprego de panfleteiro nas calçadas.

A burocracia das repartições públicas e o modo de se fazer campanhas políticas ofende nossa bela, rica e necessária natureza. Eles mantêm o atraso da evolução da comunicação através dos diversos contratos com gráficas, manutenção de recursos de impressão e fornecimento de papel. É um grande contrassenso! A sustentabilidade não é mais modinha. É necessidade fundamental, consciência ambiental. É o voto para deixar nossa casa limpa. A casa a qual chamamos de Planeta Terra.

O destralha te convida a ser mais digital, desta forma completamente saudável. Vale apena? Deixa nos comentários aqui sua opinião.

2 comentários:

  1. Já aboli a segunda via do pagamento com cartão, mesmo porque o celular apita na hora dizendo que meu saldo foi mais uma vez reduzido :/ Também não pego panfletos nos sinais de trânsito e nem o folheto do sindicato a que sou associada. Tem tudo na internet! Mas é impressionante como as pessoas ainda acham que a coisa só é real se puder ser fisicamente manipulada. Aqui no trabalho é assim também. O cliente chega e diz quero divulgar um novo serviço de pesquisa na intranet, por exemplo. A gente oferece um e-mail marketing, que vai chegar na caixa de correio de todos os servidores e colaboradores, mas o cliente não acha suficiente. "Ninguém lê e-mail", diz ele. E aí vem a enxurrada de pedidos: cartaz, banner, folder. E no final das contas vai tudo pro lixo... Consciência ecológica é o que falta ainda para a maioria de nós.

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    1. Fico pensando, será que isso é um complexo de reconhecimento do trabalho? Porque as pessoas "tem que" ver o que está sendo produzido..."tem que" mostrar a produção. O papel já é uma inconsequência, imagina aliado as tintas de impressão que é quase tudo derivado do petróleo! Mas ainda bem que tem uma galera que se preocupa assim também! Poucos mas nós chegaremos lá tenho fé, Valéria! :)

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