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quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Já desrotulou alguém hoje?


Quando criança eu costumava arrancar todos os rótulos dos vidros de Toddy, sim, eram vidros! Qualquer garrafa, lata ou vidrinho. Lá estava eu arrancando todos os papéis para o destemperamento da minha mãe. Crianças são todas assim, não gostam de rótulos. Então crescemos e aprendemos a rotular tudo. Fulano é chato, ciclano é assim ou assado. É frequente darmos um rótulo para alguém que nem sequer conhecemos, pelo simples fato de um amigo apresentar este rótulo para nós. Pode até ser o jeito de tentar identificar as pessoas, mas está mais próximo de uma maneira de as julgarmos. E acabamos por não conhecê-las de verdade ou cria-se apenas aquela relação superficial, onde os rótulos parecem evitar um atentado ao pudor, pois pode não ser muito cômodo ver as pessoas nuas na nossa frente.

Quase sempre o que vem na embalagem não condiz com a realidade do produto. Assim como a gente também. Em geral, começamos a julgar a partir do primeiro contato. É o impacto da comunicação visual. As aparências, nosso cartão de visitas. Se gostamos ou não, isso define se vamos estabelecer uma conexão mais profunda com  a pessoa, com o que ela é de verdade; ou optar pelo contato superficial, o que mais acontece hoje. Concorrência, posição de defensiva, medo, subestimação. Isso tudo incentiva a nossa impressorazinha de rótulos interna.

Enquanto os rótulos vão sendo impressos a todo momento, os relacionamentos se mantêm ali na margem, na superfície. Preocupados com a embalagem, o conteúdo fica em segundo plano. Onde fica a profundidade? Está cada vez mais difícil de chegar lá. Não é confortável. É preciso mais tempo, e uma vez entrando em águas profundas é mais difícil de sair. Exige mais habilidades. A conexão mais profunda nos mostra várias belezas internas. Podemos viver momentos de verdadeiro significado com nossos conhecidos, parentes e amigos. Até mesmo com a família - principalmente. Uma relação em um primeiro contato sem julgamentos, rótulos ou preconceitos pode nos fornecer uma relação espontânea e duradoura. Válida e verdadeira.

Há alguns anos conheci uma garota através de um grupo de amigos. Não conversávamos direito. Todas as vezes que nos encontrávamos ela sempre me olhava com cara fechada, cara de não suporto esse garoto. Talvez minha aparência de vocalista de banda tenha passado a impressão de arrogante ou de metido a besta. Isso acontece muito com tímidos também. Elis Regina antes de conhecer Milton Nascimento o achava um idiota. Ele sempre passava por ela evitando olhar na cara; era apenas timidez. São sempre eles: o preconceito, a julgamento, o estereótipo. Depois de um certo tempo de convivência a garota acabou me conhecendo "depois da margem" e então saímos para um belo dia de sol a conversar e nos tornamos amigos. Ela me disse assim: Eu tinha nojo da sua cara, mas depois que te conheci melhor apaguei toda essa imagem

Tenho a "impressão" que a publicidade contribui ainda mais para essa história de rótulos. Deve ser o mal da geração AXE - A primeira impressão é a que fica! Isso tornou-se uma regra inventada por nós adultos. Agora repare nas crianças. Elas não tem isso. A regra é conviver, confiar e se relacionar de forma espontânea. Todo mundo sempre diz que gostaria de voltar a ser criança. Já que não podemos voltar, quem sabe brincar mais com ela dentro de nós mesmos. Ela está lá. Mais madura, porém com o mesmo jeito leve de ser, com as mesmas brincadeiras. Inclusive a de arrancar os rótulos.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Estou velho demais pra isso!


Destralha o pensamento da velhice! Quem nunca ouviu seu amigo ou amiga falar que está velho demais pra isso ou aquilo? O que é exercer o bendito verbo "estouvelhodemaispraisso"? Parece que o desânimo chega cada vez mais cedo nas pessoas. Novas gerações, milkgeneration, já estão se sentindo cansadas, morgadas e velhas. Ninguém fica velho demais para viver.

Uma vez fui ao psicólogo e ele me disse que eu estava com cabeça de 50 anos. Em plenos 30! Até eu mesmo acreditava nisso. Meu corpo estava saudável mesmo após a mudança de metabolismo. Tenho uma saúde bem resistente e faço atividades físicas com frequência. Então porque será que ele me disse eu já estava a caminho da cadeira de balanço? A mente e nada mais. Manter velhos pensamentos, preservar sempre os mesmos hábitos é como consumir produtos vencidos. Se nunca passou mal, pode vir a passar.

Quando somos crianças, como nossos olhos são brilhantes! E a medida que acumulamos conhecimento, esse brilho vai sendo ofuscado. Vai caindo a porcentagem até a beira da escala de cinza. Mas ter muito conhecimento não é bom? Depende. Existe uma busca exacerbada de saberes no mundo moderno que é estimulada pela concorrência. E não é apenas conhecimento intelectual. Alguém que vive consumindo coisas desnecessárias está instruindo seu ego para se sair bem na prova dos quem tem mais e melhor.

A tal da Zona de Conforto é a melhor amiga desses candidatos a um lugar no podium do Mausoléu. Dizem que é sempre tarde para aprender uma coisa nova, que as viagens cansam só de pensar no trajeto. Ônibus enjoa, as pernas cansam de andar; até pequenos trechos. Se você vê televisão, me desculpe, é "coisa de velho". Não pelo aparelho em si, mas pelo conteúdo indiscriminado que empurram goela abaixo. Já viu alguma criança cheia de energia ficar parada na frente da televisão discutindo sobre o debate presidencial?

Eles estão lá fora brincando, correndo, caindo e se levantando. Cortando os pés na grama, fazendo um curativo meia-boca, e voltando a brincar de pega-pega. Estão jogando, brigando e depois de cinco minutos fazendo as pazes. Daqui a pouco eles crescem, tornam-se adolescentes e vão amar sem limites, com intensidade. Sim, eles pensam que são os donos do mundo. E quem sabe não são? Descobrem o sexo. Como ninguém, eles sentem a energia de como é fazer algo pela primeira vez. É uma mistura êxtase e inocência. E isso não tem nada a ver com amadurecimento. Ser maduro demais talvez seja muito chato. Maduro demais fica mais perto do podre que, depois de cair não consegue mais levantar. A terra come.

Pergunte-se de novo: Você está velho demais pra isso? Para fazer viagens e cruzar fronteiras, para aprender a nadar, a andar de bike. Para aprender um novo idioma. Para simplesmente caminhar! Para levantar da mesa e se arriscar a levar um fora. Para ir a um show sem ser na área VIP. Pra pular na pipoca. Velho demais para estar no meio de uma multidão. Para gritar, para correr. Velho demais para cometer gafes, pagar micos, aprender a ser tecnológico. "Ah, isso não é do meu tempo."

Se o seu tempo ficou pra trás e este não é o seu tempo, caia. Você está morto.

domingo, 19 de outubro de 2014

Estudos comprovam que heroína faz bem à saúde


Há pouco mais de um ano, procurava feito doido respostas para minhas dúvidas da vida. Sobre o porque de estar conformado com uma vida medíocre, onde temos que aceitar tudo e a todos sem colocar a nós mesmos como prioridade. Conformar com submissão ao sistema que nos coloca como simples produtos com prazo de validade. Estava frustrado comigo mesmo sobre minhas questões existenciais. Projetos de vida que planejei e que não deram certo. Expectativas também frustradas.

Nada funcionava, justamente, porque eu sabia que meu caminho não era aquele e que estava ocupando o meu tempo de vida com todos os condicionamentos impostos por nossa sociedade fraca de opinião; conduzida pelo "mariavaicomasoutrasismo". Eu sabia. No fundo eu sabia que se permanecesse conformado com essa vida mediana da qual a grande maioria compactua, iria dar merda. E deu! Foi aí que encontrei a heroína...

Sim. Na verdade encontrei várias, mas a primeira, e é dela que vou falar aqui, encontrei dentro de um livro. O engraçado é que eu tinha comprado para dar de presente e acabei viciando no conteúdo que havia ali dentro. Era muita viagem. Muitas, mas muitas viagens mesmo! Se cada viagem contasse um cep diferente, teria morado em mais de trinta lugares nesse período. E logo que terminou a última viagem do livro, percebi que estava numa vida medíocre mesmo.

Sorte a minha ter encontrado o livro desta pessoa que considero uma grande heroína: Alana Trauczynski, autora do Recalculando a Rota! Lembro que escrevi logo no começo do meu blog Fenixidade, um artigo chamado "Heroínas da vida real". Nele eu citava, sobre como as mulheres estão anos luz à frente dos homens. Parece que nós paramos no tempo, e elas não só prosseguiram como se reinventaram. E mais ainda, continuam a ajudar as pessoas a se reinventarem também. E esta reinvenção não é nada mais que um retorno às nossas próprias origens.

E nesse pouco mais de um ano, fui investigar o que essas heroínas estavam fazendo que me chamavam tanto a atenção. Elas estavam em busca de propósito. Já me encontrava nessa busca, porém sem saber claramente que era este sentido que eu queria lá no meu interior e que estava sendo sufocado por todas as convenções da sociedade. O livro da Alana foi, na prática, uma nova rota que se apresentou. Através dele conheci outros livros e pessoas que pavimentam minha estrada até hoje.

O melhor é que tudo isso foi tecendo uma rede de significado, propósito e experiências reais, das quais não consigo parar de agradecer cada momento que tenho vivido após ter enxergado uma nova visão de vida. Ou quem sabe, isso não teria apenas dissolvido as cataratas negras que se formam em nossas retinas? Comecei a entrar em contato com várias pessoas de mesmo propósito e, inclusive, a conhecê-las pessoalmente. A Alana é uma delas.

Não satisfeito com o livro fui fazer o workshop "A história que você precisa contar", facilitado pela própria Alana e a Adriana Calabró (Sinceramente, estamos vivendo o x-man de heroínas da vida real, como elas são sensacionais!). A mesma atmosfera de propósito desse "livro GPS" permeou durante todos os dias de curso. Quantas pessoas conectadas! E que conexões foram aquelas!? Quase ficção, se não fosse verdade. Eis um filme que, na real, fez jus ao conteúdo de um livro!

Essa "historinha" toda bem que poderia ser uma grande propaganda do livro Recalculando a Rota ou um merchandising do workshop dessas heroínas. Eu era um publicitário que se desencantou com a publicidade e propaganda. Que viu aos poucos aquele sonho criativo das grandes campanhas se perder no meio do capitalismo do ego. Assistiu e viveu o lado apático da comunicação social do funcionalismo público.

Hoje sou um minimalista desapegado das coisas materiais e do glamour da ostentação do comércio. E apesar disso tudo, ainda faço propaganda. Só que... para produtos que realmente acredito que vão evoluir o ser humano. Promovo pessoas sim, que fazem da nossa vida mais interessante e vívida. Porque eu descubro a cada dia as minas de ouro que estão dentro das pessoas. Às vezes material bruto, às vezes beneficiado por qualidades tão genuínas como a verdade, a honestidade, o cuidado e a generosidade que existe de forma tão natural dentro de nós seres humanos.

Considere sim, esse meu texto uma propaganda explícita e gratuita do Recalculando a Rota. Logo abaixo seguem aqueles links marqueteiros que a gente anda recebendo nos emails. Porém, com uma diferença: o conteúdo me fez melhor, e está me ajudando a seguir meu propósito de vida. Assinei a newsletter e sempre há textos que mexem com a gente. Em uma delas veio um chamado para um workshop; fui lá e fiz. Ele me deixou rico, mudou meu olhar sobre a vida.

Falo com essa propriedade toda porque hoje conheço não só uma ou duas pessoas que mudaram suas vidas por conta do trabalho da Alana. Conheço, pessoalmente, mais de uma dúzia que como eu está com um novo sopro de vida! E a ideia inicial que você teve ao ler o título desse texto é real e sem aquela conotação negativa. Existem sim, heróis e heroínas. Eles podem estar ao seu lado, nos livros, em vídeos, na internet e até dentro de si mesmo. Se a sua vida de alguma forma corre perigo, porque não chamar a Liga da Justiça?

Para ler aquele texto das heroínas que falei clica aqui. Livro, site e newsletter Recalculando a Rota de Alana Trauczynski acesse: www.recalculandoarota.com.br. Quem assina a newsletter ainda recebe o e-book "VIVER DE PROPÓSITO".

domingo, 12 de outubro de 2014

Sujeira nas eleições


Trabalhei bastante tempo como designer gráfico. E uma das principais atividades na profissão era a criação de arte gráfica para trabalhos em mídia impressa. Cartazes, banners, convites, panfletos, cartões, impressos em geral. Tudo que você imaginar de publicidade em impressão física. Na semana da eleição, quando vi nas ruas a quantidade descomunal de santinhos, impressos e adesivos de políticos jogados no chão, tomei uma decisão. Vou reduzir qualquer tipo de impressão ao máximo, beirando ao extremo.

Qual a real necessidade de produzir material impresso, na era digital? Você vai num evento e recebe aquele monte de panfletinhos, cartilhas e coisas impressas pra depois jogar tudo no lixo. Ou você guarda tudo? Acho difícil. Aqueles inúmeros cartões de visita derramando da gaveta, certificados para provar que fez tal curso, faturas, boletos, bilhetes de passagens aéreas, nossas caixas de correio abarrotadas de políticos photoshopados e campanhas eleitoreiras.

Papelada pra comprovar assinaturas, trocentas mil vias de cada uma delas. Enquanto isso no Japão a rubrica é simplesmente um carimbo com o sobrenome da pessoa. Assinatura de jornal impresso só para pedir pro seu cão ir buscar no início da manhã. Aqueles livretos de programação de eventos que você pega e nunca lê. Flyers com cheiro insuportável que te entregam no farol. Quanto desperdício! Usar papel reciclado ajuda, mas não faz tanta diferença. São bem mais caros que o convencional e passíveis ao descarte do mesmo jeito.

Comprovantes de residência, xerox de qualquer coisa, ímãs de geladeira com o telefone do gás, bilhetinhos de igrejas com a palavra de deus, jornaizinhos da comunidade que perambulam pelo ar, entopem bueiros e mofam na portaria do seu prédio. Canhotos, tickets, vouchers, bulas de remédio. "Quer a segunda via, senhor?" Você compra produtos pela internet e ainda vem a nota fiscal impressa. Calendários de bolso, folhinhas do ano que ganhamos da padaria (ainda existem), e tem gente que acredita que está ajudando alguém dando emprego de panfleteiro nas calçadas.

A burocracia das repartições públicas e o modo de se fazer campanhas políticas ofende nossa bela, rica e necessária natureza. Eles mantêm o atraso da evolução da comunicação através dos diversos contratos com gráficas, manutenção de recursos de impressão e fornecimento de papel. É um grande contrassenso! A sustentabilidade não é mais modinha. É necessidade fundamental, consciência ambiental. É o voto para deixar nossa casa limpa. A casa a qual chamamos de Planeta Terra.

O destralha te convida a ser mais digital, desta forma completamente saudável. Vale apena? Deixa nos comentários aqui sua opinião.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Bonsai ou Sequóia?


Pinçamento de brotos, poda, e aramação de galhos, são técnicas usadas para limitar o crescimento saudável. O Bonsai é isso: plantas que são cultivadas num recipiente para restringir as suas raízes. Em outras palavras, é um processo de impedimento do crescimento de uma árvore. Achava muito interessante essa arte, mas depois de entender como funciona foi uma decepção.

Originada na China antiga, a arte do Bonsai foi difundida muito mais pelos japoneses do que os próprios chineses. Na minha cabeça era uma espécie de árvore miniatura cultivada para permanecer bela ao longo dos anos. Errado! O Bonsai é feito a partir de qualquer planta utilizando dessas técnicas para que ela permaneça pequena, limitada e encruada. Tudo isso garante que ela nunca se desenvolva. Muito triste, não? Podar todas as suas energias vitais para transformá-la em bibelô de decoração.

A capa do livro destralha, que escrevo agora, já estava definida com a imagem de um Bonsai. Acreditava que o minimalismo tinha tudo a ver com isso. Então fui procurar a essência dessa arte e levei um susto quando descobri. Ainda mais para mim, descendente de japoneses e admirador da "arte" milenar.

Imagine só. Nós quando crianças sendo podados o tempo inteiro. Um não aqui, uma super proteção ali. Todos aqueles condicionamentos que nos impuseram e que nos impediram de crescer de forma natural. A restrição de nossos impulsos, a classificação dos nossos frutos e até mesmo a repressão deles. Mas quem nasceu para ser Sequóia não deve ser Bonsailizado! As Sequóias são as árvores mais altas do planeta Terra. Podem atingir cerca de 120 metros de altura e seu tronco 17 metros de diâmetro! 

Depois disso fiz uma reflexão sobre como podemos estar cultivando um Bonsai dentro de nós mesmos. E há muito tempo! Ou ainda, permitindo que sejamos cultivados para serem apenas bibelôs no paisagismo da vida. Que a gente permita o crescimento dos nossos brotos e também a criação de capas mais criativas para os livros de nossas histórias. Não sendo Bonsais, e sim Sequóias.


quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Somos todos perfeitos


Ar condicionado ligado, sala toda decorada e a primeira pergunta: Aceita uma água, um café? Aí então, chega o avaliador com expressão altiva, senta-se na cadeira de rodinhas cromadas e encosto até a altura da cabeça. Ele sabatina qual o seu maior defeito e você diz que é ser perfeccionista. O ambiente proporciona conforto, mas não pra dizer que seu maior defeito é chegar atrasado, fazer fofoca, que odeia hierarquias ou mesmo que adora comer enquanto trabalha. Seu defeito é não ter defeitos! O defeito é ser perfeito.

Já dizia o velho deitado que filho feio não tem pai. Porque é tão difícil assumir nossos erros? Reconhecer nossos defeitos parece martírio. Ficamos ali negando, escondendo e apontando os dos outros. Encobrimos as rebarbas de nossa personalidade na ilusão de que somos ilusionistas a fazer desaparecer nossas imperfeições.

Já fui daqueles perfeccionistas que não conseguem terminar um texto porque achava que ainda estava ruim. Talvez seja por isso que boa parte do tempo, antes de lançar o livro, meus poemas ficaram tímidos dentro da gaveta na espera da fada da perfeição. Aquele cara que não conseguia ver um post-it grudado na tela do computador, ou que alinhava o mouse pad junto ao teclado para não ficar torto! E a pior característica que alguém pode ter: ficar na inércia esperando o momento perfeito.

Uma pessoa dessas precisava ou não fazer um d e s t r a l h a?

Hoje gosto muito de dizer e acredito, que a imperfeição faz parte da perfeição. O perfeito é uma unidade com uma coisa imperfeita dentro. São as montanhas do Rio de Janeiro com as favelas encrustadas nas rochas. A namorada que te irrita. É a mãe que te enche o saco quando pede pra levar o casaco. Perfeito é aquele amigo que falou, na lata, que te achava insuportável antes de te conhecer melhor. Consertar o erro é perfeito. Assumir nossos erros é a perfeição. O erro não faz parte; ele é parte. Parte da nossa perfeição.

Parece muito estranho dizer isso, que é preciso destralhar a perfeição. Lao Tsé dizia que "O homem correto age por uma lei interna, e não por mandamentos externos". Lembra do símbolo yin yang? Não tem como ser perfeito se não houver um pouco do oposto. Hoje, não só assumo como gosto do aprendizado dos meus erros. Isso me evolui muito mais e vivo a vida mais livre.