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terça-feira, 30 de setembro de 2014

Minimalistas em ação - Camilo Bracarense


"Possuir menos coisas deixou nosso espírito
mais leve, nossa mente mais serena. "





Camilo Bracarense é Designer, Desenvolvedor Front-End, blogueiro, empreendedor digital e aspirante a escritor. Imperfeito, inadequado e sonhador. Ainda tem esperança de aprender a surfar. Acorda cedo e cuida diariamente de uma horta orgânica, enquanto pensa em como dominar o mundo (seu próprio mundo). E ainda volta pra casa com a mistura, cantando pa pa pa pará, pa pa pa pará.


O QUE O MINIMALISMO TE TROUXE DE BOM?

Através do minimalismo, eu tomei consciência do sentimento que hoje rege minha vida: o desapego

Comecei a praticar o minimalismo num momento de transição em minha vida. Eu estava prestes a pedir demissão. Estava me sentindo pesado por ter que possuir um monte de coisas que, de certa forma, não me pertenciam mais. Meu espírito estava cansado. Ainda preso ao que a vida em sociedade nos impõe como essencial, eu questionava cada vez mais o verdadeiro propósito de se esforçar tanto pra chegar a algo próximo do que as pessoas chamam de sucesso: um emprego melhor, um carro melhor, uma casa maior, status. 

Foi em meio a tanto questionamento que decidi realmente pedir demissão. Eu e Rúbia (minha esposa) fizemos um planejamento que abrangia tanto questões financeiras como mudanças de estilo de vida. Era o começo da nossa guinada rumo a uma vida com mais propósito. Em busca de autoconhecimento, comecei a me aprofundar no tema minimalismo. Notei que havia muito mais pessoas do que eu imaginava, vivendo bem com pouco e despendendo esforços em questões que realmente valiam a pena. 

Ao mesmo tempo em que minhas ideias clareavam, eu sentia uma vontade enorme de fazer o bem. Todas as pessoas que, de alguma forma, faziam parte da minha vida, começaram a despertar em mim, sentimentos mais puros. Passei a buscar motivos nas atitudes dessas pessoas. E esse sentimento fazia com que eu me desapegasse de atitudes e pensasse mais em histórias de vida. E quando sua visão se amplia dessa forma, a caridade ganha outro significado. Você passa a aceitar melhor o doar e o receber. O merecimento deixa de ser assunto da sua alçada. Ah, como é libertador deixar de julgar as pessoas!

Possuir objetos obsoletos passou a me causar um incômodo enorme. Na verdade, aquilo sempre me incomodou e, sinceramente, acho que incomoda qualquer um, por mais que as pessoas se neguem a enxergar essa realidade. Assim decidi fazer meu primeiro destralha radical. Em uma tarde, juntei mais da metade dos utensílios que tínhamos em nossa cozinha e várias outras bugigangas que estavam paradas na área de serviço e doei a pessoas que precisavam daquelas coisas que, em minha vida, só faziam peso. E não pense que simplesmente me livrei de velharias. No meio daquilo que pra mim era tralha, havia objetos que simplesmente nunca usamos, pelo fato de sermos apenas 3: eu, Rúbia e nossa filha Manu. Agora eu te pergunto: por que em uma casa habitada por 3 pessoas, deveria haver dezenas de pratos, talheres e copos? Naquela tarde, vi que as coisas estavam realmente mudando, quando Rúbia chegou do trabalho, notou que a casa estava mais vazia e curtiu a sensação. Possuir menos coisas deixou nosso espírito mais leve, nossa mente mais serena.

Com o desapego material, o desapego emocional começou a dar sinal de vida. Passei a entender melhor os motivos de cada um e meus próprios motivos. Aprendi que 100 por cento dos meus aborrecimentos nada mais eram que meu ego me usando, tentando me convencer de que eu precisava manifestar minha raiva, meu ciúme, minhas discordâncias. Enxergar tudo isso acalmou meu coração de uma forma que eu nunca havia experimentado antes. E se algum dia, caro leitor, eu te der um abraço, saiba que mesmo calado, estarei desejando a você o melhor que há nessa vida: desapego.

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