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terça-feira, 30 de setembro de 2014

Minimalistas em ação - Camilo Bracarense


"Possuir menos coisas deixou nosso espírito
mais leve, nossa mente mais serena. "





Camilo Bracarense é Designer, Desenvolvedor Front-End, blogueiro, empreendedor digital e aspirante a escritor. Imperfeito, inadequado e sonhador. Ainda tem esperança de aprender a surfar. Acorda cedo e cuida diariamente de uma horta orgânica, enquanto pensa em como dominar o mundo (seu próprio mundo). E ainda volta pra casa com a mistura, cantando pa pa pa pará, pa pa pa pará.


O QUE O MINIMALISMO TE TROUXE DE BOM?

Através do minimalismo, eu tomei consciência do sentimento que hoje rege minha vida: o desapego

Comecei a praticar o minimalismo num momento de transição em minha vida. Eu estava prestes a pedir demissão. Estava me sentindo pesado por ter que possuir um monte de coisas que, de certa forma, não me pertenciam mais. Meu espírito estava cansado. Ainda preso ao que a vida em sociedade nos impõe como essencial, eu questionava cada vez mais o verdadeiro propósito de se esforçar tanto pra chegar a algo próximo do que as pessoas chamam de sucesso: um emprego melhor, um carro melhor, uma casa maior, status. 

Foi em meio a tanto questionamento que decidi realmente pedir demissão. Eu e Rúbia (minha esposa) fizemos um planejamento que abrangia tanto questões financeiras como mudanças de estilo de vida. Era o começo da nossa guinada rumo a uma vida com mais propósito. Em busca de autoconhecimento, comecei a me aprofundar no tema minimalismo. Notei que havia muito mais pessoas do que eu imaginava, vivendo bem com pouco e despendendo esforços em questões que realmente valiam a pena. 

Ao mesmo tempo em que minhas ideias clareavam, eu sentia uma vontade enorme de fazer o bem. Todas as pessoas que, de alguma forma, faziam parte da minha vida, começaram a despertar em mim, sentimentos mais puros. Passei a buscar motivos nas atitudes dessas pessoas. E esse sentimento fazia com que eu me desapegasse de atitudes e pensasse mais em histórias de vida. E quando sua visão se amplia dessa forma, a caridade ganha outro significado. Você passa a aceitar melhor o doar e o receber. O merecimento deixa de ser assunto da sua alçada. Ah, como é libertador deixar de julgar as pessoas!

Possuir objetos obsoletos passou a me causar um incômodo enorme. Na verdade, aquilo sempre me incomodou e, sinceramente, acho que incomoda qualquer um, por mais que as pessoas se neguem a enxergar essa realidade. Assim decidi fazer meu primeiro destralha radical. Em uma tarde, juntei mais da metade dos utensílios que tínhamos em nossa cozinha e várias outras bugigangas que estavam paradas na área de serviço e doei a pessoas que precisavam daquelas coisas que, em minha vida, só faziam peso. E não pense que simplesmente me livrei de velharias. No meio daquilo que pra mim era tralha, havia objetos que simplesmente nunca usamos, pelo fato de sermos apenas 3: eu, Rúbia e nossa filha Manu. Agora eu te pergunto: por que em uma casa habitada por 3 pessoas, deveria haver dezenas de pratos, talheres e copos? Naquela tarde, vi que as coisas estavam realmente mudando, quando Rúbia chegou do trabalho, notou que a casa estava mais vazia e curtiu a sensação. Possuir menos coisas deixou nosso espírito mais leve, nossa mente mais serena.

Com o desapego material, o desapego emocional começou a dar sinal de vida. Passei a entender melhor os motivos de cada um e meus próprios motivos. Aprendi que 100 por cento dos meus aborrecimentos nada mais eram que meu ego me usando, tentando me convencer de que eu precisava manifestar minha raiva, meu ciúme, minhas discordâncias. Enxergar tudo isso acalmou meu coração de uma forma que eu nunca havia experimentado antes. E se algum dia, caro leitor, eu te der um abraço, saiba que mesmo calado, estarei desejando a você o melhor que há nessa vida: desapego.

Desculpa, mas eu tenho razão


Desde criança somos incentivados a moldar o nosso ego para que ele torne-se uma arma e um escudo ao mesmo tempo. Começa um processo de blindagem para que não sejamos ofendidos nem tachados como inferiores. E com o passar dos anos já estamos experts em defender com unhas e dentes a nossa lustrada razão. Mesmo que isso nos cause prejuízos.

Diz aí, quantas pessoas você conhece que nunca dão o braço a torcer? Que falam muito sobre Jesus e nunca deram a outra face para bater? Ou vivem uma falsa verdade, mantêm a fachada da família feliz para permanecer na falsa superioridade da razão.

Aquelas pessoas que querem ter sempre a última palavra na discussão. Aqueles que ficam segurando a porta do elevador até a última pessoa sair. Não por educação, mas por alguma espécie de saciamento do ego. Ou os que juram que o seu trajeto é sempre o melhor. Os que dizem sempre "vai por mim". Os que ligam para o CVV e acabam se matando.

Se a nossa grama não é mais verde, ela é de uma raça importada. "Meu carro é um popular, mas é mais econômico que o seu". Não se pode ficar por baixo. Há de se procurar uma razão para justificar a posição de segunda voz na dupla sertaneja. Nunca é a sua vez de ceder. É o machismo e o feminismo exacerbado, é a sensação de ser sempre a resposta, nunca a pergunta.

Considero uma das melhores frases do mundo aquela criada por Ferreira Gullar: "Não quero ter razão, eu quero é ser feliz!" O poeta teve esse insight quando estava em casa sozinho depois de uma briga com sua mulher. Ele ficou na fossa e acabou ligando pra ela dizendo essa frase. Tudo ficou em paz. O mais incrível é que tempos depois, após publicado em seus versos, um leitor o encontrou e disse que aquela frase também o teria feito reatar com sua namorada. 

Quantas e quantas vezes nos já deixamos passar coisas, momentos e oportunidades apenas por querer ter a razão. Talvez nem por nossa própria culpa, mas pelo condicionamento que cultivamos no curso da vida. Precisamos manter o ego intacto, ou seguir apenas o intelecto, o lado esquerdo do cérebro. Ego, orgulho, razão, eles estão ali juntinhos, bem perto um do outro; como uma barreira de jogadores a impedir o gol.

Você pode ter perdido uma amizade apenas por não querer ligar primeiro. Ter se envolvido em um acidente por escolher a estrada mais difícil só para ter razão. Se perder em algum lugar desconhecido por dizer sempre "eu sei o que estou fazendo". Vão haver momentos em que não saberemos mesmo, o que estamos fazendo. E isso é completamente natural. Não é ser ofendido, tão pouco inferior. Não ter a razão de vez em quando é premissa fundamental para ser feliz. É ou não é? Desculpa, mas é que eu tenho razão.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Como NÃO passar em concurso público


Que me perdoem os concurseiros de plantão, mas aonde vamos chegar com tanto funcionário público nas repartições públicas? Editais para a "vaga dos sonhos" publicados a todo momento dos mais variados órgãos, agências e entidades governamentais possíveis. É tanta gente querendo ter estabilidade, segurança e privilégios, que a vida parece ser uma eterna dança das cadeiras, onde quem não sentar logo, dança! Difícil essa vida de candidato. A concorrência é grande e o jeito é partir para outras profissões. Então, resolvi fazer este artigo para quem escolhe caminhos mais fáceis na vida, como escolher aquela profissão que talvez não tenha estabilidade, nem garantias, mas faz a gente mais satisfeito no fim do dia. Você vai aprender agora Como NÃO passar em concurso público!

Primeiro, escute a voz do seu coração. O que ela diz sobre o que você gosta de fazer? Quando criança, o que fazia seus olhos brilharem? O Maurício de Souza, queria desenhar desde pequeno e continua desenhando a Mônica até hoje. Sabe aquele momento que você fica pensando sozinho em alguma coisa boa, e sem perceber dá um sorriso de canto de boca? Isso pode ser o que você gostaria de fazer com prazer. Escute essa voz do coração. Ele nunca erra.

Segundo, pense no que é mais interessante: uma estrada reta ou uma curva sinuosa? Horizontes previsíveis ou montanhas misteriosas? Na linha reta, estável e segura da pra ver tudo que vai acontecer, de longe. Experimente a curva. Não bate aquela curiosidade de saber o que vem logo depois? Alice foi até a toca do coelho e olha quantas coisas interessantes ela viveu!

Terceiro. Prefira provas mais fáceis. As bancas dos concursos exigem muito de nós. Experimente provas mais tranquilas como criar algo novo para o mundo e tentar sobreviver ganhando por isso. Steve Jobs, por exemplo, nem conseguiu fazer a faculdade direito, coitado. Foi trabalhar em máquinas velhas pensando em coisas surreais e improváveis. Onde já se viu abrir uma empresa com o nome de Maçã?!

Quarto, deixe a concorrência pra lá. Esqueça essa coisa de candidatos por vaga. Tem alguém nesse universo igualzinho a você? Claro, que não. E se você é exclusivo aqui nessa vida, existe uma vaga exclusiva pra você trabalhar. E é você quem pode criá-la a qualquer momento que você quiser. Ocupe essa vaga! Se observar a vida com cuidado, verá que a todo momento chegam mensagens lhe chamando para tomar posse do cargo.

Quinto. Não se preocupe com a aposentadoria. Ninguém sabe o dia de amanhã, não é mesmo. O tempinho que você tiver de folga, carpe diem! Viva agora! Deixe de virar a noite e estudar todos os finais de semana. Você pode virar a noite numa balada e dormir sem se preocupar se tomou o remédio controlado ou se chegará atrasado no dia da prova.

Essas são algumas dicas sobre como NÃO passar em concurso público. Se quiser obter o conteúdo completo, faça esse primeiro módulo de 5 passos e a vida vai liberar o restante pra você. INTEIRAMENTE GRÁTIS! Eu sei que tem gente que ama o que faz. Mas, a cláusula pétrea desse curso é fazer o que ama. Pode começar e boa sorte!

terça-feira, 23 de setembro de 2014

A carência de todos nós


Quanto mais eu vivo, percebo o aumento avassalador da carência de amor que todos nós sentimos. E, ao mesmo tempo um amor exponencial que existe dentro de cada um de nós que está guardado, incubado, reprimido, maculado, entre vários outros adjetivos. Este amor é imenso e sob todas as formas. Afinal, tudo se resume ao amor. Ele existe em excesso! Então nos perguntamos: porque tantos desencontros?

Que fortaleza é essa que colocamos no coração para não deixar o amor sair? O que faz as mães abandonarem seus filhos dentro de uma cesta na porta de uma casa qualquer? Ela não o ama? Famílias onde irmãos vivem com uma espécie de concorrência. Filhos únicos que dariam o mundo para concorrer assim. Amizades que quase se formam. O Romantismo que foi expulso do mundo moderno. Existem muitas defesas contra o amor, e várias flechas prontas para disparar. Os cupidos querem trabalhar, por favor, permitam! Baixem a guarda. Abram o coração! 

Se a gente reparar bem, não sobra um. Todos estamos carentes de afeto, de amor e de atenção. É o filho pedindo mais tempo, a mãe ligando o dia inteiro. Amigos cobrando visitas e mal recebem um email. Queremos novos amigos, temos saudades de nossos pais, quando longe. Inventamos inúmeras coisas para se ocupar e não lembrar de amar. Seu cachorro espera ansioso você chegar para receber carinho. É gente chorando a partida, outros que brigam pra não ir embora. Casais que prometeram amar vivendo até que a falta de amor nos separe. São as crianças precoces no colégio. A nostalgia dos tempos de faculdade.

Fechando meus olhos posso sentir o tamanho da carência que há em mim mesmo! E olha que coisa, um cara dizendo que está carente? Como assim? E aí vai outro exemplo. Homens que estão ocos por dentro com vergonha de dizer que amam, subiram uma parede de orgulho quase inescalável. Tudo para evitar a força do amor. E mulheres que querem se proteger começando a construir essa mesma parede, que quebram as flechas dos anjos. As pessoas que dão abraços frouxos por temer o contato. O contato que é cada vez mais efêmero. É a profundidade que não queremos mais chegar.

E a pergunta ainda persiste sem resposta exata, embora cientes de tudo isso. Evitamos até a própria resposta. Será medo, orgulho, feridas abertas, proibições, autossuficiência? Quem sabe? A mensagem que esse texto diz pode até parecer Hippie Piece And Love, só que é puramente racional! Estou usando e tem me preenchido muitos vazios. É a seguinte: Destralha o seu amor!


segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Conforto


Quando o assunto é desapego aparecem vários motivos que justificam aqueles "confortos" que não abrimos mão. Minimalismo é viver com o básico, porém sem exageros. Não é preciso dormir no chão ou comprar tudo da promoção. Nem usar as roupas até os farrapos. Muito menos andar a pé se precisa de condução. Se existem resistências com relação ao conforto sobre coisas materiais, imagina quanto ao conforto diante de dificuldades, emoções e atitudes. Será mesmo "o desapegar" um destruidor dos nossos confortos?

Talvez você ache difícil andar da parada de ônibus até o trabalho, aí compra um carro. Pronto, resolvido. Está brigado com algum amigo? Fácil, só o excluir das suas redes sociais. Mas aí ficou deprimido, ansioso e nem sabe o porque. Muito tranquilo de resolver. É só uma receitinha do psiquiatra e o bom atendimento do atendente da farmácia. Tem gente que espiritualiza e ainda coloca apelido carinhoso em antidepressivo: Santo Remedinho Lindo!

A autoestima não é mais problema de psicólogo. Se resolve com cartão de crédito. Não precisa se abrir com ninguém nem ter medo de que os outros digam que você é fraco, ou louco. Não precisa se expor a julgamentos. Quantas situações confortáveis que a gente acaba adotando como hábitos, às vezes até de forma inconsciente, influenciados pela mídia, pelo senso comum, pela maioria, por medo e muitos outros motivos, não é mesmo?

Se esse tipo de situação confortável passa a ser necessidade fundamental, nosso "jeito de fazer as coisas" ou mesmo uma maneira de alívio para o estresse, é legal fazer uma reflexão. Quando o conforto que procuramos é forma de entretenimento e qualidade de vida, tudo certo. No caso de ser uma válvula de escape, aí tem coisa.

Buscar confortos para compensar desconfortos pode ser um modelo de vida bem tóxico. Muito do aprendizado que obtemos nessa vida vem do desconforto, do sofrimento, das situações inesperadas e do imprevisto. O confortável nos obriga a permanecer na inércia, e a vida é movimento. E o minimalismo, na sua função como estilo de vida, é se livrar do supérfulo para concentrar-se no essencial. A partir daí descobrir o que é o conforto real e duradouro.

Ter um carro legal é ótimo. Mas se o trânsito não ajuda e uma bicicleta te da mais mobilidade, porque insistir em manter um recurso que faz seu dinheiro ir embora? Milhões de amigos no facebook pode até confortar o ego do coração virtual, agora, nada mais confortável e vivo do que uma conversa com aquele seu único amigo no sofá da sala. O cara-a-cara, o saber que existe sangue correndo nas veias.

Conforto tem se tornado um sinônimo de inércia, preguiça, de traseiros sedentários colados com velcro no sofá, de controle remoto nas mãos, assistindo a falência do cérebro. Enquanto isso, muita gente tem buscado um jeito simples de viver está VIVENDO de forma desconfortável, mas contanto histórias de desafio e superação.

Depois que comecei a estar mais na presença física com amigos, dar mais atenção real às pessoas e a desvirtualizar meus relacionamentos entendi e reconheci o verdadeiro significado de conforto: o conforto de estar em movimento, na temperatura ambiente; sem ar-condicionado. Em ação. Como dizem os atletas quando estão fora da sua zona de conforto para se superar: In the zone!

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Decidi contar segredos


Está no dicionário: se·gre·do. 1. Coisa que não deve ser sabida por outrem. 2. Coisa que se diz a outrem mas que não deve ser sabida de terceiro. 3. Lugar de uma prisão onde se conservam os presos que devem estar incomunicáveis.

Segredo é algo que proíbe a liberdade. Se existe uma palavra contrária ao desapego é essa. Porque alguém guarda um segredo? Tirando a surpresas de infância como: quem é o Papai Noel que deixou os presentinhos na meia, um segredo existe para esconder informações. Pense comigo: tenho guardado algum segredo? Algum segredo de infância? Há alguma coisa que preciso esconder dos outros? Pra que?

Já dá pra imaginar a proposta, certo? Sem rodeios. É isso mesmo: e se contasse seus segredos? Esvaziasse essa caixinha secreta? Sem se esconder dentro deles, sem podar suas atitudes baseadas em "coisas que ninguém pode saber". Se é um trauma, existe como tratar e se ajudar. É uma opção sexual condenada pela sua família, pela sociedade? Você pode sentir-se mais confortável desabafando com alguém de confiança. É uma declaração de amor? Verbalizar que ama, mesmo recebendo um não, adiciona mais amor no Universo.

Cometeu alguma injustiça e tem medo de ser odiado? Um pedido de desculpas é uma das atitudes mais nobres do ser humano. Faz coisas escondido por vergonha? Que tal ficar sem vergonha de ver em quando? Pode nem ser tão assustador assim. Todas as vezes que guardei ou me envolvi em algum segredo, sempre fiquei com algo entalado de alguma forma. Depois de algum tempo, quando revelado, esclarecido, pude perceber uns quilos a menos. Segredos pesam.

Carreguei por muito tempo um segredo chamado depressão. Houve uma grande transformação dentro de mim, depois que decidi destralhá-lo. E não contei apenas para um amigo de confiança. Publiquei em livro para os quatro cantos do mundo! Ainda fiz algo de bom com isso que me privou de alguns vários anos de oportunidades de ação.

Segredos ocupam lugares preciosos em nossa vida. Causam medo, vergonha, ansiedade, vários sentimentos negativos e expectativas frustradas. Pior! Segredos impedem o fluxo da vida. Já ouviu falar que uma informação só tem valor se divulgada? Você pode guardar uma grande ideia em segredo, mas enquanto ela não for revelada, vai apenas flutuar no mundo da fantasia, como aquelas nuvens que você vê pela janela do avião. Um dia elas ficam escuras e viram chuva a escorrer pelos canos no esgoto.

É difícil sim destralhar um segredo. Mas, quando o fizer vai perceber uma transformação que permitirá viver de forma mais livre. Não é questão de acabar com todos os segredos. É deixar a vida leve, com mais surpresas e realização de desejos.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Minimalistas em ação! - Walk and Talk


"O negócio é minimizar o que te prende e
 maximizar o que te solta! "




Luah Galvão é atriz e apresentadora e Danilo España, fotógrafo. Juntos idealizaram o Projeto Walk and Talk - A volta ao mundo em busca do que move, inspira e motiva. Viajaram por mais de 2 anos, visitando 28 países nos 5 continentes. Recentemente decidiram estudar superação e para isso percorreram mais de 800 quilômetros à pé em 52 dias no Caminho de Santiago de Compostela, Espanha. Compartilham essas ricas experiências em seu site, nos portais das revistas Exame e Harvard Business Review Brasil, além das mídias sociais do Projeto Walk and Talk e revistas como a Rota Leste. Ministram palestras e workshops pelo Brasil com diferentes temas sempre levando em conta a busca pelo propósito, desenvolvimento de talentos, qual legado deixaremos para o mundo, motivação, superação, entre outros temas relevantes.


O QUE O MINIMALISMO TE TROUXE DE BOM?

Depois de fazer uma volta ao mundo, pesquisando o que move inspira e motiva pessoas das mais variadas raças, credos, culturas e cores, muita coisa mudou em nós. Passamos por realidades tão distintas que nossos valores mudaram, acabamos percebendo o que é realmente necessário na vida. 

Assim que chegamos ao Brasil mal reconhecíamos nossas coisas, tudo nos parecia em excesso, desde roupas, sapatos, móveis, objetos... Começamos a reduzir as quantidades pra ficar com o necessário. Doamos, demos e vendemos muita coisa. Hoje estamos experimentando uma liberdade muito maior. Outra mudança significativa foi alugar nosso apartamento, notamos que era possível morar bem em um lugar menor e mais prático. Ficou mais fácil sair para novos projetos como o “Walk and Talk - No Caminho de Compostela”, onde ficamos 2 meses fora ou quando viajamos a trabalho ou lazer. É fácil trancar o apê e ir embora! Os custos são menores com condomínio, manutenção, contas, limpeza, etc...

Esse caminho minimalista acabou se tornando natural após viver mais de 2 anos com nossas mochilas nas costas. Viver com 15 kg te faz experienciar uma vida mais simples e perceber que precisamos de muito menos para viver do que podíamos imaginar. Outra mudança bacana foi passar de dois carros para apenas um. Contribuir com menos poluição e trânsito vale a pena. A gente se vira super bem, basta organizar as agendas e pronto.  

Os gastos com futilidades quase não existem mais em nossas vidas, passamos a dar muito mais valor para as pessoas, para os momentos,  e para o que realmente importa. Isso não quer dizer abrir mão de qualidade de vida ou conforto, esses são elementos necessários para o bem estar e saúde de todos. Mas desperdiçar tempo e dinheiro não é com a gente! (risadas) O negócio é minimizar o que te prende e maximizar o que te solta! Hoje somos mais livres!!

Danilo España

Para Mover - Inspirar - Motivar acesse aqui    www.walkandtalk.com.br

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Minimalistas em ação! - Paula Quintão


"Como o minimalismo me faz viver com o mínimo
para sentir o máximo."




Paula Quintão é escritora, montanhista-viajante, mestre pela UFMG, doutoranda pela UFAM, paraquedista, mãe da adolescente Clara, fundadora da Equipar para Vencer.


O QUE O MINIMALISMO TE TROUXE DE BOM?

Simples: uma vida sem complicações. Como o minimalismo me faz viver com o mínimo para sentir o máximo
Por Paula Quintão

Se há 10 anos alguém tentasse argumentar comigo sobre ser possível ser feliz com apenas o que cabe em uma mochila eu não acreditaria, acharia que era conversa furada das boas.

Mas acontece que o mundo da voltas e se tem uma coisa que é certa nessa vida é que estamos em constante processo de aprendizado e transformação.

Pois eu aprendi e muito.

Nesse meio tempo, houve um dia, vivendo a cura de uma crise emocional terrível graças a um relacionamento amoroso que tinha ido por água abaixo, que percebi que tudo o que eu queria era subir uma montanha, chegar lá em cim e chorar muito as dores daquela decepção e de tantas outras superações da minha vida.

Pois eu, que de esportista nunca tive nada, comprei meus equipamentos de trilha, entre eles uma mochila em que caberia tudo o que eu usaria nos oito dias de expedição e uma bota que me levaria pelos caminhos que eu quisesse.

Eu mal podia esperar pela viagem. Ficava me perguntando mil vezes: será que eu vou conseguir caminhar tantos quilômetros por tantos dias?! Será que vou ficar bem tomando banho no rio e com um grupo de pessoas que eu nunca vi?! Será que vou esquecer alguma coisa importante fora da bagagem?! Será que vou conseguir superar a ausência do banheiro e usar o mato numa boa?! E como vai ficar meu corpo dormindo uma semana na barraca?! Será?! Será?!

Mil perguntas rondavam minha mente e minha sensação de estar fora do casulo foi constante por dias antes da viagem. Mas aí chegou o grande dia e quando meu grupo de totais desconhecidos desembarcou frente a frente com o Monte Roraima, na aldeia indígena de Paraitepuy na Venezuela, eu só pude respirar fundo diante da imensidão daquele Gigante na minha frente e pensar: só me resta dar um passo de cada vez e chegar ao topo dessa montanha. E assim o fiz.

E de um passo após o outro, três dias depois eu não só estava no topo da montanha pensando no quanto aquele mundo visto lá do alto era incrível e sobre quanto cada passo nos leva longe, como já tinha descoberto que era possível viver num estado de felicidade suprema com tão poucas coisas.

Eu não tinha meu vaso sanitário mágico, não tinha meu banho quente que adoro mesmo em dias quentes de Manaus, não tinha computador, luz elétrica, celular, não tinha nenhum calçado além da minha bota e da minha sandália papete, não tinha comidas de bons restaurantes nem mesmo bem temperadas, mas eu estava irradiando felicidade.

Era feliz por tudo. Vivia o momento plenamente. Nada me preocupava, eu só me ocupava em manter meu corpo em movimento, superar os obstáculos, aproveitar o caminho e agradecer pela fantástica experiência.

Depois daquela expedição, minha vida nunca mais voltou ao mesmo lugar, meu olhar nunca mais foi o mesmo.

Descobri, de uma maneira mágica, que não são as coisas e nem mesmo as pessoas que me cercam que me fazem feliz, sou eu mesma no contato pleno com a experiência do agora que construo a minha realidade ao direcionar o meu pensamento para aquilo que quero priorizar. E sei que para conseguirmos viver a experiência única do AGORA só mesmo se não estivermos carregando tanta coisa com a gente.

Para viver plenamente o AGORA é preciso simplicidade, ou seja, menos laços e emaranhados, que é isso que a origem da palavra que dizer (simples = sem laços = descomplicado). Para viver plenamente o AGORA é preciso seguir leve...

Seguir leve é seguir com menos coisas - porque quanto menos coisas temos, menos tempo precisamos dedicar à manutenção de tudo. Seguir leve é seguir desapegado - porque não importa o que você perde materialmente, no fim das contas você e sua essência continuarão até o fim de sua existência.

E nesse caminho do minimalismo, tendo menos para sentir mais, descobri um mundo de possibilidades que só fizeram da minha vida uma vida melhor e mais conectada com o que sou, com o que o outro é e com o que o universo é.

Ao escolher ter menos coisas eu faço a escolha também por valorizar mais o que vai no interior e não o que vai no exterior. Eu entro em sintonia com a essência das pessoas e esqueço o que elas carregam consigo também.

Sigo em frente sem pressa, investindo meu precioso tempo, esse bem que não está à venda nem na mais luxuosas das vitrines, em aprender e conhecer , em experimentar e aprimorar meus olhares do que em ter, ter, ter. O ser completo e integral, pleno em leveza, pode então reinar na minha vida.


Encontre ferramentas para ir além aqui    www.equiparparavencer.com.br

sábado, 6 de setembro de 2014

Declare-se (CUIDADO!)



Lembre-se agora. Quantas vezes você já gostou de alguém? Vale ficante, namorad@, amor platônico, uma atração fatal momentânea, até mesmo um amigo. Quantas vezes você gostou e não falou? Se você lembrou do nome, do rosto, da pessoa em muitos detalhes (ou seja, não esqueceu) pode ser que ainda tenha um desejo latente aí dentro.

Independente de qualquer coisa, é um estado de amor sufocado. Não revelado. E pode estar ocupando um espaço na sua vida que poderia estar sendo dedicado a alguém especial e, principalmente, presente.

Você poderia estar vivendo esse amor de verdade, com a pessoa em questão ou com alguém novo em sua vida. Porque quando o cupido vem e o coração está ocupado demais, cheio demais, a flecha não entra. Ele se cansa e busca outros candidatos abertos a um novo amor, uma nova paixão.

Então vamos provar que o destralha faz bem e não é apenas sobre coisas materiais. Vamos a um desafio de destralha do amor? Isto é um exercício de liberação de energia que vai abrir um espaço, uma vaga no coração. E depois disso quem sabe o cupido não atinja o alvo em cheio!

Se você sentiu uma pequena pontada de flecha, se identificou: DECLARE-SE! Procure a pessoa e fale. Destralhe. O ideal é uma conversa sincera cara-a-cara. Mas vale torpedo, ligação, e-mail, whatsapp, postagem, enfim. E se ainda está com receio, vale até contar naquele aplicativo Secret de forma anônima.

O importante é destralhar este sentimento que ocupa uma quantidade preciosa da sua capacidade de amar. Quando você declara e externaliza, destralha, torna-se receptivo para que novas possibilidades aconteçam. E aí, tem coragem? Ousado, não? Comenta aqui sua opinião. E quem sabe o resultado!


segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Minimalistas em ação! - Alana Trauczynski


"Se eu tivesse 10 milhões de reais na minha conta AGORA 
eu estaria fazendo EXATAMENTE a mesma coisa!"




Alana Trauczynski é uma pessoa líquida, que se ajusta e se adapta como os tempos pedem. É autora do livro "Recalculando a Rota: uma louca jornada em busca de propósito". Escritora, roteirista, Cool Hunter e nômade digital, ela está sempre no fluxo em busca de sua melhor versão. E a cada nova edição transforma mais vidas inspiradas em sua trajetória.


O QUE O MINIMALISMO TE TROUXE DE BOM?

O minimalismo me trouxe o estado de FLOW, que é estar no fluxo das coisas, poder ir e vir como bem entendo e trabalhar de onde estiver, ter uma vida não engessada. E também parar tudo e fechar por uns tempos se eu quiser, porque a minha empresa sou EU e outras pessoas que têm a mesma filosofia, ou seja, trabalham em parceria, sem a minha coordenação! Eu poderia faturar mais e ter funcionários, crescer, crescer, ganhar, ganhar... mas isso destruiria o meu estilo de vida, que é na verdade o meu maior patrimônio. Minha grande conquista foi ter um custo mensal baixo, que me dá a oportunidade de gastar tempo e dinheiro com as coisas certas, as que me enriquecem verdadeiramente: viagens, livros, cursos, congressos, esportes. Na minha rotina, posso passar uma segunda-feira na piscina e trabalhar no sábado, posso viajar na terça e tomar um choppinho na quarta e, no domingo, me empenhar arduamente em algum projeto com o maior prazer porque a melhor constatação que eu tive nos últimos tempos foi a seguinte: se eu tivesse 10 milhões de reais na minha conta AGORA eu estaria fazendo EXATAMENTE a mesma coisa!


O que eu quero deixar claro, e que algumas pessoas não se dão conta, é que isso é um processo. Levei ao menos uns 2 anos para poder "fazer o que amo" e viver disso. Demorou para ter credibilidade e empresas suficientes solicitando meus serviços. É preciso ser ultra-competente e disciplinado. Se você quer ser o seu próprio chefe, seja um chefe exigente! Extraia de si mesmo o que você tem de melhor, só a sua verdade e o que é mais genuíno e original em você pode realmente fazer a diferença pro mundo. A grande pergunta é: você está pronto? Se sim, recomendo e dou força. Se não, coma mais um pouco de arroz com feijão e quebre mais um pouco a cara. Quando você ESTIVER pronto, VAI DAR CERTO.

Recalcule sua ROTA por aqui    www.recalculandoarota.com.br

Minimalistas em ação!


Durante o mês de setembro de 2014, vamos publicar a série de postagens "MINIMALISTAS EM AÇÃO". É a colaboração de grandes minimalistas que estão fazendo a diferença no mundo através de seus trabalhos e projetos com aquela pegada destralha de ser. Eles escrevem respondendo a pergunta: O que o minimalismo te trouxe de bom?
São experiências e depoimentos positivos por natureza. Uma vez por semana você vai conhecer os resultados transformadores que acontecem o tempo todo na vida de quem vive e inspira simplicidade. 
d e s t r a l h a!

Aladim


Transformou radicalmente sua realidade pessoal. Isso é o que aconteceu com Aladim. Quem não conhece a história? Um jovem adolescente que se nega a seguir os mesmos caminhos de seu pai, e que prefere brincar a trabalhar. Desobediente, ele nunca deixou de lado sua criança interior. No final de tudo tornou-se príncipe e governador de seu reino.

Seria muito fácil desse jeito: uma lâmpada mágica com um gênio dentro que realizasse três de seus maiores desejos. É ou não é? Claro! Agora, e se essa lâmpada existisse e o gênio também? A lâmpada é o seu coração, o gênio, seu próprio eu. É aquele seu lado criança espontâneo.Você só precisa dar uma esfregadinha na lâmpada para libertar esse gênio e colocá-lo para realizar seus desejos.

Tudo parece muito bonito e fantasioso, porém não foi nada fácil para Aladim chegar até a "lâmpada maravilhosa". Foi preciso entrar numa caverna, e de posse da lâmpada, sair e lutar contra as dificuldades afim de ter seus desejos realizados.

O gênio da lâmpada sabe que não precisamos de muita coisa para alcançar a felicidade. Talvez seja por isso que ele ofereça a realização de apenas três desejos. O gênio da lâmpada nos propõe a pensar no que é essencial para a vida, para então governar nosso próprio reino.

Fui lá na minha lâmpada mágica e declarei meus três desejos, olha aí:

1) Chegar ao nível mais alto possível do meu "destralha"
Alcançar o máximo do desapego consciente. Levar a vida mantendo o equilíbrio entre conforto e simplicidade. Chegar ao ponto de ter destralhado todos os excessos que prejudicam e impedem meu desenvolvimento pessoal. É expor todas as tralhas, reconhecê-las e deixá-las irem embora.

2) Viver intensa/empiricamente 
Perdi algum tempo da vida sustentando teorias, não-fazeres e até mesmo vivendo de modo superficial. Desejo muito viver em estado de ação. Da forma mais inesperada possível. Minha meta é a presença do agora. Já fui muito "planejador", hoje quero ser a execução. Quero viver em estado de iminência. Porque os momentos mais intensos da vida "acontecem."

3) O Novo

Este nem é ainda um desejo. Até o momento não consegui pensar num terceiro desejo. Tamanha é minha vontade de escrevê-lo aqui, mas não sei ainda o que é. Só sei que é fruto de uma mudança para melhor.

Esse exercício é o resultado do desafio que a Alana Trauczynski, do Recalculando a Rota me fez. E agora passo pra frente pra você que lê este post também! Quais os seus três maiores desejos do coração, hein? Se você fosse Aladim, o que diria para o gênio? Escreve aqui embaixo. Retire as tralhas de cima deles e registre para o Universo, quem sabe eles aconteçam bem antes do que imagina!