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sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Casa própria


Trabalhar duro para comprar a casa própria. Aí então ficar tranquilo. Comprar um imóvel é o grande sonho de muitos. Se você não nasceu em berço de ouro, ou faz financiamentos que duram até o final da vida, ou junta um valor considerável para pagar à vista. Independente das alternativas, será que vale a pena ter a casa própria? Depende.

Depende da vida que você quer viver. Cresci com aquele pensamento de que era obrigatório ter sua casa. É sinônimo de sucesso e garantia de uma vida melhor. Tudo bem, meus pais me criaram assim. O que me incomodava era o fato de garantir alguma coisa para o futuro. Essa história de fazer pé de meia, garantir o teto para morar, não combina mais com meu estilo minimalista de viver.

Hoje meu propósito de vida não inclui obter imóveis para garantir uma falsa tranquilidade. Optei em garantir meu deslocamento "móvel" pela vida. Garantir minhas estadas em lugares incríveis para compartilhar experiências ao lado de pessoas também incríveis, que também optaram em ser a obter.

Garantir a casa própria é o mesmo raciocínio de querer garantir a aposentadoria. Muitas vezes suportar um trabalho, um cargo público, para quando estiver à beira da morte descansar naquele cantinho que se diz seu. Muitas pessoas trabalham a vida toda na esperança de curtir a aposentadoria. Mas como assim? Não deveríamos curtir a vida agora?

Há pouco tempo morávamos eu e minha mulher numa pequena kit numa cidade considerada área "nobre" de Brasília. Vendemos e fomos morar com meu pai que acabava de reformar uma pequena casa onde iria ficar só. Estávamos insatisfeitos com a vida de "apertamento" com vários pseudo-confortos como piscina, sauna, lavanderia, academia e outras coisas. E ele também não estava gostando muito da ideia de morar só.

Então como nos damos muito bem, dividimos hoje a mesma casa, aproveitamos mais momentos juntos e compartilhamos o mesmo quintal. É engraçado pensar sobre alguns valores morais da sociedade que priorizam esses confortos, instituídos como sucesso, e deixam de lado a verdadeira riqueza da vida: a convivência e o compartilhamento de nossas experiências.


3 comentários:

ally_c disse...

Mudei minha percepção sobre essas coisas, como você, depois de ler "Pai rico, pai pobre". Hehe :)

Rica Matsu disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Rica Matsu disse...

Ally, já ouvi falar desse livro, ainda não li e vou procurar, já vai pra lista. Vi aqui e a sinopse e tem tudo a ver! O engraçado é que eu já pensei que o legal era aquele conceito de que bem-sucedidos eram os que saiam da casa dos pais e "se viravam", com o objetivo de ter a sua casa própria e independência financeira. E que isso trazia muita felicidade... Hoje é bem diferente.

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