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quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Um ótimo trabalho e mesmo assim insatisfeito



Pode ser que você passou num concurso e agora tem estabilidade garantida no emprego. Oito horas por dia, o salário cobre todas as despesas; e ainda sobra grana pra comprar as coisas, trocar de carro ou tirar aquelas férias anuais para desestressar. Sobra dinheiro para fazer o que gosta, relaxar... Espera aí? Quer dizer que você passa, no mínimo, um terço da sua vida fazendo o que não gosta e ainda tá achando bom?

Quando você viver 75 anos, logo terá jogado fora 25 anos da sua vida. Sim, de repente aconteceram algumas coisas durante esse tempo que fizeram você mais feliz. Coisas bem pontuais, como conhecer alguém especial que sabe que levará no coração o resto da vida. Tudo bem, tem razão. Agora, pense comigo. Se isso foi legal, imagine só o que poderia acontecer se estivesse trabalhando o tempo todo no que gosta. Se não soubesse mais se seu trabalho é trabalho ou lazer e ainda ganhasse por isto.

Mas a sociedade é assim e assado. São regras da igreja. Minha religião não permite.  Meus pais me criaram assim. Meus filhos dependem de mim. Vou passar fome. Recomeçar tudo do zero? Não tem jeito, é impossível no mundo de hoje. Minha saúde não permite. Não nasci pra isso. Isso é para pessoas que já estão com a vida ganha. Ufa! Encontramos vários argumentos que justificam.

São argumentos e não desculpas, porque somos condicionados a agir e pensar dessa forma desde criança. Você é criativo e tem ideias muito boas, se não tem, pare pra pensar e vai ver quantas ideias maravilhosas podem surgir. Mas para isso é preciso desfazer, jogar fora, destralhar algumas de suas crenças que estão, hoje, te impedindo de ser quem você realmente é, ou te limitando a "trabalhar" para conseguir pagar as contas.

Esta grande contrariedade imposta em nossas vidas pode ser a razão de todos os problemas que temos enfrentado, principalmente de saúde. Podemos escolher sim: vinte e cinco anos frustrados ou vinte e cinco anos a mais de vida bem vivida.

Depois de alguns anos de frustração, escolhi mudar para melhor. Para os anos a mais de vida bem vivida. Gostaria de saber sua opinião. E aí, qual desses 25 você tem vivido? Vamos bater um papo aqui nos comentários.


quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Escreva uma carta (de demissão!)


Exatamente hoje faz 365 dias que entreguei minha carta de demissão. Trabalhava em um órgão público, ganhava relativamente bem, de acordo com o mercado. Eu estava entre os 6% da população brasileira de maior rendimento mensal. Tinha uma vista privilegiada da capital, certa estabilidade no emprego e algumas condições também privilegiadas, que somente tem na rotina quem faz parte do funcionalismo público. No fundo, no fundo eu procurava mais. Quer dizer, menos!

Menos estresse no transito para trabalhar, menos desperdiço de tempo com coisas que não acreditava, embora pago por isso. Menos rotina, menos vontade de que chegasse o final de semana só para relaxar e aliviar o cansaço. Eu queria ser menos mais um no sistema. Me sentia insatisfeito não pelo local ou pelas pessoas, muito pelo contrário. No meu departamento tinham pessoas completamente talentosas e cheias de energia, de potenciais maravilhosos! A insatisfação era em estar passando a maior parte da minha vida fazendo um trabalho até prazeroso, mas completamente fora do significado que acredito para a vida.

Criava material de publicidade para eventos do governo que em nada tinha haver comigo, ou seja, minha criatividade não estava voltada para quem eu sou de verdade. As pessoas se referem as suas atividades laborais como "meu trabalho". Este é o meu trabalho, lá no meu trabalho, no meu trampo... Então, eu  te pergunto: o trabalho que você faz é seu mesmo? Tem tudo haver com você? A sua criatividade coloca no mundo coisas, produtos ou frutos que correspondem aos valores em que você acredita para sua vida e para o mundo?

No meu caso, não. Por todas as empresas e órgãos que passei "meu trabalho" era manter funcionando o trabalho de outros, a criação de terceiros; o status quo. Enquanto minhas criações e trabalhos eram colocados no mundo sob a forma de hobby, passatempo ou qualquer coisa que costumam rotular. Se o seu trabalho hoje não é um trabalho seu, talvez seja a hora de parar de criar para os outros e colocar suas criações para trabalhar para você! O mundo está sedento por coisas novas, criações pessoais e novas possibilidades. Hoje, depois de um ano, apesar de ainda ter pouco retorno financeiro pelo meu trabalho, o valor da minha vida tem alcançado cifras inestimáveis!

Você pode não acreditar no início, não será fácil, só que vale muito a pena. Desculpe esta piada infame, mas "não vale apenas uma pena, vale uma galinha inteira!"

Gostaria de saber se você está assim, satisfeito com seu trabalho ou insatisfeito? Gostaria de estar fazendo outra coisa nas suas 8 horas diárias? Alguma coisa só sua? Deixa um comentário aqui, vamos conversar! ;)

"Escolha um trabalho que você ame e não terá de trabalhar um único dia de sua vida." Confúcio

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Ação



Luz, câmera e ação! Nem precisa disso. Vai sem luz e sem câmera mesmo. O que importa é agir já. Nossa mente, apesar de nossa, nos sabota de vários jeitos. Talvez, você nem imagine que ela pode estar te enganando neste exato momento. Ela pode, acredite. Sabota nos dizendo para ficar no conforto da inércia. Do deixa pra depois. Do amanhã que nunca vem. Ficamos lustrando uma palavra chamada procrastinação. E quando você destralha as coisas "desimportantes" começa a exercer mais o verbo agir.

"Fiado só amanhã". Meu pai tinha uma placa com esses dizeres em seu comércio na época da minha infância. Quando me lembro disso fico pensando no quando queremos alguma coisa, mas sempre com a promessa de fazer algo depois, amanhã...quem sabe nunca. Então o cliente chegava com a intenção de comprar fiado e já era barrado por essa declaração. Pois, sempre, a cada dia que ele chegar com essa intenção, poderá conseguir... só amanha.

Você tem planejado muito? Anda querendo tudo: ser, fazer, acontecer, só amanhã? Sim, na maioria das vezes, agir é difícil, complicado e nos expõe. São medos, coisas internalizadas, vontades supostamente proibidas. Muito receio de bater de cara no chão Medo do novo, do desconhecido. O que fazer, então?

O que fazer? Uma pergunta com a resposta em si mesma. Fazer! Pode ser duro, complicado, arriscado, só que, muito felizmente, é a única opção. Ou a gente faz, entra em ação ou nada acontece. Melhor dizendo, acontece o acúmulo de tralhas, de sentimentos, de perguntas sem respostas. E ficamos divagando no mundo das possibilidades, dos sonhos fantasmagóricos.

Roman Krznaric, fundador da The Shool of Life, disse numa entrevista para o site Don't touch my moleskine algo sobre o ato de agir que é simplesmente sensacional:

"Um pequeno conselho é tentar maximizar o fluxo na sua experiência. Fluxo é um conceito psicológico que envolve estar completamente presente e completamente absorvido em qualquer coisa que você esteja fazendo. É o que significa para os atletas quando eles dizem que estão “in the zone”. Como você entra nesta zona? Prepare tarefas para você que sejam desafiadoras e criativas, mas não tão desafiadoras que você se preocupe em falhar, e não tão fáceis a ponto de você ficar entediado. A excitação está justamente em ficar fora da sua zona de conforto."


Não deixe para amanhã o que você pode fazer ontem. Isso. Ontem. Já deveria ter feito. Ganhe tempo de vida!!! Não espere nada, ser feliz é pra já! #destralha



terça-feira, 12 de agosto de 2014

Competição


É preciso ter o carro do ano. É preciso trocar o computador, o tablet, a versão do software. As roupas ainda estão boas, mas fora da tendência. A dieta velha não faz mais efeito. Tem que comer aquela frutinha berry da moda. Comprar uma casa maior, o pacote premium da tv paga. Trocar os móveis, o piso da cozinha.

Fazer outra faculdade, pós-graduação, cursos de extensão. O mercado é competitivo e precisamos estar sempre na frente. Buscar promoção no trabalho, alcançar o tal status. É preciso ter várias habilidades, ou ao menos parecer. É preciso ser da Diretoria! Quanta necessidade de competir!

Se esta dedicação toda fosse usada para fazer algum esporte, seriam grandes as chances de alcançar o pódio. Infelizmente, essa competição não é tão saudável quanto parece. É como nesta velha história, que se chama "A Escola Animal".

Um dia os animais se reuniram na floresta e decidiram criar uma escola. Havia um coelho, um pássaro, um esquilo, um peixe e uma enguia, e eles formaram uma Diretoria.

O coelho insistiu na inclusão da corrida no currículo. O pássaro insistiu na inclusão do voo no currículo. O peixe insistiu na inclusão da natação no currículo. E o esquilo disse que a subida perpendicular em árvores era absolutamente necessária ao currículo. 

Eles juntaram todas essas coisas e escreveram um roteiro do currículo. Então insistiram em que todos os animais aprendessem todas as matérias.

O coelho, embora tirasse um "A" em corrida, teve uma enorme dificuldade em subida perpendicular em árvores. Ele sempre caía de costas. Logo ele teve um tipo de dano cerebral e não conseguiu mais correr. Ele descobriu que, em vez de tirar "A" em corrida, estava tirando "C", e, é claro, sempre tirou "F" na subida perpendicular.

O pássaro saiu-se maravilhosamente bem em voo, mas quando teve de escavar o chão ele não se saiu tão bem. Sempre quebrava o bico e as asas. Logo ele estava tirando "C" em voo, além de "F" em cavar tocas, e todas as suas tentativas de subida perpendicular em árvores foram um fracasso.

Por fim, o animal que concluiu o curso e fez o discurso de formatura foi a enguia, que era mentalmente retardada e conseguira fazer um pouco de todas as matérias mais ou menos pela metade.

Mas os educadores ficaram contentes porque todos estavam recebendo aulas sobre todas as matérias e aquilo foi chamado de "uma educação abrangente".

Isso aconteceu comigo, é assim que as coisas são. Pode estar acontecendo com você.

"Nós realmente estamos tentando fazer todo mundo igual a todo mundo, por isso destruímos o potencial de todos para serem eles mesmos."


sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Casa própria


Trabalhar duro para comprar a casa própria. Aí então ficar tranquilo. Comprar um imóvel é o grande sonho de muitos. Se você não nasceu em berço de ouro, ou faz financiamentos que duram até o final da vida, ou junta um valor considerável para pagar à vista. Independente das alternativas, será que vale a pena ter a casa própria? Depende.

Depende da vida que você quer viver. Cresci com aquele pensamento de que era obrigatório ter sua casa. É sinônimo de sucesso e garantia de uma vida melhor. Tudo bem, meus pais me criaram assim. O que me incomodava era o fato de garantir alguma coisa para o futuro. Essa história de fazer pé de meia, garantir o teto para morar, não combina mais com meu estilo minimalista de viver.

Hoje meu propósito de vida não inclui obter imóveis para garantir uma falsa tranquilidade. Optei em garantir meu deslocamento "móvel" pela vida. Garantir minhas estadas em lugares incríveis para compartilhar experiências ao lado de pessoas também incríveis, que também optaram em ser a obter.

Garantir a casa própria é o mesmo raciocínio de querer garantir a aposentadoria. Muitas vezes suportar um trabalho, um cargo público, para quando estiver à beira da morte descansar naquele cantinho que se diz seu. Muitas pessoas trabalham a vida toda na esperança de curtir a aposentadoria. Mas como assim? Não deveríamos curtir a vida agora?

Há pouco tempo morávamos eu e minha mulher numa pequena kit numa cidade considerada área "nobre" de Brasília. Vendemos e fomos morar com meu pai que acabava de reformar uma pequena casa onde iria ficar só. Estávamos insatisfeitos com a vida de "apertamento" com vários pseudo-confortos como piscina, sauna, lavanderia, academia e outras coisas. E ele também não estava gostando muito da ideia de morar só.

Então como nos damos muito bem, dividimos hoje a mesma casa, aproveitamos mais momentos juntos e compartilhamos o mesmo quintal. É engraçado pensar sobre alguns valores morais da sociedade que priorizam esses confortos, instituídos como sucesso, e deixam de lado a verdadeira riqueza da vida: a convivência e o compartilhamento de nossas experiências.


quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Andando de ônibus



Nunca pensei que eu me sentiria tão confortável andando de ônibus! As pessoas reclamam diariamente sobre transporte público. Agora com as eleições chegando então é o momento mais crítico. Parece mentira, mas me sinto confortável nos coletivos urbanos.

Já estou imaginando alguns sorrisos de reprovação de algumas pessoas sobre isso: prefiro ônibus a carro. Sim, às vezes é chato esperar em parada, descer quando o ônibus quebra no meio do caminho, ou em alguma batida. É simples, nesses casos, eu apenas pego outro depois de alguns minutos e não preciso acionar franquias exorbitantes, brigar com outras pessoas ou abrir algum processo no juizado para pagar o prejuízo.

Esperar? Quem vive nas grandes metrópoles sabe o quanto é legal ficar ilhado no mar de carros dentro de um engarrafamento. Tem aquelas faixas exclusivas para ônibus adotadas recentemente aqui na capital. Quando eu estava com meu carro achava um absurdo ver aquela faixa vazia enquanto andava a 20km na fila da faixa convencional. Inclusive, já tomei até multa por usá-la depois de perder a paciência.

Santa faixa exclusiva que agora me dá de trinta a quarenta minutos a mais pra fazer qualquer coisa!


terça-feira, 5 de agosto de 2014

A felicidade de fazer o que ama


Muita gente acha que é moda essa história de fazer o que ama. Você pode pesquisar na internet e tirar suas próprias conclusões. O que posso dizer é que mesmo que você escolha começar tudo do zero, se o seu desejo for genuíno, tudo vai chegar até você. Fazer o que ama pode ser seu maior destralha na vida.

Quando você decide interromper sua insatisfação com sua vida e segue na direção do essencial, de certa forma, acaba se tornando também um minimalista. Já discutimos que minimalismo não é levar uma vida simplória e pobre de recursos materiais ou financeiros. É buscar a felicidade que está sua essência. Você vai jogando fora as tralhas que o deixa infeliz e sem propósito de viver.

Nesta escolha de fazer o que ama você consegue chegar mais perto da sua felicidade, porque deixou para trás tudo aquilo que era uma carga para você. Faz o que lhe é espontâneo, natural; sem ser coagido por valores e regras herdadas de uma sociedade baseada na competição.

Aqui no blog procuro colocar os conteúdos da forma mais prática possível. E nada mais prático do que apresentar pessoas e suas ações concretas, exemplos reais que possam inspirar e aumentar ainda mais seu desejo de felicidade, seja recebendo ou compartilhando este sentimento.

A imagem desse post é um dos trabalhos de Gavin Aung Than, cartunista freelancer que mora na Austrália. Ele largou o emprego para viver sua verdadeira paixão: desenhar, depois de ter feito carreira em design gráfico. Coincidência ou não faz adaptações para quadrinhos das citações de grandes mestres e pensadores que insistiam no mesmo que nós: viver a essência das coisas.

O trabalho dele em http://zenpencils.com.
A iniciativa da versão brasileira é por http://outrosquadrinhos.com.br.


sábado, 2 de agosto de 2014

A culpa é minha



Existe um sentimento introjetado em nós, cultivado até mesmo antes do nascimento. É nele em que se baseiam todas as nossas principais tralhas emocionais. É o centro das crenças que nos impedem de enxergar, de seguir adiante na nossa evolução como ser humano. Eis o sentimento de CULPA.

Gera separação, preconceitos e impõe responsabilidades altamente nocivas em nós mesmos e nos outros. Se fizemos alguma "coisa errada" é preciso achar de quem foi a culpa. Se crescemos sem alguma virtude, foi culpa de nossos pais. O Brasil está na situação tal porque é culpa do presidente, dos políticos, do próprio povo. Se a criança quebrou sem querer o vaso chinês da dinastia Ming, a culpa foi dela.

Coisa mais fácil do mundo é transferir a responsabilidade de nossos atos para a coisa ou pessoa mais próxima e nos isentar de qualquer "punição". Um dos culpados mais usados é o MalA culpa é do Capeta! Foram entidades malignas que colocaram todas essas dificuldades e enfermidades na minha vida. Foi fulano, foi ciclano, foi beltrano. Vamos deixar nas mãos de deus. Algum deus pode nos castigar, algum deus pode nos salvarE, afinal de quem é a culpa?

Essa reflexão é a alternativa de ver a questão como observador e não como vítima ou participante do jogo. Quando reconhecemos que tudo que acontece de bom e de ruim em nossa vida é responsabilidade só nossa, fica mais fácil de entender e resolver certos problemas.

Há muito mais poder dentro da gente do que se pode imaginar. Gosto muito de pensar que somos os Messias de nós mesmos. Pode haver até culpa religiosa dentro de você que está travando todos os seus poderes. Já desfiz de várias culpas que me impediam de Ser. É como uma corda que amarra suas tralhas.

Você pode até estar pronto pra jogá-las todas fora, mas esqueceu-se dessa corda te impedindo de chegar até a lixeira.