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sábado, 5 de julho de 2014

Vida sem carro III (final)



Minimalismo é uma "ciência" muito prática, então aí vão dados da minha última experiência consumista automobilística, o que me fez definitivamente abolir o invento do meu dia-a-dia. Os valores em negrito são mensais. Veja.

Só com o carro que eu tinha, um popular básico duas portas pelado de tudo, gastava:

  • Prestação financiamento: R$ 636,81
  • Combustível: R$ 300,00
  • IPVA: R$ 533,19 -> R$ 44,43
  • Seguro obrigatório: R$ 101,16 -> R$ 8,43
  • Licenciamento: R$ 65,66 -> R$ 5,47
  • Seguro contra roubo e terceiros: R$ 1.287,92 -> R$ 107,32
  • Revisão periódica: R$ 613 -> R$  51,08
  • Multa: R$ 102,15 -> R$ 8,51
  • Peças sazonais: R$ 100,00 -> R$ 8,33
  • Franquia de seguro: R$ 980,00 -> R$ 81,66
  • Depreciação: R$ 3.300,00 -> R$ 275,00
  • Lava a jato: R$ 40,00 -> R$ 20,00

*valores do ano de 2013 de um carro ano 2010/2011.


Total de gastos mensal: R$ 1.547,04! >< Total de gastos anual: R$ 18.564,48!!!

Isso é o básico do básico! Na prática ainda pode haver ainda mais variáveis como o som do carro que eu apenas mandei instalar, película para não ser castigado pelo sol enquanto dirige, outros sinistros, novas franquias, novas multas, taxas de estacionamento, flanelinhas, entre outros. Já passei anos sem receber nenhuma multa. Nos últimos dois consegui fazer algumas proezas de estacionamento e acho que recebi umas três. Então pensei: será que depois de quinze anos de direção comecei a dirigir mal, ou o trânsito é que piorou?

No meu antigo emprego, se não chegasse em determinados horários não conseguia achar uma vaga e o jeito era apelar para locais proibidos ou então estacionar a alguns quilômetros de distância. E olha que Brasília é uma cidade que foi planejada, hein! E mesmo assim muita gente, principalmente que mora em São Paulo e Rio, acha o trânsito daqui um paraíso. E eles tem razão! É mesmo esse é o nosso sonho de consumo? Isso é a liberdade que um automóvel proporciona?

Imagina o que da para fazer com R$ 18.564,48 durante o ano? Os cálculos acima são extremamente otimistas. Otimistas mesmo! O carro era básico, sem acessórios, o som eu já tinha, não exigia muito do motor do carro porque aqui é uma cidade plana. Correr muito menos, há radares demais e nem vale a pena. Enfim, dirigir já foi um prazer para mim. Hoje é sinônimo de preocupação, despesa e coação consentida.

Tudo isso depende da visão de cada um, são escolhas. Eu preferi usar esses recursos de outra forma. De forma que eu tenha uma vida sem carro e não um carro sem vida.

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