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quarta-feira, 30 de julho de 2014

Industrializa-me!


Que a industrialização nos trouxe um avanço incrível não podemos negar, isso é fato. O grande dilema é a quantidade de alimentos sintéticos que consumimos sem saber nem o que significam. É só olhar os ingredientes nas embalagens dos produtos.

Aqui vai um hábito que pode ajudar na melhor seleção do que a gente vem abastecendo nosso corpo. É o ato simples de ler os ingredientes descritos nas embalagens dos produtos. Em ordem de quantidade decrescente são colocados na descrição. Digamos que você comprou aquela bolachinha preferida dos americanos e lá estava assim:

Ingredientes: Farinha de trigo enriquecida com ferro e ácido fólico, açúcar, gordura vegetal, óleo vegetal, cacau, açúcar invertido, sal, fermentos químicos: bicarbonato de amônio, bicarbonato de potássio e bicarbonato de sódio, emulsificante lecitina de soja e aromatizante.

Pela ordem, o cacau é o quinto ingrediente em maior quantidade no produto, e a baunilha, bom...ficou só no cheiro. É o aromatizante! Esse exemplo serve para qualquer outro produto encontrado nas prateleiras, inclusive bebidas. É uma norma da ANVISA. Então fica fácil saber se o que você está comprando é realmente o que diz nas embalagens cintilantes e reluzentes.

O minimalismo está aí na redução de ingredientes que podem não ser tão saborosos para o nosso organismo. Afinal, o corpo é o templo que a briga nossa alma.


segunda-feira, 28 de julho de 2014

O maior destralha da minha vida!


Objetos, alimentos, hábitos, crenças, pensamentos e sentimentos, tudo em excesso que nos prejudica ou impede de evoluir são tralhas que se acumulam dentro e fora de nós. Sem perceber ditam regras em nossas vidas e até traçam nosso destino. Apesar de "não palpáveis", tralhas emocionais são as que mais prejudicam, sabotam e roubam o tempo precioso de nossas vidas. Nos condicionam a sobreviver e não a viver de verdade. Essas tralhas nos distanciam de nossa plenitude.

Muitas pessoas passam a vida assim, guardando tralhas emocionais que se sobrepõem ao que existe de mais natural e espontâneo dentro delas. Eu fui assim. Demorei para perceber. Quando decidi jogar fora tudo aquilo que me fazia mal ou me impedia de ser eu mesmo foi algo extremamente libertador. 

É por isso que criei este blog e apresento agora o maior destralha da minha vida: o livro Fenixidade, palavras de fogo, cinzas e asas. Neste livro de "poemas de autoajuda" conto a história do meu renascimento na forma de poesia. São poemas que falam do grande drama da minha vida e de como consegui vencê-lo através desta consciência e da busca pela simplicidade.

No blog  Fenixidade tem outras informações e como adquirir o livro, além de artigos que escrevi logo após tomar a decisão de largar tudo para me tornar o escritor de uma vida com mais propósito.



Te vejo em outra vida!
rica


A maior riqueza da vida


Quando a gente fala a palavra riqueza, logo vem à cabeça grandes quantias em dinheiro, ouro, luxo, abundância de coisas materiais. Mas o que é de fato a riqueza? Desde quando adotei o minimalismo como estilo de vida, tenho pensado muito nesse conceito de riqueza que a sociedade, em geral, acredita. Meus recentes encontros com velhos e novos amigos tem me trazido uma riqueza tão grande em tão pouco tempo, que chega a ser assustador.

Esta nova percepção me trouxe o novo conceito de riqueza. É a riqueza imaterial. É a qualidade de encontros que fluem entre duas ou mais pessoas. Quando a gente pensa no que há de mais poderoso no mundo, o que vem a mente é sempre alguma coisa material. Agora, pense de um jeito diferente. O que há de mais rico e poderoso no mundo é o ser humano. São pessoas! A maior riqueza da vida são as pessoas.

Assisti uma palaestra do Ricardo Lindemann onde ele falava uma coisa bem interessante sobre o ser humano. Era que o ser humano é o único ser que atua ao mesmo tempo nas três dimensões: física, mental e espiritual. Se por exemplo existissem anjos, esses não conseguiriam interagir no mundo da matéria pois não estão aqui de forma concreta. Mas o ser humano, além do plano físico, está interagindo sempre em um mundo espiritual através da alma ou espírito, digamos assim. O mesmo vale para o mental onde cada um de nós faz parte de uma grande consciência evolutiva que atravessa esses três aspectos.

Ou seja, qualquer tipo de ser ou "divindade" que você possa imaginar, não participa de forma tão integral no Universo como o ser humano. A nossa condição como existência é a única que une todos esses mundos ao mesmo tempo. Mais uma vez, o que tem haver isso com minimalismo? É que se prestarmos mais atenção nas pessoas, independente de seus defeitos e longe de julgamentos, descobriremos o quão poderosos e ricos nós somos. E sendo assim, não precisamos dar tanta atenção as coisas materiais que possuímos.

Já pensei em ganhar na megasena, imaginei ter milhões de reais. De carrões importados a jatinhos particulares. Aquela casa toda mobilhada com diversos ambientes repletos de coisas, bibelôs e vários contratos de prestação de serviços. Tudo isso a gente pensa com a ilusão de que seremos muito mais felizes tendo essas coisas. Pode até gerar alguns sorrisos, mas quando eu percebo o quando as pessoas tem me enriquecido com suas presenças e experiências de vida, esse conjunto de tralhas se tornam apenas coisas. Apenas coisas inanimadas.


sexta-feira, 25 de julho de 2014

Eu não tenho tempo



Eu não tenho tempo. Que mundo é esse onde essa declaração é a resposta mais falada de todas! "Não vai dar tempo. Preciso de mais tempo. Vai demorar? Pois, preciso de tempo. Se der tempo... Só vou quando tiver tempo." Tempo pra quê? Para trabalhar mais, para desestressar, ganhar mais dinheiro, pra se arrumar. Falta tempo pra todo mundo se desocupar. Tempo para Viver.

Semana passada eu conversava com um amigo de infância, em um belo papo depois de mais de três anos sem se encontrar. Falávamos de como os meios tecnológicos nos deixavam ainda mais ansiosos, ao ponto de ficar olhando na tela do smartphone a palavrinha "digitando..." e sentindo uma preocupação enquanto ela aparecia e desaparecia durante uma conversa.

A pessoa está demorando demais pra responder? Ou está com dúvidas sobre o que vai dizer? Se o intervalo entre um "digitando..." e outro aumentar então, nossa! A mente começa a gerar um turbilhão de imaginações. E apareceu dois vezinhos, a pessoa leu. Se não respondeu na hora é porque tem alguma coisa errada. Ou então ela não quer falar comigo.

Perdemos tempo assim, especulando sobre o que poderia, o "se" alguma coisa. E assim não temos tempo. É verdade, não temos tempo. Temos que garantir o lucro, tem que se prevenir ao máximo. Temos que andar muito bem apresentáveis e elegantemente adequados para que a concorrência não nos desvalorize. Tem que sentir a sensação de superioridade para poder dar aquele sorriso de canto de boca. Temos que velar uma autosuficiência para não dar o braço a torcer.

Poderia-se ter mais tempo, mas passamos três horas no final de semana cuidando e lavando o carro. Outras exaustivas horas no shopping escolhendo a roupa que pode dar mais ou menos autoestima. Incontáveis horas varrendo a timeline das redes sociais. Perdemos tempo levando algumas horas para aprender a operar o novo telefone, onde o falar é a função menos usada. Achamos incrível quando uma criança, que nem aprendeu a falar, sabe operar com destreza o tablet. Até o relógio perdeu sua importância de marcar o tempo. Agora ele precisa marcar status.

Afinal, quais são aqueles bons momentos da sua vida em que você perde a noção do tempo? Não vale dizer que é quando ficou trabalhando demais! Todo tempo que perdemos e que nos falta hoje está bem ali, num futuro que talvez possa acontecer. Enquanto isso a Vida passa. Ela já passou.


quarta-feira, 23 de julho de 2014

Dinheiro


Ao contrário da visão superficial sobre o minimalismo, o dinheiro não é escasso. Muito pelo contrário! Os recursos são completamente aproveitados porque são investidos com propósito. E a consequência de um propósito orientado para o bem-estar é o retorno certo. O dinheiro que seria usado em coisas desnecessárias ou dispensáveis é investido com mais critério e noção na prática minimalista. Isso é foco no essencial.

Todo mundo tem o direito de rasgar dinheiro de vez em quando. Comprar um carrão esportivo, mesmo que o motor potente fique subutilizado por falta de estradas compatíveis com a velocidade. Pagar aquela academia da moda por seis meses e ir só um dia na semana, também é um belo exemplo. E quando a gente paga anuidade de cartões de crédito sendo que existem cartões isentos desta taxa?

Será que a gente precisa do iPhone 5SXC-3PO logo depois de lançado? Você consegue assistir todos aqueles canais do plano Megamasterfull que assinou na promoção do combo 10 em 1? Quantos cosméticos vencidos você tem em casa? Melhor parar por aqui, antes que este post se transforme em lista de doação ou anúncio de classificados.

Vaidade funcional é o que eu chamo de satisfazer os próprios desejos sem cometer exageros que levam o nosso dinheiro para o ralo. É deixar de lado aquela competição automática do consumo.  A simples atitude minimalista pode multiplicar o que você tem sem que necessariamente você tenha um aumento de salário. Qual a sua relação com o dinheiro, o que ele representa? Que tipo de necessidade ele está suprindo, ou suprimindo? Perceba o fluxo, a direção dos seus recursos.

Mais adiante na superficialidade, minimalismo não quer dizer comprar grandes quantidades pelo menor preço, gastar menos e levar mais. Quase sempre o barato sai caro. Vão haver casos em que você vai sim comprar coisas até mais caras e de marcas famosas, por saber que vai usá-las com frequência e que tem qualidade para durar o suficiente. E vice-versa. O caso do iPhone virou até um exemplo clichê sobre minimalismo. Mais e mais pessoas tem trocado a maçã pelo robozinho verde.

Esses são só alguns dos exemplos onde o minimalismo maximiza recursos e faz a gente aproveitar melhor o dinheiro. O consumismo tem um domínio tão perverso que consegue inverter os valores das coisas. Não é fácil e dá um trabalhão reverter esse processo, depois de cair na relação passional do consumo. Mas, acredite, vale a pena! Menos é mais (dinheiro no bolso também).


domingo, 20 de julho de 2014

Solitude



Se procurar no Google a palavra minimalismo vão aparecer imagens em tons de cinza, de lugares desolados ou de pessoas fazendo coisas sozinhas. Quanta solidão, não é? Porque será? Essa primeira impressão é a visão com tralhas.

O contrário de solidão não é estar acompanhado ou ter companhia. O inverso da solidão é a solitude. Segundo diz o mestre zen Osho "Solidão é ausência do outro; solitude é sua própria presença." Lembra daquele velho ditado de que existe uma linha tênue entre o amor e o ódio? Então. É a mesma coisa com solidão e solitude.

A visão destralhada é a perspectiva minimalista. Tons de cinza são usados para representar simplicidade. O básico do preto e o branco, por exemplo. Os lugares em si não significam desolação, mas, plenitude e expansão. Pessoas fazendo coisas sozinhas naquelas imagens demonstram a solitude. Destacam a nossa importância, independente de quantidades de coisas e pessoas que "possuímos".

Adquirimos tantas tralhas para colocar em cima de uma suposta solidão que ofuscamos o brilho de nossa solitude. Cometemos excessos para evitar ficar só. Comemos demais, bebemos demais. Acumulamos coisas, objetos e sentimentos. Trabalhamos demais para ficar sempre ocupados.

E você, sente-se bem na companhia de sua própria presença?


quinta-feira, 17 de julho de 2014

Vale a pena ter casa própria?


Impostos, manutenção, segurança, reformas, especulações imobiliárias são preocupações constantes na cabeça de quem escolhe adquirir um imóvel. Se perguntar a qualquer brasileiro qual seu maior sonho, a maioria vai dizer que é ter a casa própria. Pare e pense comigo. Porque esse é o grande sonho da maioria?

No senso comum é assim: se você tem casa própria, "tem boas condições". Boas condições quer dizer boas condições financeiras, ou seja, muito dinheiro. E ter muito dinheiro é ser rico. Pode se dizer que o maior sonho é ser rico? Parece que tudo se resume a ter. Poucos irão responder que seu maior sonho é ser feliz porque o TER está na frente do SER.

Desde que me entendi como um ser pensante, ficava incomodado com relação a essa eterna busca de possuir coisas. Tem que lutar, trabalhar bastante para conseguir ser alguém na vida. O "alguém na vida" significava ser alguma profissão e ter sua própria casa, carro, bens etc. Isso era o que faziam as pessoas felizes e ainda é o modelo de vida mais comum.

Parece que existe uma série de requisitos para nos tornarmos "alguém" apto a ser aceito na sociedade. E aí vamos classificando de acordo com a quantidade de suas posses. Quanto mais imóveis uma pessoa tem, mais sobe no ranking da prosperidade. O fato é que nem a compra de uma mansão atrás de outra pode fazer uma pessoa ser feliz. Basta olhar a quantidade de pessoas que "tem boas condições", mas permanecem infelizes ou se sentem muito sós.

Tantas posses acabam sobrecarregando a vida que ao contrário do que se acredita, não proporciona mais tempo para conhecer a si mesmo. Ganha-se muito tempo sim; tempo para se dedicar a administração e solução de problemas gerados por essas posses e toda a sorte de situações trazidas por elas. Será que existe a real necessidade de ter uma casa própria? Ou duas, ou mais? Em quantas casas conseguimos viver ao mesmo tempo?

Há pouco tempo vendi o apartamento que compramos no momento "Minha casa, minha vida". Não foi por dívidas nem para levar vantagem em alguma coisa. Foi a mudança para a perspectiva minimalista. No próximo post vou contar essa história.

Mas e aí. Vai ficar ao relento ou viver de favor, como nômade, cigano? Vai investir no quê? E a segurança? Imagine que você tem uma casa maior para se preocupar. Ela já é sua desde o nascimento. E você tem milhões de irmãos que ainda não conhece, e outros milhões de pessoas maravilhosas que você pode se relacionar.

Você pode até brincar um pouco de Banco Imobiliário, mas a verdadeira felicidade está na troca de experiências com os moradores dessa grande casa e a cada cômodo novo que você pode conhecer.


terça-feira, 15 de julho de 2014

Bicicleta-me!


Este é o primeiro episódio da série de posts do destralha sobre a experiência com a bicicleta. A ideia é mostrar o quanto de benefícios a bike pode proporcionar. Lazer, qualidade de vida, saúde, disposição, solidariedade. As qualidades são tantas que será preciso escrever com frequência aqui no blog. O minimalismo da bicicleta atravessa gerações e ainda continua sendo uns dos veículos mais incríveis de todos os tempos.

Vai funcionar assim. A cada trajeto que eu fizer de bike vou tirar algumas fotos e descrever como foi o percurso aqui no blog. De forma bem descontraída, vou passar o máximo de informações possíveis para quem quer adotar esse hábito minimalista que muda a vida para melhor.

No último domingo, fiz um trajeto de 11km da minha casa até uma igreja situada numa região rural daqui de Brasília. É um lugar especial, nem parece que estamos na capital federal. Foi meu primeiro passeio mais distante com a "gafanhota" - bicicleta curiosa que arrumei depois de alguns anos parada. Conto a história dela depois.

Tive dois pequenos contratempos. Um na ida e outro na volta. O guidão afrouxou na metade do caminho. Não tinha levado chaves para apertar. Andei mais um pouco assim mesmo até encontrar o pequeno comércio onde o dono me arrumou uma chave de fenda e um alicate. Pronto, resolvido. Na volta a corrente soltou devido a um exagero meu na troca de marcha. Foi só recolocar e continuar. Nunca se esqueça de levar sempre um kit de ferramentas! Pode ser uma mão na roda (sem graxa nas mãos).

Mais fotos aqui no facebook do destralha. Até a próxima!


domingo, 13 de julho de 2014

Ho'oponopono, a meditação minimalista


O minimalismo pode te ajudar a se reconectar com a natureza. Não só a natureza física da qual fazemos parte, como naquele post que escrevi sobre andar descalço. A natureza do nosso ser. Esta questão pode ser entendida como espiritual, psicológica, religiosa, metafísica; não importa. Esta conexão é entre o eu e a divindade que existe nele mesmo. Ou seja, a conexão de você consigo mesmo. Um dos meios para isso é a meditação. Especificamente uma que tem tudo haver com o minimalismo. O Ho'oponopono.

Sinto muito, me perdoa, eu te amo, sou grato. Pronto, é só isso! Tudo se resume a esse pequeno conjunto de quatro frases. Vale apenas uma breve explicação. O resto você vai perceber na prática. É como se fosse uma "oração" de desapego de recordações e pensamentos dolorosos causadores de crenças limitadoras. O Ho'oponopono faz um saneamento do estado de consciência através da compaixão, do perdão, do amor e da gratidão.

Gosto de chamar de um ajuste fino do que há de divino dentro de nós. Quando estamos fora de sintonia com os objetivos do universo a meditação Ho'oponopono pode nos recolocar em nossa vibe de origem.
Isso é tudo. Não sou nenhum expert no assunto, só sei que faz todo o sentido e funciona! Fica aí minha proposta para quem segue na busca do autoconhecimento e realização.

_/\_ "Sinto muito, me perdoa, eu te amo, sou grato." _/\_


sábado, 12 de julho de 2014

TAG é excesso de futuro


Transtorno de Ansiedade Generalizada é um mal cada vez mais comum na vida moderna. Não existe um perfil específico. A ansiedade atinge pessoas de qualquer idade em todas as classes sociais. Basta pesquisar sobre índices de venda de medicamentos. Ansiolíticos e antidepressivos estão no topo da lista. Imagina o porque de tudo isso. Excesso! Ao contrário de uma roupa velha, não podemos simplesmente jogar fora. É um acúmulo bem curioso pois não se encontra nem neste tempo! Ansiedade é excesso de futuro.

Espera aí, como assim? Preocupações excessivas, tensões geradas por sensações de insegurança, medo, perigos diversos, cobranças da família, sociedade, trabalho, toda essa tralha se transforma em um padrão de pensamento acelerado que faz seu cérebro ficar a mil por hora. Desregula todo o organismo, afeta a concentração, relacionamentos, faz você sentir fome demasiada, cansaço extremo, esgotamento físico e mental, enfim. Todo o azar de coisas ruins.

Pode não estar explícito nem prescrito na receita do médico, mas o melhor medicamento é o minimalismo. Acho até que seria bem legal ter um "CID. Minimalismo". O minimalismo é o freio das bolas de neve! A começar pela redução de coisas materiais subutilizadas que diminuem as preocupações em cuidar, limpar, administrar e fazer manutenção. Quando temos ansiedade temos a impressão clara de que precisamos de mais espaço, oxigênio para respirar.

Se destralhar essas coisas palpáveis já dá uma sensação de alívio, já pensou no quanto a gente pode ficar bem ao reduzir todas aquelas preocupações e cobranças? O mais engraçado é que o motivo dessas preocupações simplesmente não existem! São meras especulações do que poderia acontecer. É como se abandonássemos nosso corpo e estivéssemos com o eu em outra dimensão. Coisa boa isso não pode dar não é mesmo?

Então mãos a obra! Terapia, medicamentos (que seja), atividades físicas, companhia de pessoas, meditação. Faça tudo para se manter no presente, no aqui agora. Não encare como algo que vai passar com o tempo. Isso é expectativa, um dos combustíveis da ansiedade. A própria expressão "Vai passar..." é uma possibilidade futura. Para que se preocupar com o futuro se ele ainda nem existe? Seu momento é agora, e o futuro ao presente pertence.


"O segredo da saúde, mental e corporal, está em não se lamentar pelo passado, não se preocupar com o futuro, nem se adiantar aos problemas, mas, viver sabia e seriamente o presente."



sexta-feira, 11 de julho de 2014

Desconstruindo o consumista



Foram anos de injeções de propaganda na televisão. Aprendendo o pseudo-mantra "quanto mais tem mais rico é". Os pais diziam isso. É o que a maioria da sociedade acredita. E assim eu também passei no teste para mais um consumista diplomado. Depois de conhecer o minimalismo, troquei o diploma por uma carta de alforria. E agora estou desconstruindo o modelo consumista da minha pessoa.

A medida que destralhamos as coisas acumuladas em excesso, prestamos mais atenção em nós mesmos. Tiramos as várias camadas que se sobrepõem sobre nosso eu. Camadas formadas por imposições sociais de adequação ao status quo. Paramos de perder tempo de vida com coisas materiais e inanimadas. Elas tornam-se apenas meras ferramentas do cotidiano, e não mais motivo de orgulho. Ganha-se tempo de qualidade quando o foco está sobre experiências de vida, sobre histórias que podemos contar.

Quando a gente se conscientiza disso e começa cavucar essas camadas, as coisas vão ficando mais claras. Os verdadeiros valores são iluminados. O mais importante de fato começa a chamar mais a sua atenção e você percebe que o consumo não consegue preencher aquele vazio que sentimos. Ou proporcionar aquela felicidade que queremos.

Sem a infinidade de coisas para obter, administrar, manter e cuidar, o ter é deixado de lado. Entramos num estado de alívio crescente. Isso diminui as preocupações, ansiedades e tensões. É uma das razões do mantra "Menos é mais"! Apesar de ser muito simples, não é nada fácil, claro. Aprendemos a sobreviver no mundo da concorrência. Deixar de "concorrer" na corrida do consumismo pode dar aquela sensação de perda. E esta sensação é o sinal claro de que estamos sendo controlados, ao invés de estar no controle de nós mesmos.

"A cada coisa em excesso que me desfaço meu eu ganha mais espaço."


quarta-feira, 9 de julho de 2014

10 benefícios que o minimalismo proporciona


Ser direto e objetivo é premissa fundamental do minimalismo. Todos nós em algum aspecto, ou vários, precisamos neste exato momento melhorar alguma coisa em nossas vidas. No meu caso, me enquadro no "vários"! Então, fiz este Top 10 de benefícios que o minimalismo pode trazer para sua vida. Detalhe importante: estou vivendo todos eles!

  1. mais tempo para fazer o que gosta
  2. organização de sua vida em qualquer aspecto
  3. controle e aumento de suas finanças
  4. livrar-se da ansiedade
  5. maior espaço livre no ambiente
  6. relacionamentos mais verdadeiros
  7. corpo mais saudável
  8. foco e concentração em qualquer atividade
  9. eliminação de hábitos nocivos
  10. maior mobilidade e independência

Simplifica que amplifica! :)


segunda-feira, 7 de julho de 2014

Dietas


O desapego das coisas é um grande desafio. Mesmo quem nunca teve uma experiência minimalista sabe como é difícil no início ficar sem algumas coisas que estávamos acostumados a consumir. O caso das temíveis e desconfortáveis dietas. Como parar de comer aquele chocolate preferido, a cervejinha "sagrada" do final de semana ou mesmo reduzir a quantidade de comida na hora das refeições? Essa pergunta parece uma chamada daqueles programas sensacionalistas... Então, vamos direto ao assunto.

É muito bom a gente consagrar o pão nosso de cada dia, ter aqueles pequenos prazeres que nos deixam mais felizes como comer um doce, tomar a bebida predileta, um cafezinho quente pela manhã. Sabemos que é cientificamente comprovado que, muitos desses alimentos, otimizam as nossas sinapses cerebrais aumentando o nível de felicidade através da serotonina, e aquele papo todo.

Agora, sempre me pego questionando sobre nutrição. Não sobre a questão de engordar ou emagrecer. O que passei a prestar mais atenção foi do que são feitos todos estes alimentos, e como eles podem realmente nutrir nosso corpo. Perguntaram ao Alexandre Carlo, do Natiruts, sobre o porque de colocar tanto a palavra "flor" em suas músicas. Ele disse que procurava nutrir suas canções com palavras. Uma bela analogia, não?

Nutrir é bem mais que cumprir a dieta da nutricionista ou reduzir drasticamente os excessos de nossos paladares. É questão de qualidade. Os chocolates brasileiros mais populares no geral nem são considerados chocolates em nível mundial. É grande a lista de produtos muito aquém do que se propõem. Salvo poucas exceções. O mais curioso é considerar "sagrados" os alimentos industrializados menos nutritivos. Ninguém fala hum, aquela maçãzinha sagrada.

Gosto muito da dieta paleolítica, ela procura selecionar os alimentos mais naturais possíveis. Evita-se o consumo de produtos industrializados, que infelizmente vão de uma escala mínima de nutrição a zero; quando não nos causam problemas. A meta primordial deste mercado da indústria é lucro, não nutrição. Buscar o natural é um caminho sem erro, acredito. O veganismo ou vegetarianismo também bebe desta fonte de nutrição. Aliás, talvez seja a própria fonte. Um dia eu chego lá.

Já parou pra pensar do que realmente é feito o que você se alimenta? Tem o hábito de ler os ingredientes dos produtos que pega no supermercado? Procura produtos ou lugares que te nutrem como as letras do Alexandre? Eu procuro sempre, o máximo possível. E é claro, dou aquelas escorregadas. O bom é que elas estão diminuindo. Passei a pensar nesse tipo de nutrição e não mais em listas proibitivas com suplementos e redução radical de nossos pequenos prazeres, sejam eles naturais ou não.


Desconexão


Já ouviu falar em índio com câncer, depressão, ansiedade, estresse? Difícil hein. Bem diferente de nós, mestres do urbanismo e senhores do consumo. É muito simples. Eles não são desconectados da natureza. E isso não é papo Zen ou Hippie. É a mais pura ciência.

O princípio básico de aterramento elétrico é o mesmo para nós seres vivos. Nesse sentido, podemos considerar que o hábito de estar sempre calçados isola não só de choque elétrico. Nos mantêm isolados de nossa conexão com a terra.

Li uma matéria que falava dos benefícios de andar descalço. Onde o contato com a terra poderia ser usado para melhorar a qualidade de vida, auxiliar na cura de males e tratamentos médicos, numa espécie de "terapia" de aterramento. Dizia também que são cada vez mais fortes as evidências de que o contato direto com a terra pode ser benéfico para a saúde.

Ora, mas que conclusões são estas? Como a alienação tomou conta do homem. Trata sua desconexão como algo inerente a conexão com a natureza como "algo que pode" melhorar sua vida. Desta forma, parece absurda a possibilidade de andar com os pés no chão. É como dizer que o cavalo já nasceu de ferradura.

Segundo o filósofo chamado J.J Rosseau, o homem deixa de ser orgânico e passa a viver alienado de si mesmo. Faz todo o sentido no mundo moderno onde as coisas sintéticas imperam a nossa volta. Se você sentiu algum incômodo ao ler esse texto, acredite, você precisa colocar seus pés na na terra. Religar alguns fios, conectar-se para recarregar as baterias. Antes que acabe sua vida útil!


domingo, 6 de julho de 2014

Tralhas emocionais



Quando falamos em termos de "ismos": cristianismo, islamismo, capitalismo, feudalismo, logo se tem uma ideia de doutrinas filosófico-religiosas, políticas ou sectárias. Com o minimalismo isso não é diferente. É mais um termo que classifica um fenômeno social. Sua origem vem do movimento artístico, em Nova York, na década de 1950, marcado pela simplificação das formas e das cores nas obras da pintura e da escultura da época.

O conceito trouxe para o cotidiano um estilo de vida moderno que, assim como na arte, busca a essência das coisas e a redução do que pode ser considerado desnecessário para viver. Partindo deste princípio, não é nenhum tipo de seita onde existem regras e preceitos a serem cumpridos. Cada um determina o que é essencial em sua vida de acordo com seu autoconhecimento.

É inevitável que estas escolhas sejam baseadas na redução de excessos, uma vez que a busca pela simplicidade fica cada dia mais difícil num mundo caótico de informações em todas as searas da vida. Encontrar a própria essência se tornou o maior desafio de todos. Quanto mais coisas se acumulam, mais distantes ficamos do que realmente importa.

Trabalhamos com o que não gostamos para levantar dinheiro para fazer o que realmente amamos. Compramos tudo que é coisa pra poder nos sentir mais pleno e valorizado. Guardamos sentimentos diversos ao longo da vida que começam a se transformar em doenças físicas e psicológicas. Principalmente, acumulamos uma culpa imensa dentro no nosso eu gerada por verdades estabelecidas pela sociedade. É muita energia desperdiçada no acúmulo de todas essas tralhas.

Mais importante do que as tralhas materiais, as tralhas emocionais são a origem de todas as outras tralhas palpáveis, na minha opinião. A todo momento estamos preenchendo vazios interiores com coisas materiais. É estranho dizer que as maiores tralhas não possam ser colocadas num saco a espera do caminhão de lixo passar. Essas não conseguimos tocar, nem ver, nem doar. Apenas sentir.

Gosto de dizer que o minimalismo é um esclarecimento; uma ferramenta para nos sintonizar com a nossa origem. E a partir daí tomar as decisões baseadas no desapego de coisas e sentimentos que não nos acrescentam em nada, ou melhor, acrescentam e acumulam. Ocupam o espaço-tempo destinado a o que viemos fazer aqui. Celebrar a vida e ser feliz.


sábado, 5 de julho de 2014

Vida sem carro III (final)



Minimalismo é uma "ciência" muito prática, então aí vão dados da minha última experiência consumista automobilística, o que me fez definitivamente abolir o invento do meu dia-a-dia. Os valores em negrito são mensais. Veja.

Só com o carro que eu tinha, um popular básico duas portas pelado de tudo, gastava:

  • Prestação financiamento: R$ 636,81
  • Combustível: R$ 300,00
  • IPVA: R$ 533,19 -> R$ 44,43
  • Seguro obrigatório: R$ 101,16 -> R$ 8,43
  • Licenciamento: R$ 65,66 -> R$ 5,47
  • Seguro contra roubo e terceiros: R$ 1.287,92 -> R$ 107,32
  • Revisão periódica: R$ 613 -> R$  51,08
  • Multa: R$ 102,15 -> R$ 8,51
  • Peças sazonais: R$ 100,00 -> R$ 8,33
  • Franquia de seguro: R$ 980,00 -> R$ 81,66
  • Depreciação: R$ 3.300,00 -> R$ 275,00
  • Lava a jato: R$ 40,00 -> R$ 20,00

*valores do ano de 2013 de um carro ano 2010/2011.


Total de gastos mensal: R$ 1.547,04! >< Total de gastos anual: R$ 18.564,48!!!

Isso é o básico do básico! Na prática ainda pode haver ainda mais variáveis como o som do carro que eu apenas mandei instalar, película para não ser castigado pelo sol enquanto dirige, outros sinistros, novas franquias, novas multas, taxas de estacionamento, flanelinhas, entre outros. Já passei anos sem receber nenhuma multa. Nos últimos dois consegui fazer algumas proezas de estacionamento e acho que recebi umas três. Então pensei: será que depois de quinze anos de direção comecei a dirigir mal, ou o trânsito é que piorou?

No meu antigo emprego, se não chegasse em determinados horários não conseguia achar uma vaga e o jeito era apelar para locais proibidos ou então estacionar a alguns quilômetros de distância. E olha que Brasília é uma cidade que foi planejada, hein! E mesmo assim muita gente, principalmente que mora em São Paulo e Rio, acha o trânsito daqui um paraíso. E eles tem razão! É mesmo esse é o nosso sonho de consumo? Isso é a liberdade que um automóvel proporciona?

Imagina o que da para fazer com R$ 18.564,48 durante o ano? Os cálculos acima são extremamente otimistas. Otimistas mesmo! O carro era básico, sem acessórios, o som eu já tinha, não exigia muito do motor do carro porque aqui é uma cidade plana. Correr muito menos, há radares demais e nem vale a pena. Enfim, dirigir já foi um prazer para mim. Hoje é sinônimo de preocupação, despesa e coação consentida.

Tudo isso depende da visão de cada um, são escolhas. Eu preferi usar esses recursos de outra forma. De forma que eu tenha uma vida sem carro e não um carro sem vida.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Minimalizando o mal



Quando se fala em mal logo no vem a cabeça a figura do capeta, o medo, lutas entre poderes, religião e todo o azar de coisas negativas. O que tenho aprendido é que tudo se resume na dualidade. E nossa missão é manter o equilíbrio entre os dois pólos.

Claro que não vamos sair por aí ajudando uma velhinha a atravessar a rua e logo em seguida roubar o sorvete de uma criança. Podemos traduzir essa relação de bem e mal com o clichêzão de que para alguém "se dar bem" outro precisa "se dar mal". É simples. A assistimos isso durante toda a nossa vida.

Se alguém perdeu uma corrida, foi porque o outro ganhou a corrida. Sei que não é tão ao pé da letra assim. Uma discussão dessas vai longe e longe. O que temos a absoluta certeza é que existe um desequilíbrio monstro na humanidade que pende a balança para o mal. E aí você vai perguntar mais uma vez o que o minimalismo tem haver com isso.

A ideia é simplesmente reduzir o mal que há dentro de nós. Difícil assumir, mas diga aí se às vezes não nos pegamos sorrindo da desgraça dos outros? Ou achamos bom quando um criminoso é linchado no meio da rua. É natural, talvez seja um senso de justiça misturado com o instinto animal do homo sapiens.

Uma amiga me contou certa vez que assistiu um quase linchamento de um trombadinha que acabava de assaltar um velho indefeso. Ela viu tudo pela janela do prédio onde trabalhava no centro do Rio de Janeiro. Então disse que não sabia se ficava feliz porque as pessoas queriam defender o idoso ou se ficava triste vendo as pessoas tentando linchar uma criança. Menino este que estava sendo protegido pela polícia dos justiceiros transeuntes. Situaçãozinha complicada, não?

E o que tenho feito para reduzir este mal interno? Servir um pouco mais, acho que é isso. Parando um pouco de tentar sempre ganhar. Ceder a nossa vez. Esse esforço demasiado nos gera angústia, parece alimentar o mal dentro da gente. Escutamos sempre aquela velha história simples e direta de que é dando que se recebe, e porque será que é tão difícil praticar isso, afinal?

Será que não estamos carregando muitas tralhas emocionais? Fica como assunto para um próximo post. Enquanto isso vou tentando aqui minimizar o lado negro da força.


quarta-feira, 2 de julho de 2014

Vida sem carro II



O mais engraçado é que o nome dessa série de artigos é "Vida sem carro". Ou seja, já começo falando que viver sem carro é meio que um grande peso ou uma dificuldade tremenda. O título carrega em si subentendido que sem carro as pessoas não conseguem viver. Como por exemplo, vida sem felicidade, vida sem comida, vida sem água.

Esse valor está tão consolidado no inconsciente que nem mesmo a minha escolha por um estilo de vida minimalista conseguiu mudar isto quando dei esse título. O conceito está arraigado na sociedade. No meu caso, cresci assistindo propagandas de carro na tv. E como todo garoto, menino, macho alfa mirim, cresci ganhando carrinhos de presente. Há pouco tempo eu tinha na mesa até um Deloriam Hot Wheels!

Meu pai teve dois Fuscas e acabei comprando um também na época da faculdade. Ainda aprecio este carro mitológico que o fabricante parou a produção há anos. Com razão. Qual empresa vai "lucrar" com um produto que dura mais de 30 anos, tem peça até na padaria, e com clips e chiclete você pode consertá-lo sem entender de mecânica?

Não é que o automóvel foi maculado. A grande questão é o que o consumismo fez com essa ideia tão incrível. Nos meus últimos dias de carro no trânsito me senti como um rato de laboratório dentro do labirinto. Já fiquei sem conseguir sair da cidade por causa de engarrafamentos, saídas bloqueadas por acidentes, blitz, e horários de pico.

Infelizmente, o ser humano conseguiu estragar a ideia com engenharia precária, superfaturamento, impostos exorbitantes etc. Aí já entra no mérito político, coisa que não é objetivo do destralha. Até voltaria a ter carro se houvessem condições mais justas e geografias mais apropriadas. Mas por enquanto (e talvez para sempre) aqui vai uma pequena lista das vantagens de não ter carro:

  1. A maioria dos motoristas de ônibus ou táxi tem vários anos de direção;
  2. Fica menos estressado com as pessoas que estão estressadas no trânsito como você;
  3. Não existe preocupação com roubos, batidinhas ou sequestro relâmpago;
  4. Interage mais com as pessoas e suas histórias de vida;
  5. Sente gratidão por fazer o bem, como dar lugar a alguém preferencial;
  6. Observa lugares e paisagens no ambiente que você não percebe enquanto dirige.

Depois de quase vinte anos de Brasília, vi pela primeira vez um museu antigo daqui em um lugar que eu passava com frequência. Só fiquei assustado quando me disseram que ele estava lá bem antes de eu chegar!

No próximo Vida sem carro (mas é possível viver sem sim) tem mais.


terça-feira, 1 de julho de 2014

Bens memoráveis



Aprendemos desde cedo, ainda na escola, o que são bens duráveis e não duráveis. Longe de querer julgar o que se aprende no colégio, o ensino etc. Mas posso dar uma sugestão? Podíamos também aprender sobre os Bens memoráveis! Explico.

Acumular experiências de vida, aprender línguas, ter histórias para contar, viajar. Tudo isso e muito mais podem ser considerados bens memoráveis. Eles ficam na memória. Alimentam nossa alma, quebram barreiras culturais e nos tornam cada vez mais humanos.

Bens memoráveis são responsáveis por nutrir nossas relações com as pessoas. A música é um bem memorável, a literatura, as artes, a conversa íntima entre amigos, as conversas despretensiosas entre desconhecidos. Até um passeio solitário de reflexão no calçadão é um bem memorável.

Todo mundo se lembra de quando aprendeu a andar de bicicleta. São coisas que ninguém pode tirar de dentro da gente. Coisas que quanto mais acumulamos, mais podemos compartilhar e não ocupa espaço algum. Ao invés deteriorar o meio ambiente, faz a gente aprender a apreciá-lo e protegê-lo.

Bens memoráveis são aqueles que te fazem prestar mais atenção em si mesmo, nas pessoas, nos relacionamentos, na natureza, e esquecer um pouco os bens de consumo duráveis ou não. Porque o que fica no fim de tudo é a memória, é a nossa história.


"É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos…"
(Antoine de Saint-Exupéry)