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Tecnologia do Blogger.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Navegação com concentração



Desde que a internet se popularizou nossa vida ficou muito mais fácil. A produção aumentou e todas as áreas de conhecimento se desenvolveram. Mas este grande mar de informações acaba nos levando para às margens da concentração e o foco vai por água abaixo. Assim é a realidade do nosso cotidiano na frente de um computador.

Mil janelas abertas e até mais de um navegador. Com certeza você faz isto ou conhece alguém assim. Não é mais coisa de nerd. E no tsunami de informações queremos ficar por dentro de tudo ao mesmo tempo. É ícone piscando, cartinhas no topo das páginas... desse jeito, sair do foco é a coisa mais comum de acontecer.

Sabe quando você entra na net pra ver alguma coisa e depois de um tempo até esquece do que ia fazer? Então. Parei pra me analisar e vi que quando entro na internet uso dois navegadores com várias janelas abertas, um hábito automático herdado do meu tempo de informatiquês.

E o que tem isso a ver com minimalismo? A resposta é óbvia: excesso. O velho clichê de que tudo em excesso faz mal. Aquele antigo mantra de nossos pais. Moral da história: daqui em diante, usar apenas um navegador e tentar não passar de duas janelas abertas. Tá bom...três vai! Uma maneira eficiente de aumentar nossa concentração.

"Menos é sempre mais."



sábado, 28 de junho de 2014

Projeto Bike Brasília



Pode parecer exagero, mas a bicicleta é o meio de transporte mais inteligente do mundo. Inventaram carro, avião, trem, barco helicóptero e nenhum desses se compara a perspicácia das duas rodas movidas a humano motor! Ela atravessa os tempos e nada foi criado que a possa substituir em eficiência, segurança, sustentabilidade, por aí vai.

O Itaú não está me pagando nadica pra divulgar isso (mas poderia ser...rs). Estava eu ontem esperando um ônibus na rodoviária daqui de Brasília e logo a frente havia uma destas estações do projeto Bike Brasília. Atravessei a rua e fui lá tirar foto. Acho louvável a ideia, ainda mais agora que me tornei adepto dessa invenção incrível.

Começou há pouco tempo. Sim, por causa da copa, acredito... E é uma lástima que não seja iniciativa primordial dos governos pelo Brasil afora. No caso aqui da capital, o GDF entra como apoio e não como o criador do projeto. Normal para nosso país de vias concebidas para as 4 rodas.

Para usar o sistema é necessário fazer um cadastro no site do projeto e informar os dados do seu cartão de crédito, além de pagar uma taxa simbólica anual. Essa parte não gostei. E quem não possui cartão? Nesse aspecto é contraditório na minha opinião. A grosso modo, para usar a bike a pessoa precisa possuir "crédito na praça". Coisa que a maioria da população de baixa renda não tem.

Esse tipo de sistema já é bastante utilizado nos países de primeiro mundo, inclusive com carros como o Go Get em Sydney, Austrália. Ainda vamos precisar de muita consciência pra chegar ao patamar desses países. Nossa versão "Samba" é inspirada nos sistemas dos países top e a proposta é excelente! Porém, Personalité sustentável, não atende a demanda da população que mais precisa.

Entre prós e contras é um ótimo motivo para deixar o carro em casa (quem sabe de vez), ficar mais saudável e assim contribuir com o planeta.

Veja as fotos na fanpage do destralha no faceook.



5 motivos para desligar a tv



Às vezes eu até me disponho a ver TV, mais pra fazer companhia para o meu pai na sala. Definitivamente é um show de tralhas! E como dizia Renato Russo: "O Teatro dos Vampiros". Aqui vão cinco razões para evitar dar aquela "espiadinha" e destralhar sua programação.

1) Escolha o que quer assistir

Quem disse que a programação de um canal é a melhor opção? O entretenimento passivo é passado. Decida o que gostaria de ver. A internet está cheia de opções para todos os gostos a um clique.

2) A propaganda criativa morreu

Os comerciais nunca foram tão medíocres em toda a história da publicidade. Parece que os criativos se extinguiram de vez. A receita do sucesso agora é a "receita". A criatividade morreu.

3) Jornais sensacionalistas

A mídia criou uma cultura do gosto por notícias ruins. Temas como acidente e crimes são escolhidos de propósito porque dão ibope. O legal de ver é aquele apresentador engraçadinho cheio de bordões narrando crimes bárbaros de forma polêmica com pitadas de humor. Acredite, não precisamos disso.

4) Faça atividade física

Saia de casa, movimente-se. Sei lá, vale até caminhada. Faça algum esporte. Corra. Ninguém fica saudável assistindo televisão, todo mundo sabe que é o contrário. Você pode até ficar em forma assistindo o plim plim. Em forma de globo.

5) Leia mais

Sim, essa é muito batida. "Desligue a tv e vai ler um livro... blá blá blá"... conversa de intelectual né? Tenha certeza, eles estão certos!

E se nada disso funcionar esta é infalível:

"Me abrace me dê um beijo faça um filho comigo mas não me deixe sentar na poltrona no dia de domingo."



sexta-feira, 27 de junho de 2014

Destralhando CD's



Quando eu era menino colecionei algumas coisas: bolinhas de gude, carrinhos, cartuchos de Atari. Depois me apaixonei pela música e fui juntando fitas k7 gravadas e vinis. Então saiu o cd. Achei o máximo. Me desfiz dos k7 e vinis para colecionar apenas cd's das minhas bandas preferidas.

Mais uma vez a tecnologia avançou para o mp3. E então comecei a olhar torto para aquela pilha de caixinhas compactas. Não era do tipo colecionador compulsivo como aqueles que não saem de uma loja sem levar nada. Comprava meus cd's esporadicamente. Isso dinimuiu bastante após o mp3.

Já faz algum tempo que queria destralhar meus compact discs e a hora chegou. Durante este tempo todo consegui acumular 222 cd's. Eles ocupavam um espaço considerável no rack a minha sala. Só estavam ali para juntar poeira. Cataloguei todos e anunciei num site de venda na internet. Fiquei surpreso com a procura. Não imaginava que haviam tantas pessoas interessadas. Em menos de vinte e quatro horas eles já não estavam mais comigo.

Vendi para uma pessoa que coleciona com gosto. Além de cd junta também vinil e dvd. Negócio proveitoso para ambas as partes. Ela com mais alguns exemplares raros em sua coleção e eu mais destralhado de coisas materiais sem uso. Sem falar no espaço de quase um metro quadrado arejado na sala.

Gosto é gosto e prefiro utilizar as benesses da tecnologia. Há quem prefira aumentar a cada dia seus sebos particulares. O músico Ed Motta, em entrevista, disse trazer de uma viagem ao Japão nada mais nada menos que 3000 vinis!

Hoje é possível levar tudo quanto é música pra qualquer lugar dentro de um player no bolso. Não vejo mais motivo para acumular as caixinhas, ter mais objetos para limpar e ainda aumentar o número de volumes em uma possível mudança. O que mais gosto disso tudo é a sensação de desapego e liberdade que traz. Sem contar meus recursos de volta para fazer alguma coisa memorável, uma viagem por exemplo.



quinta-feira, 19 de junho de 2014

Junk food



Junk food ("comida lixo", numa tradução literal do inglês), também coloquialmente, "porcaria" ou "besteira", é uma expressão pejorativa para "alimentos com alto teor calórico, mas com níveis reduzidos de nutrientes". (Wikipédia).

Que atire o primeiro churros aquele que nunca cometeu uma jacada em plena madrugada! E que jamais ficou com fome ao passar de frente ao fast food do palhaço satânico. Ninguém, eu sabia! Os veganos que me perdoem mas nem só de broto de trigo viverá o homem.

O melhor dos mundos seria que os fast and junk foods fossem de alguma maneira saudáveis. Quem sabe um dia, a coca-cola faça uma versão 100% orgânica. Em abril deste ano, o McDonald's inaugurou sua primeira loja vegetariana na Índia - seria um sinal dos deuses? Não, é o mercado mesmo.

Longe de ser vegetariano, pelo contrário, sou tiranossauramente carnívoro. A questão não é nem essa. Se vegetal ou animal não importa. Alimentar-se bem é ficar o máximo possível longe das besteiras. Comer é um dos maiores prazeres da vida. A indústria sabe muito bem disso. É ardilosa, nos encanta com suas alquimias e mensagens subliminares.

Tenho uma alimentação saudável e por mais que evite tais porcarias, uma vez ou outra me pego com vontade comer estas iguarias proibidas pela estética e pelo sindicato das balanças de farmácia. No meu caso, são doces em especial. O que fazer? Se permitir. Não vamos ser hipócritas. Excesso, esse é o ponto. Não é crime comer besteira, desde que se tenha consciência.

Se eu conseguir evitar ao máximo comer junk food, melhor para meu organismo. Ponto positivo para minha saúde. Bom seria comer tudo o mais natural possível! A indústria facilitou nossa vida trazendo praticidade para o nosso dia-a-dia. Infelizmente, ela se perdeu nos caminhos do capitalismo. Impõe no nosso cardápio produtos cada vez mais artificiais, química e psicologicamente direcionados para um consumo sem limites. E a saúde vai pro espaço.

Aí que entra o minimalismo na história. Menos é mais, sempre. Entre uma besteira e outra, tente dar um intervalo cada vez maior. Tente reduzir a quantidade. Ao mesmo tempo, procure alternativas mais saudáveis que possam fazer o mesmo efeito. Aumente o intervalo, inclusive, entre uma colherada e outra de sorvete. Pode parecer bobagem, mas funciona.

rica


domingo, 15 de junho de 2014

Desvirtualização dos relacionamentos



Este é um dos desafios mais difíceis de se cumprir. Como ter relacionamentos reais e ultrapassar a linha da zona de conforto do mundo virtual?

Na timeline dos trocentos amigos virtuais parece complicado manter aqueles relacionamentos cara a cara que mantínhamos na infância. Quando visitávamos sem avisar. Era um hábito! Não tinha essa de zapzap perguntando: - Tá em casa? Hoje os provedores de internet sabem mais de nós que nossos amigos. Os familiares acham que nos conhecem a cada postagem nas redes sociais, e assim somos julgados sem ao menos trocar uma palavra.

Pessoas que ficam de olho nas mudanças de status de relacionamento do facebook, a busca de um perfil perfeito, ostentação digital, selfie. Aí eu fico me perguntando o que estamos fazendo com essa tralha toda. O que a gente quer? Todo mundo conectado em rede e falta tempo para se encontrar. Um abraço foi substituído por um sms!

Estou em processo do que chamo de "Desvirtualização dos relacionamentos". Me desliguei da maioria das redes sociais e meu acesso agora é focado no trabalho. Está sendo muito mais legal curtir pessoalmente as coisas e as pessoas. Redes sociais são ótimas ferramentas de divulgação, mas as tralhas virtuais que nos bombardeiam não acrescentam muita coisa.

"Estamos sempre ocupados por desencontros." Escrevi um poema que foi parar em um banner em pleno parque ecológico da cidade de Águas Claras aqui na capital. O curioso foi vê-lo ali por tanto tempo, um cenário constante de encontros. E talvez ainda esteja lá.

Minimalismo é isso. Não necessariamente destralhar coisas materiais. É também chegar mais perto de relacionamentos reais. Minimizar o tempo gasto com o virtual é uma das coisas mais importantes no dias de hoje.



sexta-feira, 13 de junho de 2014

Terno e gravata?



Muita gente acha elegante esse padrão imposto pela sociedade. Usar terno impõe respeito (será?). Não gosto. Acho uma simples convenção nosense. Durante toda minha vida tive apenas 1 terno! Isso mesmo. Para não dizer que foi um só, comprei certa vez só o blazer e algumas calças sociais. Gravatas tive duas. Também aluguei uma única vez que eu me lembre. Tudo para me enquadrar em determinado emprego ou evento social.

Quando trabalhava no serviço público muita gente ia de terno, principalmente no dia em que haviam reuniões. Daquelas de praxe do poder executivo onde se discutia o sexo do anjo Gabriel, como dizia um amigo. O mais bizarro era quando eu estava numa dessas reuniões de camiseta básica e jaqueta jeans toda surrada. Sem falar naqueles figurões que te cumprimentavam apenas quando você estava de termo. Impagável!

Definitivamente não tenho talento para ser político nem pastor rsrs. Doei tudo no ano passado. Hoje não uso mais em hipótese alguma. São extremamente desconfortáveis, quentes e insalubres. E não te faz melhor em nada usar essa fantasia de pinguim. Ainda mais em um país tropical.

Me chame para um casamento apenas se for na praia!



quarta-feira, 11 de junho de 2014

Vida sem carro I



Foi-se o tempo em que carro era sinônimo de status. Bom, pelo menos nos países mais desenvolvidos do globo. Infelizmente, no Brazil, carro ainda é sonho de consumo de muita gente. E claro, não é por isso que precisamos ser mais um cidadão enfadonho a transformar seu sonho em pesadelo no trânsito caótico da cidade.

Há três meses vendi meu carro para reduzir gastos e tentar usar o transporte público, uma ação minimalista e sustentável ao mesmo tempo. Vou contar aqui esta experiência.

Meu último emprego ficava aproximadamente a 20km da minha casa. Ou seja, rodava 40km por dia, cinco vezes por semana. Fora os percursos aleatórios como: passar numa farmácia, no mercado etc.

Junto com os km rodados durante fins de semana e eventuais viagens (no Distrito Federal tudo é longe) gastava um valor considerável de combustível. Somando prestação, manutenção periódica, impostos, seguro, taxas de estacionamento e lavagem dava mais da metade do meu salário na época! Na prática é trabalhar para pagar um carro.

Você pode achar um exagero, mas some ainda multas por falta de vaga, estresse constante no trânsito, custo com franquia de seguro e você vai chegar a conclusão que o automóvel é que te move e não você. Existe uma falsa liberdade por trás desta ilusão de independência que um carro pode trazer. Te conto no próximo post, o assunto é pano pra manga.

rica


segunda-feira, 9 de junho de 2014

Destralhar eletrônicos é possível


Celulares velhos, carregadores, cabos e fios "que um dia podem servir", aparelhos obsoletos, um walkman de fita k7. Caramba, quanta tralha! Garanto que assim como eu você tem alguns desses itens na gaveta, escondidos pela casa e acumulados numa caixa empoeirada.

Quando percebi a quantidade exagerada de caixas durante a última mudança de endereço, me livrei de quase tudo. Um cabinho aqui, outro adaptador ali. Ainda tenho um roteador wireless que está guardado. Não tem mais utilidade porque o modem da internet faz o trabalho. Em breve vou destralhá-lo também, seus dias estão contados.

A indústria segue uma ideia criada - de propósito - que consiste na obsolescência perceptiva. Traduzindo: o consumo interminável de tralhas. O vídeo do pessoal da Story of Stuff Project explica tudo.

Tive muitos celulares e há três anos estou com o mesmo. E mesmo assim não uso metade dos recursos que ele tem. Já tive vontade de ter um iPhone, mas me recuso a pagar um preço tão absurdo por um treco eletrônico desses que é praticamente descartável a cada 6 meses. Acho muito dinheiro gasto em status. O valor do smartphone não equivale ao seu custo-benefício. Soma-se a isso a bendita qualidade das operadoras brasileiras e pronto! É um negócio da china não comprar um iPhone!

Vida longa aos celulares inquebráveis! E lembre-se: descarte estas tralhas eletrônicas em locais apropriados. São altamente tóxicos!


sábado, 7 de junho de 2014

Eliminando roupas desnecessárias



Ninguém vive sem se vestir. A não ser que você tenha adotado o Naturismo. E mesmo assim vai precisar se vestir para fazer alguma coisa fora dos limites da vida selvagem. Agora, abra seu guarda-roupas e veja se consegue usar todas as suas peças. Tem sempre aquela camisa fora de moda, ou um par de meias azul-marinho que você ganhou e nunca usou. E aquele casacão que nem no inverno de São Joaquim dá para usar? Pois é, roupas que você não usa mais podem estar fazendo aniversário. Elas precisam cair fora das suas gavetas e ajudar alguém. Ou simplesmente é lixo que você guarda lavado e passado.

Tem gente que compra roupas demais. Guarda tudo. Tipo aquelas que quem sabe um dia poderá servir. Segue as "tendências da moda" e logo que passa as deixa mofando no fundo do armário. Quando se trata das de marca então...hum eis a questão. Usufruir de uma grife famosa é como uma necessidade de amor preenchida. Enxergam nesses produtos reconhecimento, dignidade e respeito. Ou qualquer outro valor saudável, substituído ao longo do tempo por coisas sintéticas.

É fato que marcas mais caras e famosas tem sempre um padrão de qualidade superior. O problema é que os produtos são produzidos para preencher um vazio emocional e a verdadeira função do produto é secundária. Funciona mais ou menos assim:

Compre uma camiseta da marca x porque está na moda e as pessoas importantes e ricas usam, por isso vai se sentir importante, rico e inserido em um grupo especial, pois assim será especial também. 

Depois assim:

Essa camiseta já está fora de moda e portanto compre outra porque você já não é mais tão especial como antes e seus amigos já compraram uma mais atual e mais cara.

Este programinha de computador faz basicamente o mesmo com os celulares, laptops e qualquer produto. Carros, viagens, restaurantes, serviços. Porque não interessa mais quem você é, e sim o que você pode comprar para que você pareça ser alguém importante, atualizado. Numa entrevista recente, o psicólogo Roberto Shinyashiki disse: "Hoje, como as pessoas não conseguem nem ser nem ter, o objetivo de vida se tornou parecer." E nada mais apropriado para se "parecer" que estar sempre na moda com roupas de marcas famosas.

Acho muito engraçado ver tanta gente usando roupas com dizeres em inglês sem ao menos saber o que significam. Usando roupas direcionadas para surf sem nunca nem ter subido numa prancha, ou nem mesmo ter pisado na areia da uma praia antes. Por gosto pessoal eu uso camisetas lisas sem estampa mesmo, básicas, em qualquer ocasião, praticamente um desleixado. Mas o material é de qualidade. Não compro de marca nenhuma, compro numa empresa que fornece as camisetas para algumas marcas famosas, e mais ou menos oitenta porcento mais barato. É claro, nunca estou na moda. A moda nos consome bastante!

A cada seis meses verifico se tem alguma peça que está virando trapo ou tralha. Junto o que tiver, faço doação ou jogo fora em local apropriado. O resultado disso é que fico com mais espaço no guarda-roupas e ainda me sinto bem quando faço uma doação.




quinta-feira, 5 de junho de 2014

Porque decidi ser minimalista



Já fui simpatizante do consumismo. Cheguei a ter um dos primeiros celulares e por isso me achava "o importante". As pessoas andavam com aquele tijolão e era o maior status. Felizmente, meu lado "comunista" sempre falou mais alto. E apesar disso, as vontades de comprar coisas de marca sempre me rondavam. Foi programado nas nossas cabeças o mantra "quanto mais se tem mais bem sucedido é". É cultural, fomos educados assim. Isso é uma máxima quase global.

Tive a sorte de ser interessado desde a adolescência em conteúdos questionadores destas culturas, digamos. Apesar de formado em publicidade, nunca gostei de vestir camisetas com escritas em inglês ou com logomarcas estampadas de forma propagandística. Quando criança eu adorava arrancar todos os rótulos das garrafas de cerveja e latas de achocolatado. Sem nem saber o porque. Irônico, não?!

Pois então, decidi ser minimalista há quase dois anos atrás enquanto buscava respostas para as minhas questões existenciais. Quando eu pensava que deveria existir um jeito mais significativo de viver além desse modo de vida onde se acumulam coisas - uma vida de consumismo baseada na obsolescência. A maioria das pessoas vivem em função do consumo. O resultado é que elas estão cheias de vazios emocionais.

O minimalismo vai muito além da redução de coisas desnecessárias. Ele é uma forma de autoconhecimento que vai em direção ao que te faz mais feliz. O objetivo é este! Focar toda a sua atenção para o essencial para ter uma vida de significado. A matemática do "menos é mais" é isso: Menos coisas desnecessárias é igual a mais experiências vida. Viver ao invés de obter.

Decidi ser minimalista porque quero ter uma vida verdadeiramente plena. Porque descobri que este é o estilo de vida que sempre quis viver. É simples. Você vai entender ao longo de cada postagem no blog.